LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO
 
 
 
 
 
 
 
 

Mantega de luxo

O Ministério da Fazenda vai comprar um automóvel Ford Fusion zerinho por R$ 84 mil, para os passeios da chefia.

Sem dízimo

Durante seu 3º Congresso, em setembro, o PSDB deve reformular seu estatuto para extinguir a cobrança de dízimo de 3% dos filiados.

É para sempre

Ex-mulheres e ex-amantes levam pânico a senadores, exigindo revisão de suas pensões. As revelações de Mônica Veloso "inflacionaram" o mercado.

Afastamento

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, defendeu o afastamento de Renan Calheiros, durante as investigações, para preservar o Senado, que "não dormiu com Mônica, não teve filha com ela, não comprou nem vendeu boi".

Siderúrgica

O presidente Lula decidiu ignorar as razões do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e acatar as da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil): terça (3) vai ao Ceará anunciar a viabilização da pretendida usina siderúrgica.
 
LIDAS E ANOTADAS NO GUTO CASSIANO
 
 
 
 
 
 
 
Editoria de Arte/G1
 
Da Agência Estado

CPMF poderá virar imposto permanente

Relator da emenda de prorrogação acatará mudança que transforma CPMF em imposto.
Validade da contribuição acaba este ano se prorrogação não for aprovada no Congresso.

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) poderá deixar de ser provisória para se tornar permanente. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator da emenda constitucional que prorroga até dezembro de 2011 a CPMF e a Desvinculação de Receitas da União (DRU), decidiu acatar emenda do deputado Carlos Willian (PTC-MG) que transforma a contribuição em imposto. "Vou acatar todas as emendas apresentadas e uma delas é a que transforma a CPMF em IMF (Imposto sobre Movimentação Financeira)", afirmou Cunha.

A emenda que transforma a CPMF em imposto é apenas uma porta de entrada para outra mudança mais perigosa para as contas do governo: a repartição de sua receita, que no ano passado chegou a R$ 32 bilhões, entre Estados e municípios.

Atualmente, apenas o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) entram no rateio dos fundos de participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM). Se Cunha acatar uma segunda emenda, esta do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que inclui a CPMF (ou IMF) no rol de tributos partilhados, o governo poderá ter uma perda de pelo menos R$ 14 bilhões, que iriam para os cofres dos Estados e dos municípios.

O relator disse, entretanto, que não vai tomar essa decisão sozinho. "Na terça-feira terei uma reunião com a bancada do PMDB. Antes de entregar o relatório na Comissão de Constituição e Justiça, vou submeter as emendas ao partido", afirmou Cunha.

Reforço de caixa

Também chamados de "impostos da governabilidade", a CPMF tem sido um importante reforço ao caixa do governo nos últimos dez anos, enquanto a DRU permite que 20% das receitas sejam usadas livremente, por fora das vinculações constitucionais originais, como ocorre com as contribuições da seguridade social (Previdência e Saúde). No ano passado, o governo pôde movimentar à vontade R$ 80 bilhões.

Por terem sido instituídos por tempo provisório, DRU e CPMF têm sido prorrogadas a cada quatro anos pelo Congresso. A última prorrogação foi feita em 2003, o que significa que sua validade acaba no final deste ano se não houver uma nova aprovação dos parlamentares.

Tempo

Como a CPMF é uma contribuição, a Constituição exige que ela seja aprovada três meses antes do final do ano para que o governo continue a cobrando em 1º de janeiro de 2008. Contribuição ou imposto, portanto, ela terá de estar votada até 30 de setembro. Em termos de tramitação, esses 90 dias são um tempo muito curto, mas, com acordo político, é possível saltar os obstáculos dos prazos regimentais.

Eduardo Cunha foi designado relator da proposta de prorrogação da CPMF e da DRU em maio. O prazo para que a proposta seja relatada é de cinco sessões. Mas ele não o obedeceu - o que quase ninguém efetivamente faz. No Palácio do Planalto, a demora é atribuída à pressão de Cunha para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeie logo o ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde presidente de Furnas. Eduardo Cunha nega que esteja exercendo esse tipo de pressão.

"Não concluí o relatório porque sou o vice-presidente da CPI do Apagão Aéreo e estava muito ocupado lá", justificou-se. Mas ele reconheceu que há pressão de todos os lados. "Se tem pressão para que eu faça logo o relatório, há pressão para que não o faça, ou que rejeite a CPMF", disse ele. "Minha caixa de e-mails está lotada, todas contrárias à manutenção da CPMF".

 
 
 
 
 
 
 
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor

Conta detalhada já

Nos locais onde já foi feita a conversão de pulso para minuto na telefonia fixa, no Estado de São Paulo, a Telefônica informou que apenas 5% optaram pelo plano alternativo obrigatório, indicado para quem fala mais ao telefone ou usa a internet discada. Não se trata de uma decisão consciente. Na verdade como a adesão ao plano básico é automática se o consumidor não se manifestar,  foi isto que ocorreu. Sem a conta detalhada fica difícil o consumidor avaliar seu perfil e fazer a escolha. Por isso, é fundamental pedir para receber a conta detalhada e, se for o caso, mudar de plano conforme a necessidade. Saiba que as empresas dificultam na hora do consumidor pedir o detalhamento, mas é fundamental insistir no pedido, afinal é um direito.

 
 
 
 
 
 
 
Cientistas fazem pasta de amendoim virar diamante
Amendoins
Técnica com uso de altíssima pressão foi usada na experiência
 
Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, criaram uma técnica que transforma substâncias como pasta de amendoim em diamantes.

Eles conseguiram criar um diamante ao espremer uma pequena quantidade da pasta entre as pontas de dois diamantes, com uma pressão mais alta que a encontrada no centro da Terra.

Com a técnica, os cientistas esperam ser capazes de criar grandes pedras de diamantes que possam ser usadas para criar pressões ainda mais altas - e ampliar os estudos sobre os efeitos da pressão sobre os materiais.

“Muitos materiais com carbono podem ser transformados em diamantes – incluindo pasta de amendoim”, disse Malcolm McMahon, do Centro de Ciência e Condições Extremas da Universidade de Edimburgo, um dos envolvidos no experimento.

"A pressão pode causar mudanças extraordinárias em todos os tipos de materiais e criar materiais completamente novos."

Hidrogênio metálico

"Estamos atualmente desenvolvendo técnicas que vão tornar possível gerar uma pressão de até cinco milhões de atmosferas, muito maior do que a pressão no centro da Terra, com o objetivo de achar o cálice sagrado da física de alta pressão: a fase metálica do hidrogênio", continuou McMahon.

"Se conseguirmos chegar ao hidrogênio metálico, o próximo passo será produzir quantidade suficiente para que ele seja estudado em detalhe, o que tornaria necessário usar diamantes do tamanho de um dedo polegar (para criar o material)."

De acordo com a pesquisa, a técnica de pressões extremamente altas tem várias outras aplicações práticas.

Ela pode transformar semicondutores em supercondutores e destruir bactérias para esterilizar alimentos, além de criar efeitos surpreendentes como a transformação de oxigênio em cristais vermelhos.

 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
Agora São Paulo
Zapping
 
Fátima Bernardes passa mal novamente na Globo; Bonner nega gravidez

Fátima Bernardes foi substituída anteontem por Márcio Gomes no "Globo Notícia" e no "Jornal Nacional". William Bonner, marido dela, nega rumores de gravidez. "A Fátima está com labirintite. Não há gravidez nem gravidade", disse à coluna. Ela teve tontura e foi ao médico, que a liberou para trabalhar, mas recomendou menos esforço físico. Na semana passada, Fátima deixou o "JN" ao sentir-se mal.

Novo namorado?

Eliana e o empresário Alexandre Iódice estão bem próximos, apesar de a assessoria da loira afirmar que eles são apenas amigos.

Desistiu mesmo

Mariana Ximenes voltou da China e disse à Globo que não vai fazer a novela "Duas Caras", de Aguinaldo Silva. A atriz quer um ano de férias para fazer cinema.

Susto

A repórter Ananda Apple passou mal na redação da Globo, em São Paulo, e está internada no Hospital São Luiz, onde deve ficar até amanhã. Ela teve forte dor de cabeça, fez tomografia e outros exames, mas até ontem não havia diagnóstico.

Ao vivo

Hebe ficou meia hora ontem conversando com Datena por telefone, na Band, sobre violência. "Estou morrendo de medo", disse chorando.

Sobrou

Sobre os políticos, Hebe falou: "Eles ficam lá roubando em vez de mudar as leis que estão completamente defasadas". No meio da conversa, sobrou até para Renan Calheiros. "O Renan já devia ter renunciado, né, Datena?"

Justiça

O Tribunal de Justiça do Rio julgou improcedente a ação que Agildo Ribeiro moveu contra a Band por uso indevido de imagem. A emissora reprisou "Mandacaru", da qual ele participou.

 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
 
Bate-papo no MSN entre funcionários da Justiça sai no "Diário Oficial" de SP
 
EVANDRO SPINELLI
da Folha de S.Paulo

Andre e Luciana, funcionários da Justiça, conversam pelo MSN, um programa de bate-papo muito popular na internet. Falam mal de Cida, a diretora de um dos cartórios do fórum em que trabalham.

Até aí, tudo normal. Só que a conversa foi parar, na última segunda-feira, no "Diário Oficial" do Estado, bem no meio de um despacho do Antonio Jeová da Silva Santos, da 7ª Vara Cível do Fórum Regional de Santana (zona norte de São Paulo), em processo de despejo por falta de pagamento.

Reprodução
Bate-papo no MSN entre funcionários da Justiça sai no "Diário Oficial" de SP
Bate-papo no MSN entre funcionários da Justiça sai no "Diário Oficial" de SP

Andre Leoncio e Luciana Pires começam a conversar pelo MSN às 16h43 do dia 12 de junho. É ela quem começa a conversa: "E ai da pra falar...". E Andre responde: "To ocupado serviço pra caramba". Às 17h01, Andre diz que precisa continuar a fazer o serviço de Cida, que tinha acabado de chegar. Andre reclama que Cida não está executando suas funções adequadamente.

Ele diz que quer chegar a escrivão, mas que não agüenta mais e pretende pedir transferência. Luciana apóia o amigo --a quem chama de "mané" e diz que vai falar "com o dr. Jeová" para ajudá-lo.

Eles comentam que o juiz está prestes a se aposentar e temem o que acontecerá com a chegada de um novo juiz.

A Secretaria de Comunicação informou por meio de sua assessoria de imprensa que o envio do que será publicado no "Diário Oficial" é informatizado. Cada funcionário autorizado a enviar o material tem uma senha de acesso e a Imprensa Oficial não faz checagem.

O TJ (Tribunal de Justiça) pediu à Imprensa Oficial que verificasse no sistema informatizado quem foi o responsável pelo envio do texto.

A assessoria do TJ informou que já foi instaurado um processo administrativo para apurar o responsável pela irregularidade. O processo será conduzido pelo juiz da vara, que aplicará as punições previstas no Estatuto do Funcionalismo, que vão de repreensão a demissão do serviço público.

 
 
 
 
 
 
 
Terra

Vaticano investigará possível milagre com Kubica

 
 
Kubica sofreu o grave acidente no Grande Prêmio do Canadá

O Vaticano abrirá investigação para analisar um possível milagre no acidente sofrido pelo piloto polonês Robert Kubica no GP do Canadá de Fórmula 1. E de acordo com o sacerdote Slawonir Oder, o fato pode até ajudar no processo de beatificação do Papa João Paulo II.

» Kubica é aprovado em exames e corre na França
» Veja fotos do acidente
» Confira a foto ampliada
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"O senhor Kubica é uma dessas pessoas que todos sabemos que o Papa João Paulo II desempenhou e desempenhará um importante papel na vida, como se confirma com o fato de ele levar o nome do papa em seu capacete", justificou Oder, responsável pelo processo de santificação de João Paulo II, à agência polonesa PAP.

A história de Kubica pode ser publicada numa artigo da próxima edição mensal do Vaticano, a Totus Totus, que será dedicada basicamente ao processo de beatificação de João Paulo II. Um testemunho do piloto não está descartado para ajudar no processo.

Redação Terra
 
 
 
 
 
 
 

Conselho do Corinthians reprova contas de Dualib


É a primeira derrota do dirigente como presidente do clube entre os associados, outrora totalmente favorável a seus atos em quase 14 anos no cargo

Bruno Winckler, do Jornal da Tarde

SÃO PAULO - O presidente Alberto Dualib sofreu na noite desta quinta-feira sua maior derrota política no comando do Corinthians. As contas de sua gestão no ano de 2006 foram reprovadas pelo conselho deliberativo do clube, numa votação bastante agitada e que terminou com o placar de 171 votos pela reprovação e 129 pela aprovação. Ele assistiu a tudo na mesa central da reunião e deixou o clube rapidamente assim que a votação terminou.

Dos 400 conselheiros votantes, apenas 381 estiveram na reunião, com o assunto sendo votado por último, numa tentativa frustrada da situação em tentar cansar os conselheiros. A derrota foi reforçada pela reprovação das contas na reunião prévia realizada pelo Cori (Conselho de Orientação fiscal), momentos antes. Com isso, Alberto Dualib, que pela primeira vez desde que se tornou presidente do clube foi contestado pelos conselheiros, pode deixar o cargo.

O principal problema é a diferença de valores no total da dívida do clube atualmente. Segundo o balanço publicado pelo dirigente antes mesmo desta reunião em jornais pelo Brasil, seria de cerca de R$ 36 milhões. A oposição, por outro lado, numa avaliação deste mesmo documento, diz que a dívida gira em torno de R$ 70 milhões.

Rubens Aprobatto Machado, advogado e conselheiro do clube, conta que deu um conselho ao dirigente. "No plenário sugeri a Dualib que repensasse a foram como administra o clube, menos personalista mais coletiva". Sobre a saída do dirigente, ele foi direto: "Essa decisão seria, para mim, a mais correta. Mas eu o conheço há 40 anos e na cabeça dele deve ser uma desonra, só que na minha seria uma honra porque ele reconheceria os erros. Não tinha como aprovar isso."

Impeachment é possível

Para Edgard Soares, um dos vice-presidentes do clube e integrante do movimento "Ação corintiana" (que não se considera nem da situação nem da oposição, a reprovação das contas tem este significado. "É um precedente para que o Dualib se sinta obrigado a deixar o cargo", dizia. Ele e outros 80 conselheiros saíram do salão nobre do Parque São Jorge antes de votação. "Eu queria aprovar, mas ele [Dualib] não provou de onde veio a conta, não dava para fazer isso", reforça Marlene Matheus.

Todos evitaram falar diretamente, porém, em impeachment. "Isso é muito forte. Temos de continuar trabalhando, aos poucos o moral dele vai acabar e ele sairá", avalia Andres Sanches, que tem se destacado entre a oposição. Na história do clube, um presidente já saiu deposto: Miguel Martinez, em 1971.

Os cerca de 200 torcedores presentes comemoram com gritos de guerra e muitos rojões o resultado da sessão. Dualib, que voltou ao Brasil após dois meses em Londres em busca de dinheiro da parceira MSI e algum outro investidor, chegou ao Brasil nesta quinta sem conseguir o que pretendia. E vê seus problemas aumentarem. Resta aguardar a reunião do Conselho Fiscal (Cori), marcada para o dia 24 de julho. O próximo alvo, agora, é a MSI.

 
 
 
 
 
 
 
 
Lula está 'atolado em torpor', diz a 'Economist'
 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece "atolado em torpor", em função de sua reação lenta aos principais fatos do país. A avaliação é da revista britânica The Economist, que em sua edição desta semana publica texto intitulado "Dias preguiçosos para o sortudo Lula". A publicação destaca que, apesar dos problemas, Lula segue com boa avaliação popular, graças à boa fase de economia.

Conforme a Economist, o governo reage de maneira "tardia e atrapalhada" aos escândalos, confusões e problemas do país. A crise aérea foi citada como exemplo  Lula prometeu várias vezes acabar com os atrasos nos aeroportos, mas os "apagões" no sistema se repetem. Na semana passada, o governo demitiu controladores de vôo que lideravam protestos, mas, segundo a Economist, a providência foi tomada com "meses" de atraso.

Para agravar o fiasco do governo no caso, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, atraiu a revolta da população ao dizer que os passageiros que sofrem com os atrasos nos aeroportos deveriam "relaxar e gozar". Mesmo com trapalhadas desse tipo e com o freqüente envolvimento de pessoas ligadas ao governo ou aos partidos aliados em suspeitas de corrupção, Lula tem apoio da população, diz a revista.

Segundo a Economist, os brasileiros parecem "menos interessados nas notícias da televisão do que na novela que vem depois delas". "O Brasil vai bem. A inflação é baixa e o crescimento econômico está subindo", diz o texto. O ponto negativo, na avaliação da revista, é a redução no ímpeto do governo para promover reformas, como a trabalhista: "Até mesmo a oposição perdeu muito do seu impulso reformista".

 
 
 
 
 
 
 
 
 
O novo presidente do Conselho de Ética foi indiciado pela PF
Alexandre Oltramari, de Brasília
 
 

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O novo presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha, do PMDB de Tocantins, é o homem certo no lugar errado. Está no lugar errado porque, em vez de comandar a investigação sobre as estripulias do presidente Renan Calheiros, sob indicação do próprio investigado, Quintanilha deveria estar ele próprio sendo investigado pelo conselho que preside  e, por isso, vem a ser o homem certo para estar como réu no Conselho de Ética.

O caso é o seguinte: em 2002, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal desbarataram uma quadrilha, formada por 61 pessoas, que fraudava licitações e desviava dinheiro público de obras federais em Tocantins. Além de fraudar licitações, superfaturar obras e às vezes sequer construí-las, as empreiteiras repassavam parte do butim a familiares e assessores de parlamentares que destinavam recursos aos esquema. A contabilidade da propina, chamada pelos investigadores de "balancete da corrupção", foi encontrada pela PF no escritório da empreiteira Mendes & Facchini, espécie de bunker da quadrilha.

A lista trazia os destinatários de 613 000 reais pagos em propina. Ao quebrar o sigilo bancário das empreiteiras, a PF encontrou as provas dos pagamentos. Um irmão e um assessor do atual presidente do Conselho de Ética receberam catorze cheques, no valor total de 283 200 reais, de empreiteiras beneficiadas por emendas orçamentárias de autoria do senador Quintanilha.

Por causa disso, o senador foi indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito 2274, que possui 79 volumes e 435 apensos recheados de provas documentais, mas tramita em segredo de Justiça. "Nunca fui interrogado. Nem sei a as razões dessa investigação", diz o senador. Informado de que se trata de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o senador respondeu: "Pensei que era só relacionado a desvio de verba pública". Só? Perguntado se isso lhe causava algum constrangimento para exercer o comando do Conselho de Ética do Senado, Quintanilha foi direto: "Não devo nada. Por isso, não tenho nenhum constrangimento."

 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
 
CRISTIANO MACHADO
Colaboração para a Agência Folha, em Presidente Prudente
 
Justiça condena José Rainha a dois anos de prisão por apropriação indébita

Articulador da onda de invasões de fazendas que já contabiliza 16 áreas tomadas em uma semana no interior paulista em protesto contra o governo do Estado, José Rainha Jr., 46, foi condenado a dois anos e 20 dias de prisão por apropriação indébita.

A sentença, datada de 19 de junho deste ano, é do juiz de Mirante do Paranapanema (530 km a oeste de SP), Rodrigo Antônio Franzini Tanamatti, que considerou Rainha culpado da acusação de ter se apropriado de dinheiro de um assentado ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). De acordo com a decisão, o dinheiro seria repassado a Bertoldo Rainha, irmão do líder sem-terra.

O magistrado, entretanto, concedeu ao líder dos sem-terra o benefício de responder ao processo em liberdade, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo.

Graças a habeas corpus obtidos no STJ (Superior Tribunal de Justiça), Rainha responde em liberdade a penas que, juntas, somam 18 anos de prisão.

Conforme a sentença da Justiça em Mirante do Paranapanema, Rainha, em 1999, quando atuava na coordenação do MST, apropriou-se de R$ 1.400 que seriam repassados pelo governo federal para o agricultor Aparecido Guimarães, que acabara de ter conquistado um lote no assentamento Antônio Conselheiro, em Mirante do Paranapanema.

Ainda de acordo com a decisão do juiz, Rainha "fazia parte da comissão que decidiu não liberar a quantia pertencente à vítima". Um funcionário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em depoimento à Justiça, declarou que "Rainha tinha objetivo de transferir o lote para seu irmão, Bertoldo Rainha".

Rainha, relata o juiz, negou as acusações e afirmou que Aparecido Guimarães teria abandonado o lote do assentamento.

José Rainha e seu irmão e advogado Roberto Rainha não foram localizados pela reportagem ontem. Os telefones celulares dos dois estavam na caixa postal e até o fechamento da edição nenhum deles retornou os recados deixados. Na casa de Rainha ninguém foi localizado.

LIDAS E ANOTADAS NO BLOG DO JEFFERSON
 
 
 
 
 
 
 
Não é boi voador

Reportagem da Folha de S. Paulo afirma que moradores de Murici, cidade onde Renan Calheiros tem fazenda, viram carretas carregando bois para a fazenda do presidente do Senado. Eram tantos bois que chamaram a atenção dos moradores. Dias atrás "Bocão", radialista de uma rádio pernambucana, disse "que um empresário lhe contou que emprestou 500 cabeças de gado para Renan Calheiros. Com o empréstimo, segundo o radialista, o presidente do Senado comprovaria os 1.742 animais que declarou possuir no ano passado".

No final das contas, o boi parece ter ido mesmo de carreta, não era boi voador.

Truque

Diz a Folha de S.Paulo que a entrada de capital especulativo no País aumentou quase 5 vezes nos primeiros quatro meses de 2007, uma enxurrada de dólares que valoriza cada vez mais o real. Causa? A taxa Selic (12%), uma das mais altas do mundo. É assim o governo do PT: Lula faz sucesso entre o povão (nordestinos, pobres e menos instruídos) enquanto o governo está acertadinho com os banqueiros - nacionais e internacionais. E o Brasil assiste, atônito, à transferência de capital para o exterior jamais vista "neste país". É triste.

Sem futuro

O Bird (O Globo) diz que o País vai gastar R$ 330 bi para manter a juventude em situação de risco. São 9,5 milhões de jovens sem escola e emprego. Que futuro é este? A maior parte do dinheiro é para pagar juros, sobra pouco para investir. Sou anticalote, mas o perfil da dívida tem de mudar. E privatizar muito, como o shopping da elite, os aeroportos. Por que aeroporto é estatal? Para alimentar empreiteiras e políticos? Triste do país cujos heróis são os burocratas delegados de polícia, procuradores etc. São heróis de fancaria.
 
 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
 
EDUARDO ARRUDA
PAULO GALDIERI
da Folha de S.Paulo

Após 53 dias de viagem, Dualib volta ao Brasil de mãos vazias

 

Alberto Dualib foi a Londres em busca de dinheiro justamente por causa da penúria financeira do Corinthians. O presidente volta de lá após 53 dias, com as mãos abanando, com as contas mais esburacadas, desmentido pela MSI e ainda ameaçado de não ter o balanço de 2006 aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Pior: seu maior desafeto, Andrés Sanches, classificou como "melhores do que o esperado" os encontros que teve com Kia Joorabchian, presidente da parceira. O iraniano desmentiu para o grupo de conselheiros o que Dualib e seus pares tinham espalhado sobre a viagem.

Na longa estada em Londres, Dualib e seu escudeiro, Renato Duprat, homem-forte do futebol corintiano, contaram muitas histórias sobre mudanças na parceria. Primeiro que o magnata russo Boris Berezovski havia comprado a parte de Kia Joorabchian no negócio e que ele moraria no país.

Nos últimos dias, a versão mudou. Aliados de Dualib disseram que Pini Zahavi assumiria a parceria. Versão desmentida depois pelo próprio presidente, que anunciou um convênio com o empresário israelense para ceder atletas ao clube.

Dualib afirmou ainda que Renato Duprat ficaria como presidente da MSI no Brasil e que Kia permaneceria em Londres como agente de atletas.

Os aliados do cartola ainda prometeram a volta do argentino Tevez ao Corinthians.

O assessor de imprensa da MSI, Fernando Mello, negou alterações na direção da empresa e uma possível volta do atacante Tevez agora.

Zahavi, em um jantar com o grupo de conselheiros que foram investigar as ações de Dualib na Inglaterra, foi irônico ao comentar declarações de que poderia ser o presidente da MSI. E perguntou a Kia, em tom jocoso, quanto ganharia se assumisse o cargo.

O grupo, formado por Sanches, Marlene Matheus e pelo vice de Dualib Osmar Stábile, além de dois advogados, ficou três dias em Londres e se reuniu duas vezes com Kia.

O presidente corintiano e seu escudeiro, em 53 dias, tiveram somente quatro encontros com o iraniano. E Dualib, apesar de dizer que Kia está fora da parceria, sempre usou tom conciliatório nas reuniões.

De efetivo mesmo, só chegaram a um acordo na venda do lateral-direito Eduardo Ratinho por 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 4,5 milhões) a empresários.

Dirigentes e pessoas próximas a Dualib e a Kia contaram à reportagem que, na maior parte do tempo, Dualib e Duprat ficavam no lobby do luxuoso hotel em que se hospedaram falando ao telefone sem parar.

Prometeram a seus aliados novos investidores de Dubai para a parceria e trazer 10 milhões de euros ao país. Voltam apenas com as despesas de uma viagem infrutífera. Na jornada londrina, os gastos, pagos com cartão de crédito do Corinthians, superam os R$ 140 mil, contando apenas diárias de hotel e passagens aéreas.

Hoje à noite, no Parque São Jorge, vão tentar apresentar balanço financeiro que aponta um rombo de R$ 53 milhões nas contas corintianas.

O vice-presidente financeiro, Emerson Piovezan, pretende mostrar aos conselheiros ações para sanar o clube.

As "soluções" incluem a renegociação de todos os contratos com prestadores de serviços, a redução da folha de pagamento, além de um leilão eletrônico para a compra de insumos. "Essas são ações a longo prazo para tentar melhorar a situação do clube", afirma o cartola corintiano.

Ele disse não saber ainda quanto Dualib e Duprat gastaram na viagem à Europa.

O oposicionista Sanches irá exigir explicações a Dualib sobre as contas e relatar o resultado de suas reuniões com Kia. A situação, por sua vez, ameaça até impedir a votação. O presidente corintiano, quando desembarcar em Cumbica neste manhã, deverá ser recepcionado por integrantes do movimento "Fora Dualib".

 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
 
Heloísa Helena chama de ladrão quem enriquece fazendo política

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PSOL reuniu hoje cerca de 50 manifestantes em frente ao Congresso Nacional no lançamento da campanha "Fora Renan". Em um ato a favor da ética na política, o partido cobrou o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, além de punições para o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

Sergio Lima/Folha Imagem
PSOL levou boi bumbá dourado no lançamento da campanha "Fora Renan", em Brasília
PSOL levou boi bumbá dourado no lançamento da campanha "Fora Renan", em Brasília

A presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL), cobrou investigações severas sobre Roriz e Renan. "Só enriquece na política quem é ladrão. Quem enriquece, tem que apresentar à opinião pública todas as justificativas. Porque justificativas matemáticas e racionais não há, por isso precisam definitivamente serem punidos."

O presidente do Senado é acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. Para justificar que tinha recursos suficientes para não recorrer à construtora, alegou que teve lucros com a venda de gado em Alagoas.

Roriz, por outro lado, é acusado de negociar R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura. O senador nega as acusações ao argumentar que pediu dinheiro emprestado para a compra de um bezerro.

Como os dois senadores alegaram movimentações com bois para justificar as supostas irregularidades, a manifestação do PSOL teve como símbolo um boi bumbá dourado com a marca "RR" --numa alusão a Renan e Roriz.

Os manifestantes entoaram uma versão da canção "boi da cara preta" durante o ato político. "Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega os senadores que encheram a maleta." Também carregaram faixas com os dizeres: "De escândalo em escândalo, a vaca vai para o brejo".

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que também participou da manifestação, disse que Renan deve se afastar da presidência do Senado para que as investigações possam ocorrer sem interferências políticas.

"Eu acho que o Renan está morto politicamente e aconselho a ele o que o livro tibetano dos mortos aconselha: ir embora. Porque quando os mortos se agarram muito, não podem buscar a reencarnação. Mas para que o morto vá embora é preciso que a sociedade brasileira se mova."

O PSOL deu início à coleta de assinaturas para um abaixo assinado pela renúncia de Renan. O partido vai colher as assinaturas até o início de agosto para, então, encaminhar o documento ao Congresso Nacional. Além de pedir o afastamento do presidente do Senado, o abaixo assinado defende punições mais severas para atos de corrupção política.

 
 
 
 
 
 
 
Deputados rejeitam o voto por lista partidária
 

A Câmara dos Deputados rejeitou na noite de quarta-feira a mudança para a eleição de parlamentares em lista partidária, um dos pontos mais polêmicos da reforma política em discussão no Congresso. Em sessão tumultuada, com gritos e ânimos exaltados, os opositores da medida venceram: foram 252 votos contra o sistema de voto em lista e 181 a favor (além de três abstenções). Tanto a proposta de lista fechada como a de lista flexível foram descartadas.

A decisão da Câmara faz com que o sistema de eleição de parlamentares continue o mesmo ou seja, voto direto no candidato de sua preferência, e não de acordo com o partido escolhido. A Casa ainda deve votar outros pontos da reforma, como o financiamento público das campanhas e a fidelidade partidária. Os defensores do voto em lista dizem, contudo, que a derrota de quarta significa, na prática, o fim da reforma política.

"Perdemos. Não tem reforma", disse o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), um dos autores da emenda que propunha a lista flexível. "Essa é a expressão de quem não quer mudar nada. Foi uma opção conservadora da Câmara e dos que não querem reforma alguma." Além do PCdoB, PT, DEM e PMDB trabalharam pela aprovação do sistema novo. Para muitos integrantes dessas bancadas, a rejeição à lista partidária vai derrubar também a proposta de financiamento público de campanhas.

 
 
 
 
 
  
 
Governo recuará em classificação indicativa
 

O Ministério da Justiça decidiu na quarta-feira voltar atrás na questão da classificação indicativa de programas de televisão. Depois de pressões e críticas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das emissoras de TV, o governo agora promete abrir mão da análise prévia dos programas. Para os opositores da medida, esse mecanismo representaria o retorno da censura prévia ao país.

A nova regulamentação ainda não está definida o Ministério da Justiça divulgou um texto pouco esclarecedor sobre o recuo, e prometeu divulgar uma nova portaria sobre a classificação indicativa nas próximas semanas. O novo texto incluirá algumas das reivindicações da OAB e das emissoras. A classificação indicativa define a idade mínima da audiência de cada programa e determina em qual faixa de horário as emissoras podem transmitir as atrações.

O diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça (Dejus), José Eduardo Elias Romão, sinalizou que aceitará acabar de vez com a análise prévia. Um dos casos que ainda não estão indefinidos é o de programas que vão ao ar só uma vez  nesse caso, não seria possível mudar o horário de transmissão depois que ele já tivesse sido exibido.

 
 
 
 
 
 
 
 
Ex-Blog do Cesar Maia -Por e-mail

PESQUISAS SÃO TERRENOS MINADOS... PARA OS AÇODADOS!
           
1] Mais pesquisas publicadas, mais uma comemoração dos amigos de Lula e mais uma
divulgação lúdica. As pesquisas sempre dizem mais no que tem por dentro, nos
cruzamentos e nas séries que nas perguntas formais.
           
2] O eleitor, quando responde a uma pesquisa política, tem sempre na cabeça uma
equação de primeiro grau: quem entraria em seu lugar? Mesmo longe da eleição. Um
presidente ou governador/prefeito de grande Estado ou Cidade tem sua avaliação
sempre relacionada com a alternativa a ele. E existindo essa alternativa, a
carga da crítica aumenta, mesmo que essa alternativa fique calada. É como se o
eleitor se sentisse como parte de uma força expressiva. É sinérgico.
           
3] As pesquisas -no que tem por dentro e nos cruzamentos- vão mostrando o
governo Lula e Lula num processo de desgaste crescente, que ainda não se traduz
em sua avaliação pessoal. É como se um edifício estivesse com rachaduras
internas, mas as paredes onde elas estão fossem repintadas e por fora se vê um
prédio sólido. Os sinais vindos das pesquisas são evidentes, tanto em relação a
funções básicas de governo -saúde, segurança...- quanto ao comportamento do
presidente (Vavá, etc...). Os analistas dizem: Lula resiste. Na verdade resiste
externamente e faz água internamente.
           
4] A metástase de opinião pública, ou é impulsionada por uma explosão, ou se dá
de forma progressiva. Por isso quando se publicam gráficos de pesquisa em série,
pode-se notar as curvas de tendências. Por que o último ponto não é igual ao
ponto do meio? Porque o processo de contaminação de opinião pública é
progressivo. Lula vai se livrando dos problemas e jogando-os às feras: Delúbio,
Dirceu, aloprados, Vavá... Mas novas rachaduras vão surgindo.
           
5] As últimas duas pesquisas nacionais -CNT e DEM- mostraram que o impacto do
bolsa família é decrescente. Natural, pois quando se recebe pela primeira vez,
se vibra. Mas meses depois se quer mais. Afinal 30 ou 50 reais não são o sonho
de consumo de ninguém. Esta curva dos gastos assistenciais dos governos
populistas é mais que conhecida. Vai se exaurindo no tempo. Hoje
garantidamente as respostas cruzadas sobre a economia dão mais vitalidade ao
governo Lula que o bolsa-família.
           
6] Os jornais dizem que os governadores -da base do governo- de outros Estados
estão enciumados com os lançamentos do PAC no sudeste. Mas por que no Sudeste,
deveriam se perguntar? Pelas razões acima, seja por reflexão, seja por intuição,
seja por coincidência.
           
7] Se a oposição ler corretamente as pesquisas verá que este processo metástico
já está iniciado desde 2005. Mas o edifício não cai sozinho em curto prazo se as
rachaduras não aumentarem. Para isso a oposição deve conhecer as rachaduras e
trabalhar sobre elas. E personalizar alternativas. Os governadores se inibem por
sua condição. Se continuarem vão entrar novos personagens, por fora e o bom
comportamento deles, será o desastre para eles em 2008.
          
8] O talento de Blair resistiu até o ponto que surgiu uma alternativa (David
Cameron) hábil e contundente. Foi esta alternativa que ampliou as rachaduras.
Sem ela não haveria Iraque que desmontasse Blair. As eleições de 2005 continham
todos estes elementos. Diziam: - voto em Blair, mas estou doido para me livrar
dele. É o que já dizem as pesquisas. Para leitores atentos.
 
 
 
 
 
 
 
Rosangela Dolis
 
Cobrança por minuto começa segunda-feira
 
De que lado do balcão você está?
 

Na capital paulista, mudança na tarifação de ligações entre telefones fixos abrange 2,5 milhões de linhas e deve ser completada até 29 de julho

A Telefônica inicia na segunda-feira, na capital, a cobrança por minuto, em vez de pulso, das chamadas locais feitas de telefone fixo para outro fixo. A migração envolve 2,5 milhões de linhas e será feita em nove lotes, até 29 de julho, conforme a data do vencimento da conta. Segundo o diretor-geral da Telefônica, Stael Prata Silva Filho, entre os dois planos disponíveis, o básico e o alternativo (Pasoo), 95% dos assinantes já migrados no Estado optaram pelo básico e 5%, pelo alternativo.

As duas opções foram criadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória (Pasoo) é indicado para quem faz ligação longa (superior a 2 minutos e 30 segundos) e/ou usa internet discada. O básico é recomendado para quem faz ligação rápida (até 2 minutos e 30 segundos).

De 16 de março a 20 de junho, a Telefônica fez, no Estado, a migração de 4,6 milhões de linhas, 52% da base de 8,8 milhões. Até o fim do mês, completará a mudança para assinantes da Grande São Paulo (exceto a capital) e das regiões de São José dos Campos, Ribeirão Preto, Itapetininga, Taubaté, Santos, Presidente Prudente e Sorocaba. O processo se encerra com a capital. A empresa investiu R$ 200 milhões no processo.

CONTA EM MINUTOS

Pelo cronograma da capital, os primeiros assinantes a entrarem no novo sistema serão aqueles com vencimento da conta todo dia 24. Para esses, as ligações feitas a partir de segunda-feira já serão tarifadas por minuto e a primeira fatura vence em 24 de agosto. Os últimos a migrarem serão os clientes com vencimento todo dia 21, que terão as chamadas a partir de 29 de julho cobradas em minuto para pagamento na fatura de 21 de setembro. Independentemente da data de início da cobrança em minutos, todos os assinantes da capital têm de 2 a 31 de julho para escolher o plano.

Só precisam manifestar a opção à Telefônica os assinantes que escolherem o alternativo, pois a migração para o básico será automática.

No básico, as tarifas são maiores, mas não há taxa para completar cada ligação. No alternativo, as tarifas são menores, mas há cobrança de taxa equivalente a 4 minutos para completar cada chamada. Essa taxa de 'completamento' pesa sobre chamadas curtas, mas é diluída nas longas. É isso que determina que o básico seja mais vantajoso para chamadas curtas e o alternativo, para longas. Para a Anatel, o básico é o mais indicado para 85% dos assinantes no País.

Foi mantida tarifa diferenciada nos horários reduzidos: independentemente da duração, a ligação custará o equivalente a 2 minutos, no básico, e 4 minutos, no alternativo.

O plano escolhido vai depender do perfil do cliente. No site da Telefônica, está disponível um simulador que ajuda na opção. Segundo a Telefônica, se o assinante mantiver seu padrão médio de consumo e escolher o plano adequado, sua conta não vai variar em relação à atual.

De todo modo, será possível mudar de plano a qualquer momento. Para comparar a opção feita com a outra oferecida, o assinante poderá pedir à Telefônica o quadro comparativo. De acordo com Eduardo Bernstein, diretor de Produtos da empresa, o documento é como uma 'cartilha', pois consolida o tempo de utilização da linha em chamadas locais e traz os dados necessários (preço da tarifa e número de ligações, por exemplo) para que o próprio consumidor recalcule sua conta pelo plano não escolhido.

As mudanças atingem apenas as ligações locais de fixo para fixo. Assim, nada muda na cobrança das ligações locais de fixo para celulares, interurbanas ou de orelhões. Essas são situações já medidas e faturadas em minuto.

DETALHAMENTO DA CONTA

A cobrança em minutos, diz Prata, vai dar mais transparência à conta porque o assinante poderá solicitar o envio gratuito do detalhamento das suas ligações locais, como ocorre hoje com as interurbanas e celulares. Isso permitirá a comparação direta, por exemplo, com a conta de celulares.

A conta detalhada vai identificar o número do telefone chamado, a data e o horário da chamada, a duração e o valor. O pedido poderá ser feito para fornecimento todos os meses, por três meses ou de um mês. A Telefônica vai dar acesso ao documento também por internet e e-mail, visando a economia de papel.


NÚMEROS

2,5 milhões

é o número de linhas telefônicas fixas na capital que migrarão da cobrança de pulso para a de minuto de 2 a 29 de julho pela Telefônica

8,8 milhões
é o número total de linhas telefônicas fixas no Estado

4,6 milhões
é o total de linhas migradas até 20 de junho pela Telefônica

 
LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
 
 
 
 
 
 
 
Folha Online

Insatisfeito com o Congresso? Ainda não viu nada!

Alan Marques/Folha
 

Estudo feito pela Transparência Brasil comparou o custo do Congresso brasileiro ao de casas legislativas de outros 12 países. Com um orçamento congressual de R$ 6,1 bilhões para o ano da graça de 2007, o Brasil só perde, em números absolutos, para os EUA (R$ 8,1 bilhões).

Considerando-se, porém, o nível de riqueza dos países pesquisados, o nosso Congresso é o mais caro. Medindo-se o descalabro pela relação com o salário mínimo anual, o Legislativo brasileiro é o mais dinheiro sorve do bolso do contribuinte, com um percentual de 0,66%. O mais barato é o do Reino Unido, com 0,06%. Aferindo-se a encrenca pela régua do PIB per capita, o Parlamento do Brasil é, de novo, o mais oneroso, com percentual de 0,18%. O mais em conta, por esse parâmetro, é o da Espanha, com 0,02%— ou 8,4 vezes a menos.

Entraram na comparação, além do Brasil, o Chile, a Espanha, a Alemanha, a Argentina, o Canadá, os EUA, a França, o Reino Unido, a Itália, o México e Portugal. Sob as duas cuias de Niemeyer –a do Senado, virada para cima, e a do Senado, emborcada—, torram-se R$ 11.545,04 por minuto para bancar as atividades dos 81 senadores e dos 513 deputados. Um gasto 12 vezes maior do que o realizado, por exemplo, pelo Parlamento da Espanha.

O custo médio de cada congressista brasileiro é de estratosféricos R$ 10 milhões por ano. Nos legislativos da Europa e do Canadá, o custo médio por parlamentar é de cerca de R$ 2,4 milhões por ano.

O signatário do blog reitera a sua convicção de que os críticos do Congresso, esses sujeitos que insistem em insuflar a opinião pública contra os seus representantes, deveriam ser processadas judicialmente. O problema é que, normalmente, os detratores do Legislativo desfrutam de imunidade parlamentar.

 
 
 
  
Folha Online
Orçamento do Pan-2007 infla 444% e chega a R$ 2,8 bilhões
SÉRGIO RANGEL
da Folha de S.Paulo, no Rio

Os governos (federal, estadual e municipal) declaram gastar com o Pan-07 ao menos R$ 2,847 bilhões. Dados obtidos pela Folha revelam que a conta subiu 443,5% em relação ao valor anunciado pelo Comitê Olímpico Brasileiro e políticos no dia da vitória da candidatura carioca, em 2002.

O evento estava orçado, nos três níveis de governo, em US$ 128,6 milhões ou R$ 523,84 milhões em valor corrigido.

Apesar da elevação do custo, executivos da Prefeitura do Rio e do governo federal não descartam que mais dinheiro público poderá ser consumido.

A outra surpresa das contas é a maior participação do governo federal. Em 2002, os gastos eram equivalentes a 33,8% do total. Agora, a participação é de R$ 1,439 bilhão, mais da metade dos investimentos. As maiores verbas federais serão em segurança (R$ 385 milhões), na construção da Vila do Pan (R$ 189 milhões) e do Complexo de Deodoro (R$ 76,9 milhões).

Embora tenha tido mais despesas, o Ministério do Esporte não contesta o aumento de gasto. "O Pan foi compromisso do país com a comunidade internacional. Cabe, portanto, ao governo federal garantir a realização dos Jogos com a qualidade que um evento deste porte exige", informou a assessoria de imprensa do ministério.

A Prefeitura do Rio já contabiliza um gasto quatro vezes maior ao orçado em 2002, tendo comprometido R$ 1,276 bilhão. O estádio olímpico João Havelange é o principal investimento municipal. Até agora, R$ 315 milhões foram gastos na construção do estádio com capacidade para 45 mil pessoas.

Nanico no rateio, o governo do Estado teve o seu orçamento inflado em três vezes. A conta subiu de R$ 39 milhões para R$ 132 milhões. Sua maior despesa é a reforma do complexo do Maracanã. Apesar dos cerca de R$ 80 milhões investidos, o Maracanã deverá ser submetido a outra grande reforma, caso o país seja a sede da Copa-2014. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já disse que somente após novas obras o estádio poderá receber o Mundial.

O único conflito nos dados dos governos é sobre as obras na Vila do Pan. A prefeitura, que gastará cerca de R$ 100 milhões com infra-estrutura, calcula o total em R$ 300 milhões.

O prefeito Cesar Maia alega que o dado foi incluído na lista porque se trata de parceria com o governo federal. Já Brasília também soma R$ 300 milhões. A Caixa Federal financiará R$ 190 milhões para erguer 17 prédios. Outros gastos na Vila não foram informados.

Apesar da alta conta, vários legados prometidos pelos governantes aos moradores do Rio não saíram do papel. A prefeitura anunciara que o Hospital Lourenço Jorge seria reformado. Depois da crise na saúde pública no Rio, em 2006, o hospital foi retirado do projeto. Os governos também não viabilizaram novas linhas de transporte público (metrô, trens e barcas) para a Barra da Tijuca, que concentrará os atletas.

Depois da conta divulgada em 2002, os organizadores do Pan divulgaram outros dois orçamentos. Em fevereiro de 2003, segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas, o custo já seria de US$ 225 milhões (R$ 999,33 milhões, corrigido pelo câmbio da época e pelo IPCA no período).

Na conta estava incluída a parte do Co-Rio (comitê organizador dos Jogos), que era de R$ 219,96 milhões. Os governos gastariam R$ 779,37 milhões.

Em 2005, o comitê divulgou o custo operacional do evento: R$ 691 milhões. Esse valor não incluía gastos com segurança e construção de instalações esportivas. O valor seria custeado pelos três níveis de governo. O Co-Rio só comenta os valores apresentados em 2005.
LIDAS E ANOTADAS NO CONTAS ABERTAS
 
 
 
 
 
 
 
Salas vips para autoridades políticas no aeroporto de Brasília custam mais de R$ 1 milhão por ano
 
Em meio a esse turbulento problema da aviação no país que parece não ter fim, o Contas Abertas realizou um levantamento e constatou que cinco órgãos públicos dos Três Poderes – Câmara, Senado, Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Ministério das Relações Exteriores (MRE) – dispõem de salas para uso exclusivo de suas autoridades no aeroporto de Brasília. Só o preço do aluguel das cinco salas, fora o pagamento dos funcionários responsáveis pelo serviço de atendimento e as despesas com materiais de consumo, custa aos cofres públicos cerca de R$ 402,3 mil por ano. Incluindo os gastos com toda a estrutura das salas, o valor ultrapassa a marca de R$ 1 milhão por ano. O cálculo foi baseado nas informações prestadas somente pela Câmara e pelo Senado, já que os outros órgãos não responderam sobre os gastos com os salários dos profissionais da área, o que certamente elevaria significativamente o resultado da conta. Enquanto isso, como o brasileiro vê quase todo dia, a grande maioria da população sofre com os problemas da crise aérea – falta de informações e conforto por causa de atrasos, overbookings e cancelamentos de vôos. Os ambientes reservados para as autoridades ficam em locais discretos, em geral, pouco visíveis aos passageiros comuns que esperam por seus vôos nos corredores do aeroporto. Os serviços exclusivos existem há pelo menos 23 anos no aeroporto da capital federal. Os espaços alugados são de uso reservado de ministros do STF e do STJ, de autoridades brasileiras e estrangeiras convidadas pelo MRE e de parlamentares. O dinheiro do aluguel, oriundo dos cofres da União, é pago à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A locação da sala usada pelos deputados, que tem 43 metros quadrados, custa aos cofres públicos cerca de R$ 5 mil reais por mês. O acesso ao local reservado fica atrás do balcão de atendimento da Varig, em uma área em que normalmente só transitam os funcionários da companhia e do próprio aeroporto. O ambiente possui ar-condicionado, sofás, televisão, computador, telefone e uma copa. O atendimento especializado, feito por seis funcionários da Câmara, existe há 18 anos no aeroporto de Brasília. Os seis ganham por mês salários que variam entre R$ 6,6 mil e R$ 8,8 mil, o que equivale a cerca de R$ 550 mil por ano. O objetivo do apoio é garantir a permanência dos parlamentares por mais tempo no Congresso durante as votações ou debates mais longos nos plenários. O mesmo acontece com o espaço reservado aos senadores, que se localiza atrás do balcão da TAM. São cinco funcionários do Senado que trabalham no atendimento. Um deles disse que o aluguel do espaço, já incluída despesas com água e luz, custa R$ 2,5 mil por mês. Porém, uma nota de empenho emitida pelo Senado para o pagamento do aluguel referente ao mês de fevereiro deste ano, registra o valor de R$ 3,3 mil. Veja aqui a foto da entrada da sala dos senadores no aeroporto de Brasília.
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No entanto, duas questões põem em dúvida a necessidade do serviço. A primeira é que as principais companhias aéreas já mantêm, no anexo dos gabinetes dos deputados na Câmara, guichês para vendas de passagens e realização de check-in antecipado. A outra é que, até pela grande freqüência com que viajam, parlamentares já são tratados pelas companhias aéreas como clientes preferenciais, o que lhes garante uma espécie de fila exclusiva nos aeroportos e atendimento diferenciado na hora de embarque.

Já a sala de apoio para embarque e desembarque dos ministros do STF é alugada por cerca de R$ 6 mil. A locação para o espaço reservado aos ministros do STJ, que inclui serviços de luz, de telefone e Internet, custa R$ 14 mil por mês. E o preço pago pelo MRE para um espaço de 117 metros quadrados destinado à recepção e apoio a autoridades brasileiras e estrangeiras é de cerca de R$ 6 mil. O Contas Abertas entrou em contato com as assessorias de imprensa dos três órgãos, ainda na semana passada, para confirmar os valores, saber quais são os gastos com funcionários e materiais de consumo usados nas salas e perguntar desde quando existem os serviços de atendimento. Até o fechamento da matéria, nenhum dos três respondeu.

As notas de empenhos (espécies de reservas orçamentárias) e as ordens bancárias dos aluguéis das salas pesquisadas mostram que a escolha dos espaços não passou por licitação, pois os contratos são amparados pelo inciso 8 do artigo 24 da lei n° 8666, de 1993. O texto trata da dispensa de licitação em caso de aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico, desde que o preço contratado seja compatível com o existente no mercado.

Privilégios dividem opiniões

O enfermeiro Marco Aurélio, de 21 anos, considera inadmissível os gastos com toda a estrutura dos serviços de atendimento exclusivo às autoridades no aeroporto de Brasília. “Esse dinheiro poderia estar sendo investido em outras áreas. Por que eles, que são cidadãos comuns iguais à gente, têm direito a espaço VIP?”, critica. O estudante Thiago Costa pensa da mesma forma. Ele acredita que isso é uma falta de respeito com a sociedade. “Eles devem reavaliar esse direito. Se ao menos o dinheiro saísse do bolso deles. É uma injustiça”, pensa.

O comerciante Ledan Rodrigues, de 28 anos, também acredita que essas vantagens, diante dos problemas existentes no Brasil, são um absurdo. No entanto, diz que, como exercem cargos públicos com funções especiais, podem desfrutar de um serviço especializado. “O que não pode é abusar. Eu acho que esse valor gasto com o apoio aos altos cargos deveria ser bem menor. O dinheiro pago pelos órgãos públicos pelo aluguel à Infraero poderia ser evitado, já que é taxação do governo sobre o próprio governo”, afirma.

Já o funcionário do Banco do Brasil Antonio Teixeira não vê problemas com o serviço de atendimento exclusivo a autoridades. “O mesmo tratamento diferenciado acontece com quem tem um cartão de crédito de tal marca. Só o pobre não consegue ter acesso a esses serviços. Há outras questões mais importantes a serem debatidas. Essas salas de apoio têm gastos pequenos e irrelevantes nesse contexto”, acredita.

Para ele, os funcionários que prestam serviços nesses ambientes estariam realizando outras atividades, mais ou menos importantes, caso não houvesse o trabalho de apoio. Além do lucro com toda a rede de serviços nos aeroportos espalhados por todo o país e com os aluguéis concedidos aos órgãos em Brasília, a Infraero ganhou mais um estímulo do governo, por meio da medida provisória de número 367. O Ministério da Defesa (MD) reservou em orçamento, no dia 5 de junho, R$ 302,5 milhões com o objetivo de aumentar o chamado capital social da empresa.
Clique aqui para ver todas as notas de empenhos e ordens bancárias.

Leandro Kleber
Do Contas Abertas
LIDAS E ANOTADAS NO CONTAS ABERTAS
 
 
 
 
 
 
CPMF: R$ 33,5 bilhões serviram para pagar juros da dívida
 
Já parou para pensar para onde vão aqueles aparentemente insignificantes 0,38% que você paga cada vez que saca dinheiro ou faz alguma compra? Criada em 1996 como fonte exclusiva de financiamento do setor da saúde, a CPMF acabou se desvirtuando ao longo dos anos e serve cada vez mais para atender as estratégias econômicas do governo. Desde a sua implementação, além de passar do estágio de provisório para aparentemente “interminável”, do ponto de vista dos cidadãos, o imposto perdeu sua função inicial e passou a contribuir inclusive para o superavit primário. Para se ter uma idéia, na última década, R$ 33,5 bilhões arrecadados com a CPMF foram desviados de sua função.

O valor corresponde a 18% do total arrecadado no período (R$ 185,9 bilhões) que deveria contribuir exclusivamente com políticas de saúde, previdência social e com o Fundo de Combate a Erradicação da Pobreza (integrado posteriormente às finalidades do tributo). Os dados são de um levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), divulgado este mês. O desvio de recursos da CPMF, segundo o estudo, é resultado da Desvinculação de Receitas da União (DRU), criada com o intuito de facilitar os esforços fiscais da equipe econômica, garantindo a saúde da balança fiscal no final do ano.

Esse mecanismo permite ao Executivo realocar 20% do orçamento, inclusive o destinado às políticas de seguridade social (com exceção do Fundo de Combate à Pobreza). Dessa maneira a administração fica livre para aplicar como preferir esses recursos, inclusive na composição do superavit primário. Só no ano passado, 17,7% do total arrecadado, ou seja, R$ 5,7 bilhões, ficaram retidos no caixa no Tesouro Nacional. A quantia que ficou intacta nos cofres arcaria com o dobro dos investimentos da Pasta da Saúde em 2006 (sem considerar os restos a pagar pagos). No período, a saúde recebeu apenas 40% dos recursos provenientes da CPMF, que anualmente perde cerca de 20% da quantia arrecadada para o orçamento fiscal.

O empresário do setor de informática, Marcelo Macedo, diz indignado que já perdeu as contas de quanto sua empresa tem que pagar anualmente de CPMF, tamanho o volume de dinheiro gasto com o tributo. Segundo ele, o imposto pesa no bolso dos empresários, que diariamente precisam fazer dezenas de movimentações, para pagar contas e funcionários. “A quantidade de movimentações que fazemos é grande, e a quantia de CPMF paga por tais transações acaba sendo significativa no balanço do fim de mês. Até na hora de pagar outros tributos, a CPMF é descontada. É um imposto sobre outro imposto, um absurdo”, reclama.

Para Macedo, o que mais incomoda é ter que arcar com a taxação, sem ver o retorno futuro do “investimento”. “Pagaria com todo o prazer se visse o retorno disso para os cidadãos. Mas o que acontece é que esse dinheiro acaba servindo para engordar a máquina do governo, que não pára de aumentar seus gastos”, critica. Diante da quantidade de taxas impostas às empresas no Brasil, Macedo planeja inclusive criar um blog na Internet para o “empresário herói”. “Só assim mesmo para ser empresário hoje no Brasil e ter que enfrentar tamanha burocracia”, diz.
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 continuação
Para o economista e professor da Universidade de Brasília, Evilásio Salvador, a CPMF deveria ser uma contribuição residual, com fim fiscalizatório e não arrecadatório, como vem sendo tratada. Segundo ele, o tributo deveria servir como uma espécie de ferramenta que permitisse ao governo se certificar de que a movimentação financeira do contribuinte está de acordo com a sua evolução patrimonial declarada no imposto de renda. Para tal, a alíquota teria que ser simbólica e não tão expressiva como é atualmente, o que prejudica sobretudo as pessoas de baixa renda.

O economista explica que o grande problema atual da CPMF é o seu caráter enganador. “Todo mundo pensa que está contribuindo com políticas sociais do governo, enquanto que, na verdade, parte da arrecadação serve para pagar juros da dívida”, critica. Isso sem contar que ela possui um caráter indireto e regressivo, ou seja, ao incidir sobre o consumo, acaba pesando mais no bolso dos que ganham menos.

“Para o trabalhador assalariado, o efeito acaba sendo perverso, já que o mais pobre, proporcionalmente a sua renda, acaba pagando mais”, salienta Salvador. Para se ter uma idéia, atualmente o brasileiro que ganha até dois salários mínimos perde 45,8% de sua renda com o pagamento de impostos indiretos. Considerando pessoas de maior poder aquisitivo, com renda superior a 30 salários mínimos, essa proporção cai drasticamente para 16,4%.

Como solução para o atual problema gerado em torno da CPMF, o economista defende o fim da Desvinculação de Receitas da União, sobretudo sobre os tributos da Seguridade Social. Além disso seria necessário promover uma ampla reforma tributária no país, já que, ao reduzir a alíquota do imposto sobre a movimentação financeira, o governo teria que encontrar outros meios para compensar o rombo de cerca de R$ 30 bilhões nas receitas anuais provenientes do imposto. “É preciso rever toda a estrutura do sistema tributário brasileiro. No entanto, falta vontade política para isso”, conclui Salvador.

Arrecadação sustentaria ministério

A contribuição sobre a movimentação financeira no Brasil, desde que foi implantada já arrecadou R$ 201,2 bilhões. Só no ano passado, a CPMF gerou aos cofres públicos R$ 32,9 bilhões em receita, o que daria para arcar com o orçamento global do Ministério da Educação em 2006. No primeiro quadrimestre deste ano, R$ 11,5 bilhões provenientes do tributo já entraram nos cofres públicos. Do montante arrecadado até esta semana, apenas R$ 7,3 bilhões contribuíram para ações ligadas à saúde (desconsiderando o pagamento de restos a pagar).

Este ano, a previsão do governo é de que R$ 35 bilhões sejam arrecadados até dezembro com o tributo. Para se ter uma idéia, a quantia é equivalente ao total de despesas previstas para o Ministério do Trabalho e Emprego até dezembro de 2007. Desses, a estimativa do governo é de que R$ 23,3 bilhões sejam destinados à saúde e à previdência social.
Clique aqui para ver com detalhes onde a receita gerada com a CPMF foi aplicada este ano, até o último dia 25.

A alíquota do imposto já passou por três reajustes desde que foi criado, aumentando 0,18 pontos porcentuais, até atingir o patamar atual de 0,38% sobre as movimentações. Enquanto o cidadão comum vê crescer o rombo em sua conta, decorrente do tributo, o governo viu sua arrecadação praticamente dobrar nos últimos nove anos. De 1998 a 2006, a receita gerada pela CPMF cresceu 216,10%, enquanto que o montante de tributos administrados pela Receita Federal evoluiu apenas 78,4%, em termos reais.

Assim fica fácil de entender porque o governo insiste em prolongar a vida útil do tributo que deveria ter sido aplicado durante pouco mais de um ano desde sua criação. E o pior é que, a cada dia que passa, o caráter provisório presente inclusive no nome do imposto parece estar cada vez mais distante de se tornar realidade. Como se não bastasse já estar em vigor por mais de 10 anos, o governo pretende prolongar ainda mais a aplicação da CPMF.

A última emenda constitucional, aprovada em 2003, determinou que a CPMF continuaria valendo até o fim deste ano. Com a proximidade da data limite e o medo do poder público de perder o reforço no caixa, o governo vem trabalhando para aprovar no Congresso a prorrogação de sua cobrança até 2011. A proposta também prevê prorrogar a DRU pelo mesmo período. Apesar disso, na Câmara e no Senado tramitam propostas para reduzir a alíquota já em 2008, mudança esta que não é vista com bons olhos pelo governo.


Mariana Braga
Do Contas Abertas
 
 
 
 
 
Diário da Tribo
Fábio Reynol

Tristes crônicas de um país sem graça

1997
Era uma noite quente de abril quando cinco estudantes bem alimentados e educados sob os auspícios da fina flor da sociedade brasiliense se cansaram de seus videogames e resolveram sair às ruas à caça de brinquedos mais emocionantes. Os mimos dados por papai e mamãe não mais satisfaziam os impulsos desses meninos sapecas e cheios de energia.

Um deles ofereceu o carro – outro brinquedinho patrocinado por papai – e os demais embarcaram. Não demorou para a capital federal lhes apresentar uma diversão digna de gente de alta estirpe. Avistaram uma construção pública que lhes era completamente estranha. Sabiam que chamavam aquilo de “ponto de ônibus”, para eles algo absolutamente inútil. Como podem gastar dinheiro público com coisas assim? Pensavam. Aquilo só servia para oferecer abrigo a quem se utilizava do transporte público, outro conceito que eles não conheciam nem de perto. Ademais, nunca se imaginaram colocando seus abonados buzanfãs tratados a talquinho italiano num banco de concreto tão nojento.

Naquela noite estrelada, eles descobriram que o dito equipamento público tinha outra função que era muito mais nociva à sociedade dos meninos educados. O ponto também servia de abrigo a indigentes que, como o próprio nome diz, são menos que gente. Essa espécie se enquadra numa categoria entre os cachorros e os ratos, uma vez que muitos cães encontram abrigos quentes e sociedades que os protegem e os ratos se escondem nos esgotos para não se exporem em pontos de ônibus. Imagine a indignação experimentada pelos rapazes ao encontrar naquela parada de ônibus um desses indivíduos que emporcalhavam a cidade com a própria existência.

Numa atitude patriótica e de cunho sócio-saneador, o grupo que estudou nas mais caras escolas da cidade decidiu cauterizar aquele cancro social. Imbuídos desse nobre dever cívico, espalharam combustível o mais uniformemente possível sobre aquela subpessoa que ousou nascer num mundo muito mais educado do que ela. Riscaram um fósforo e observaram com atenção (como convém aos que conhecem o método científico) como se comportava o fogo ao queimar um material tão vil e de tão pouca serventia. Satisfeitos, voltaram para casa com a sensação do dever cumprido e admirados com a própria capacidade de unir prazeres e obrigações. Dormiram tranqüilos.

No dia seguinte, o mundo desabou sobre suas iluminadas e endinheiradas cabecinhas. Só metade de sua contribuição à sociedade havia se completado. O alvo tinha sido eliminado, é certo, só que ele não era um indigente, mas um índio o que o colocava numa categoria ligeiramente superior aos moradores de rua, ainda que não gozasse do status de “gente”. Claro que além do amparo dos poderosos papais que vieram em seu socorro, havia também a eloqüente justificativa que pesou em seu favor: “Foi mal! Pensamos que fosse um mendigo!” A “Justiça”, que por ironia ou deboche gosta de usar esse nome no Brasil, nem considerou homicídio, preferiu classificar a estripulia como “agressão física”. Afinal, o que matou o índio foram as queimaduras não o ato dos marotos.

Quatro passaram pouco tempo em pseudo-prisões de onde saíam para tomar cerveja e fazer faculdade (afinal eram educados!). Desde 2004, estão sob liberdade condicional, ou seja, condicionada a que não cometam mais diabruras nem gestos de crianças mal-educadas. O quinto nem foi incomodado porque era menor (ops!) criança!
continua...

continuação

2007
Outros cinco capetinhas da crème de la crème carioca, satisfeitos por viverem num país em que há “Justiça” (eles nunca notaram a sutil piadinha por trás desse nome) também saíram à noite a brincar e a gastar a mesada que os papais lhes davam. Eles se esbaldavam numa fresca madrugada de junho na Cidade Maravilhosa, quando se depararam com aquela aberração que o governo insistia em manter nas vias públicas: o ponto de ônibus. Sob o abrigo, identificaram outra subespécie que não deveria jamais conviver com seres humanos: a das prostitutas. Cheios de altivez moral, não pensaram duas vezes em sair de seu carro e limpar o quintal de casa dando uma boa surra nessas criaturas que tinham a petulância de se intitular “mulheres” e ainda mais “da vida”.

Pecaram pela desobediência. Lembra quando a mamãe falava para não deixar os brinquedinhos largados por aí? Pois é. Deixaram o carrinho de ferro solto na rua e enquanto brincavam de defender o bom nome da high society carioca, um taxista anotou a placa do dengo que papai havia dado. Por absoluto azar, uma das mulheres espancadas resolveu prestar queixa. Para o espanto da molecada, aquela pessoa (agora podemos chamá-la assim) tinha um status mais elevado em seu ranking sócio-biológico das espécies. Era uma empregada doméstica! Daquelas do mesmo tipo que eles tinham em casa e que lavavam a suas cuequinhas. “Mil perdões! Foi mal! Pensamos que fosse uma prostituta!”

2017
A madrugada chegou fria e úmida numa metrópole brasileira. O governo já eliminara o mal que um dia havia gerado tanta revolta e indignação popular: o ponto de ônibus. Agora não existia mais abrigo para as criaturas economicamente rastejantes que emporcalhavam o cenário urbano. Cinco meninas bem maquiadas da classe média-chique da cidade, felizes por viverem num país em que funcionava a Justiça (naquela época o termo já havia adquirido outro sentido o que eliminou de vez a jocosidade e as aspas) saíram para a balada a se divertir e a exibir as novas Pradas e Louis Vuittons combinantes com os seus novos tons capilares de Loreal Paris. Uma delas, em meio ao barulho da boate, não conseguia falar com a amiga pelo celular, por isso foi à calçada tentar escutar melhor o seu MotoBlackBeltBerryExibition de oitava geração.

Por pura ironia do acaso, a moça parou sobre aquilo que um dia havia sido um ponto de ônibus. Por um azar só explicável pela conjunção astral daquela noite, passavam naquele exato momento cinco garotos recém-foragidos do Gueto Fluminense (ex-Baixada). É bom explicar que o governo, numa sábia decisão em prol do saneamento público, houve por bem murar todas as favelas e áreas periféricas consideradas de alto risco (leia-se: baixa renda). Só saíam delas os oficialmente credenciados, o que não era o caso dos garotos em questão. Pensando que se tratava de um brinco caro, os rapazes arrancaram num puxão o MotoBlackBeltBerryExibition da moça. Na verdade, o microaparelho era muito mais caro do que a maioria dos brincos caros, pois era cravejado de pedras preciosas e ainda fazia projeções holográficas com progressive scan. Todavia, os rapazes não estavam nem aí para o progressive scan da menina e também arrancaram a Prada Snobation de US$3.800,00, uma das poucas da cor fúcsia vivant que a garota possuía. Não contentes com a feira já garantida, os garotos sentiram um ímpeto não se sabe de onde de espancar a moça. Deixaram-na semimorta sobre aquele ex-ponto de ônibus.

Foram todos presos. Desta vez, não haveria perdão. Iriam pegar 15 anos de cana cada um numa penitenciária com grades, carcereiros e superlotação. Não eram meros meninos sapecas, mas marginais formados pela escola do crime (já que a escola pública não lhes abrira as portas). Os pobres ainda tentaram, em vão, lançar mão de um antigo atenuante: “Desculpa aí! Foi mal! Pensamos que era uma socialaiti!”

 
 
 
 
 
 
 
 
Pequim busca 'modelo particular' de democracia
 

O presidente da Assembléia Popular da China, Wu Banguo, afirmou nesta quarta-feira que a meta de Pequim é fazer do país uma democracia. Ele lembrou, contudo, que o tamanho do país – com 1,3 bilhão de habitantes e 56 etnias – obriga o governo a buscar um modelo particular de regime democrático. As declarações foram dadas durante encontro de Wu com o rei da Espanha, Juan Carlos, que faz visita oficial à China desde o último domingo.

"A China não pode copiar o modelo de democracia estrangeira", explicou Banguo, para quem "é imprescindível manter a estabilidade social", apesar do elevado número de habitantes e a diversidade de etnias. Para o presidente da Assembléia Popular, o 17º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) deverá ter uma "extraordinária importância" na continuidade de um "caminho idôneo". No congresso, serão renovados a cúpula e os órgãos do partido, informa a agência de notícias Efe. 

Após o encontro com o presidente no Grande Palácio do Povo de Pequim, o rei Juan Carlos se reuniu com o primeiro ministro Wen Jiabao, e ofereceu ajuda para que a China não interrompa as reformas econômicas e para reforçar as relações bilaterais. A visita oficial do rei ao país asiático termina nesta sexta-feira.

 
 
 
 
 
 
 
 
Chávez é 'inseguro', afirma perfil psicológico
 

A insegurança e o "narcisismo maligno" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, explicam sua disposição em arrumar confusão com os Estados Unidos. A avaliação faz parte de um perfil psicológico traçado por um especialista da Aeronáutica americana. Conforme o doutor Jerrold Post, Chávez precisa ser adulado a todo momento e busca no confronto com as potências mundiais um caminho para sua autoafirmação.

Conforme o psicólogo americano, os traços da personalidade de Chávez deixam claro que ele pretende governar a Venezuela até a morte. Post, que fez perfis psicológicos de dezenas de líderes mundiais para a CIA, duvida que o venezuelano deixará o poder nos próximos anos. "Ele se vê como um salvador, como a personificação de seu país", avalia o especialista. "Ele age de forma cada vez mais messiânica. Portanto, tentará se declarar presidente vitalício."

Apesar de destacar a insegurança do líder venezuelano, Post afirma que Chávez é um "mestre no jogo político", que sabe manipular a opinião pública a elite de seu país e até os inimigos. "Para manter os seguidores engajados, ele deve manter os ataques escandalosos e inflamados", diz o americano. Chávez já chamou George W. Bush de "jumento", Condoleezza Rice de "analfabeta" e Alan Garcia de "chorão" e "ladrão podre".

Fracasso - O perfil psicológico inclui também o diagnóstico das condições em que Chávez tende a falhar. "Há duas circunstâncias em que a personalidade messiânica dele afeta negativamente sua tomada de decisões, com potencial julgamento equivocado: quando ele acaba de obter um triunfo e quando ele percebe que está fracassando", diz Post. Um exemplo foi a reação desastrada das críticas do Congresso brasileiro ao fechamento da RCTV, quando Chávez abriu uma crise com o país.

 
 
 
 
 
 
 
A CIA e o Brasil
Jango era um 'oportunista'; Brizola, 'líder radical'
 

O Brasil era "o maior alvo dos comunistas no Hemisfério Ocidental" durante o início dos anos 60, quando o país era governado por um presidente "oportunista" com apoio de um "demagogo antiamericano". As afirmações sobre o país fazem parte de um relatório sigiloso da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, datado de novembro de 1963. O documento está entre os históricos papéis secretos divulgados pela agência americana na noite de terça-feira.

A CIA decidiu recentemente divulgar publicamente os documentos e reconhecer alguns de seus abusos no passado. Nos papéis revelados na terça, não há nenhuma informação sobre planos clandestinos no Brasil, como no caso de Cuba  entre os textos há detalhes das tentativas de matar Fidel Castro. Sobre o país, há apenas uma série de análises sobre a situação política da época e sobre personagens considerados perigosos pelos americanos.

O presidente "oportunista" citado pelos EUA é João Goulart, que, segundo o relatório de 1963, "subiu ao poder com o apoio da esquerda e desde então vem tentando aumentar seu poder pessoal fazendo concessões à direita e à esquerda". O líder anti-EUA, segundo o texto, era Leonel Brizola, que aparece como "genro de Goulart"  na verdade, era cunhado dele.  "Se tornou o principal demagogo antiamericano com propaganda financiada generosamente por donos de indústrias".

'Mudança revolucionária' - O relatório "A luta sino-soviética em Cuba e o movimento comunista na América Latina" também afirma que o Patido Comunista Brasileiro, de Luis Carlos Prestes, lutava havia anos, "com certo sucesso", para crescer no país, e que contava com forte apoio das forças nacionalistas e de esquerda. O texto trata também da participação da Igreja Católica no embate político: "Em vez de tranqüilidade e ordem, a nova igreja radical apóia mudança revolucionária".

"Depois de atuar por séculos como uma força do conservadorismo e status quo na América Latina, a Igreja Católica se tornou um criadouro de vários grupos sócio-políticos, desde radicais extremos até reacionários extremos", diz o texto. "A situação brasileira, que tem aspectos de uma tragédia clássica, é a mais séria na região; os principais líderes da Igreja e do governo não querem um confronto, mas extremistas de ambos os lados vêm tentando provocar um enfrentamento."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lauro Jardim
 
CASO RENAN
Fábrica de 17,7 milhões de reais
 
O espectro de negócios da família Calheiros é mesmo variado. Até em refrigerantes eles entraram. E já saíram. No fim do ano passado, o Cade autorizou a compra pela Schincariol dos refrigerantes Conny, fábrica que pertencia ao irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros, e a sua mulher, Ana Weruska. A então maior fabricante de sucos prontos e tubaínas de Alagoas, que tem sede na capital renanzista Murici (onde mais?)saiu pela besteira de 17,7 milhões de reais. 
Uma ajuda aos amigos 
Os Calheiros e os Schincariol têm laços fortes a uni-los. Em meados de 2005, a Operação Cevada da Polícia Federal prendeu Gilberto Schincariol e os filhos Augusto e Gilberto sob acusação de sonegação fiscal. Entre outras providências, família pediu uma ajuda a Renan para tentar desembaraçar seus problemas com o governo federal. Que tipo de ajuda Renan deu, não se sabe.  
GOVERNO
Um tucano no governo Lula
 
Num encontro na semana passada, Lula pediu a Aécio Neves a liberação de um auxiliar do governador para trabalhar no governo federal. Aécio, claro, cedeu. Trata-se do tucano de carteirinha Reginaldo Arcuri, presidente do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais. Arcuri chefiará a Agência de Desenvolvimento Industrial, subordinado ao ministro Miguel Jorge.
SENADO
O novo email do Renan
 

Mais uma piada das que circulam na praça sobre o Caso Renan. Amigo vira para o outro e pergunta: "sabe qual é o email do Renan Calheiros?" Diante da resposta negativa, emenda: renan@maiscaradomundo.com.

SENADO
Auto-preservação dos Sarney
 

Um marqueteiro ligado a família Sarney decretou ao ex-presidente e a Roseana: ajudar Renan Calheiros pode, mas só nos bastidores. Nada de declarações públicas a favor do enrascado superpecuarista das Alagoas. Pai e filha têm seguido à risca o conselho.
 
 
 
 
 
 
 
 
Christiane Samarco, do Estadão
 

Renan vai ao Planalto pedir socorro e ganha apoio de Lula


Presidente do Senado diz que ele e governo são vítimas da oposição

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve uma conversa de 40 minutos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, antes de chegar ao Congresso, pouco depois das 10 horas da manhã. Foi Lula quem chamou o senador ao gabinete presidencial, mas Renan aproveitou a conversa para pedir socorro ao presidente.

Um dirigente do PMDB revela que, no encontro, os dois avaliaram que o conflito entre partidos governistas (PT e PMDB, basicamente) em torno do processo disciplinar movido contra Renan no Conselho de Ética do Senado ganhou outra dimensão. "Diante da declaração de guerra do partido Democratas ontem (terça), ficou claro que o que existe, agora, é uma batalha política entre governo e oposição", resumiu Renan a Lula.

O resultado prático desta avaliação é que o presidente Lula decidiu entrar pessoalmente na ofensiva dos aliados para solucionar a crise política em torno do caso Renan.

A "declaração de guerra" a que se referiram o presidente e o senador foi esboçada na nota da executiva nacional do DEM, que se reuniu na terça-feira para exigir que Renan se afastasse da presidência do Senado e que o presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), nomeasse imediatamente um relator para o processo.

Renan é acusado de receber recursos do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. O senador também é acusado de utilizar notas frias para comprovar rendimento próprio.

Substituição

Renan reafirmou a Lula que não se afastará do cargo e obteve a solidariedade presidencial. Ambos estão convencidos de que o objetivo da ofensiva da oposição é tomar a presidência do Senado na metade final do segundo mandato de Lula, para infernizar a vida do governo.

No caso da substituição de Renan pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para completar o mandato - que termina em fevereiro de 2009 -, o PMDB e o Planalto avaliam que terão "queimado" a alternativa "mais forte e viável" do PMDB para enfrentar a oposição numa nova disputa. É que as regras regimentais não permitem a reeleição.

Renan só pôde disputar o segundo mandato consecutivo com o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), porque em se tratando de uma nova legislatura - que alterou dois terços do eleitorado de senadores -, não se considera que haja uma reeleição.

´Operação política´

Renan disse a Lula que está sendo vítima de uma "operação política da oposição", comandada pelo partido Democratas, e defendeu a tese de que, se os adversários do governo forem bem sucedidos na ofensiva para paralisar os trabalhos do plenário do Senado, quem vai pagar a conta é o Planalto.

O raciocínio, neste caso, é de que além de impedir a votação das Medidas Provisórias, a oposição pode prejudicar projetos considerados fundamentais ao Planalto e que já estão a caminho do Senado, como a prorrogação da CPMF, que deve render ao governo cerca de R$ 38 bilhões este ano, e a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que dá liberdade ao Executivo para gastar como quiser 20% de sua arrecadação.

Quem comandou a obstrução no plenário na terça foi o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em uma articulação bem sucedida. Dos 56 senadores que estavam na Casa, apenas 30 registraram presença no painel eletrônico de votação, derrubando a sessão convocada para votar Medidas Provisórias, entre elas o reajuste do salário mínimo.

Na conversa no Planalto, Renan disse que já enviou à Corregedoria e ao Conselho de Ética todos os documentos solicitados pelos senadores para sua defesa. Repetiu que nada do que consta na representação do PSOL contra ele foi comprovado.

Lamentou que, embora a representação esteja "superada, o processo não tem fim". Pela versão de Renan, a oposição insiste em prosseguir nas investigações. E isto, concluiu o senador, "caracteriza de forma muito clara que eu estou sendo vítima de uma operação política".

Renan também insistiu na tese de que um dos objetivos da oposição é paralisar o plenário, "prejudicando projetos de interesse nacional por conta de uma disputa política".

Votações

Renan aproveitou a oportunidade para demonstrar a Lula que o Senado está funcionando. Tanto é assim, alegou, que votou duas Medidas Provisórias na semana passada e nesta sessão pretende votar outras quatro, além da recondução do Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, que está sendo sabatinado pelos senadores esta manhã.

Se conseguir driblar a ofensiva da oposição, ele vai levar a exame do plenário, no final do dia, o projeto que trata das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), que é de interesse da oposição.

 
 
 
 
 
Arqueólogos identificam múmia da mais poderosa rainha egípcia; assista
 
Múmia foi identificada a partir de DNA e dente que tinha o nome da rainha gravado
Rainha viveu entre 1479 e 1458 AC e foi tão famosa quanto Cleopatra e Nefertiti
 
Arqueólogos anunciaram ter identificado a múmia da rainha Hatshepsut, a governante mais poderosa do Egito antigo.

O achado representa "a descoberta do século" para a egiptologia.

A última descoberta de equivalente importância aconteceu em 1922, quando foi localizada a tumba do faraó Tutankhamon.

Tutankhamon morreu aos 19 anos, em 1352 a.C, e foi um dos reis mais importantes da 18ª Dinastia (1382-1344 AC).

Para identificar a múmia da rainha egípcia, os arqueólogos, chefiados por Zahi Hawass, utilizaram amostras de DNA e um dente encontrado numa caixa de relíquias.

Segundos os pesquisadores, o dente tem o nome de Hatshepsut gravado e se encaixa perfeitamente num espaço encontrado na mandíbula da múmia.

Mistérios

O cadáver embalsamado da rainha foi encontrado no Vale dos Reis em 1903, local onde foram construídos túmulos para os reis do Egito antigo.

Mas a múmia permaneceu no local sem identificação até dois meses atrás, quando foi levada ao Museu Egípcio do Cairo para testes.

Os arqueólogos esperam que a descoberta revele pistas sobre os mistérios que envolvem a morte de Hatshepsut e o desaparecimento de registros sobre a história dela.

Acredita-se que a rainha teria dado um golpe e tomado o poder de seu enteado, Thutmois III que, em vingança, teria apagado todos os vestígios que conservassem a sua memória.

Hatshepsut reinou por 21 anos no século 15 a.C, durante a 18ª Dinastia, e concentrou mais poderes do que outras rainhas egípcias, como Cleópatra e Nefertiti.

"Uma faraó"

Uma mulher que se considerava faraó - título dado apenas aos reis egípcios - Hatshepsut vestia-se como homem e usava uma barba postiça.

A múmia mostra uma mulher obesa, que morreu com mais de 50 anos e que provavelmente teve diabete e câncer no fígado. A mão esquerda repousa sobre o peito, sinal da realeza que governou o Egito antigo.

O estudo foi financiado pelo canal de TV americano, Discovery Channel, que vai transmitir um documentário sobre a descoberta no dia 1 de julho.

 
 
 
 
 
 
Brown assume governo britânico com promessa de mudança
Gordon e Sarah Brown
Brown e sua mulher mudaram para o nº 10 da Downing Street
 
A Grã-Bretanha tem um novo primeiro-ministro. O trabalhista Gordon Brown assumiu o cargo nesta quarta-feira, depois de ser convidado formalmente pela rainha Elizabeth 2ª a formar um novo governo.

Nas suas primeiras palavras como primeiro-ministro em público, Brown disse que vai superar interesses partidários e inovar na forma de fazer política na Grã-Bretanha para conseguir fazer mudanças nos sistemas de saúde, educação e habitação.

"Mudança no NHS (sistema nacional de saúde), mudança nas nossas escolas, mudança na habitação popular, mudança para construir confiança no nosso governo, mudança para proteger e melhorar o estilo de vida britânico. E essa necessidade de mudança não pode ser alcançada com a velha política", disse Brown a jornalistas, ao chegar ao número 10 de Downing Street (residência oficial do primeiro-ministro britânico).

"Vou construir um governo que utilize todos os talentos. Vou convidar homens e mulheres de bem para contribuir com as suas energias em um espírito de serviço público para tornar a nossa nação o que ela pode ser. E estou convencido de que não há fraqueza na Grã-Bretanha hoje que não possa ser superada pelas forças do povo britânico", afirmou o novo primeiro-ministro, que substitui o seu colega de partido Tony Blair.

"Neste dia, lembro das palavras que ficaram comigo desde a minha infância e que são muito importantes para mim hoje. Meu lema da escola: vou tentar o meu melhor. Esta é a minha promessa a todas as pessoas da Grã-Bretanha. E agora vamos deixar que o trabalho de mudança comece", concluiu.

Última sessão

Blair, que ficou dez anos no cargo, participou nesta quarta-feira da última sessão de perguntas e respostas no Parlamento como primeiro-ministro e depois seguiu para o Palácio de Buckingham, onde entregou sua renúncia à rainha Elizabeth 2ª.

Foi a vez então de Brown chegar ao palácio para ouvir da rainha o pedido oficial para que lidere a formação do novo governo.

Blair, após deixar o cargo, viajou a Sedgefield, no noroeste do país, onde fica seu domicílio eleitoral.

Na cidade, Blair também apresentou sua renúncia ao cargo de parlamentar pela região, após 24 anos de sua primeira eleição.

O ex-primeiro-ministro deve deixar a política local para assumir o cargo de enviado especial do Quarteto (ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia) para as negociações de paz entre Israel e os palestinos.

Sem eleições

A mudança de comando ocorre sem eleições populares.

O novo primeiro-ministro, que serviu como ministro das Finanças durante os dez anos de governo de Blair, havia assumido a liderança do Partido Trabalhista, em substituição a Tony Blair, no domingo.

Na Grã-Bretanha, o líder do partido com a maioria no Parlamento é quem assume o cargo de primeiro-ministro.

 
 
 
 
 
 
 
 
Mundo terá 9 bilhões de pessoas em 2050,diz ONU 
 
Favela em Mumbai, Índia
Urbanização deve engrossar ainda mais as favelas, diz ONU
 
O mundo terá em 2050 cerca de 2,5 bilhões de habitantes a mais do que hoje, elevando o total de moradores do planeta a 9 bilhões, estima um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira.

E até 2030, cinco bilhões de pessoas viverão nas cidades, o equivalente a 60% da população, disse o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

No ano em que o mundo ultrapassa uma marca de mais de 50% de seus 6,6 bilhões de moradores vivendo em centros urbanos, o UNFPA dedicou seu relatório anual Situação da População Mundial 2007 ao tema da urbanização.

O crescimento urbano ocorrerá quase que exclusivamente no mundo em desenvolvimento, onde em 2030 viverão 80% da população das cidades, disse a ONU.

Em 30 anos, a população urbana nos países ricos aumentará em apenas 100 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população urbana atual nesses países (veja quadro).

Na América Latina, 200 milhões de moradores urbanos adicionais até 2030 significarão um aumento de 50% em relação a hoje.

Já na Ásia e na África, carros-chefes do crescimento das cidades, a população urbana dobrará neste período.

População urbana 2000/2030 (bilhões)
Ásia – 1,4 / 2,7
África – 0,3 / 0,7
AL e Caribe – 0,4 / 0,6
Desenvolvidos – 0,9 / 1
Total – 3 / 5
Fonte: Fundo para População da ONU

Com as cidades desses continentes crescendo ao ritmo de um milhão de habitantes por semana, quase sete em cada dez cidadãos urbanos serão asiáticos ou africanos em 2030, previu o estudo.

 

 

 

continua...

continuação

Favelas

 

 
O cenário de concentração do crescimento urbano em cidades do mundo em desenvolvimento fez o UNFPA alertar para a conseqüente explosão das favelas.

Atualmente, um bilhão de pessoas vive em favelas, 90% das quais estão nos países em desenvolvimento e 40% na Índia ou na China.

"Na África Subsaariana, a urbanização tornou-se virtualmente sinônimo de crescimento das favelas; 72% da população urbana da região vive sob condições de favela, comparados a 56% no Sul da Ásia", disse o relatório.

"A população de favelas na África Subsaariana quase dobrou em 15 anos, alcançando cerca de 200 milhões em 2005."

Para os brasileiros, as favelas viraram a maior ilustração das grandes cidades, com milhões de habitantes. Mas o relatório ressaltou que a maior parte do crescimento se dará em cidades de menos de 500 mil habitantes.

"É preciso concentrar a atenção onde o crescimento é maior", afirmou a diretora-executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.

 A batalha para alcançar a meta de reduzir à metade a pobreza extrema antes de 2015 (parte das Metas do Milênio) se dará nas favelas mundiais.
 
Thoraya Obaid, diretora-executiva do UNFPA

"Portanto, é preciso prestar maior atenção às cidades menores, proporcionando-lhes recursos como informação e assistência técnica (para encarar desafios futuros)."

Obaid acrescentou que "a urbanização é inevitável", e que o processo deveria ser "uma força para o bem".

Migração campo-cidade

O relatório disse que o crescimento urbano do futuro não se dará pela migração do campo para as cidades, e sim pelo próprio aumento das populações que já vivem nelas, e criticou políticas oficiais de alguns países de proibir ou desencorajar a movimentação do mundo rural para o urbano.

Tais políticas, hoje comuns, por exemplo, na China, também caracterizaram a América Latina nos anos 70.

"A transição urbana na América Latina ocorreu apesar de muitas políticas antiurbanas explícitas. De modo geral, a transição urbana foi positiva para o desenvolvimento", observou o relatório.

"Uma atitude proativa em relação ao inevitável crescimento urbano teria minimizado muitas de suas conseqüências negativas, particularmente a formação de favelas e a falta de serviços urbanos para os pobres."

 
 
 
 
 
 
 
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor

Pedágio nas alturas

Não é possível que tudo continue aumentando acima da inflação exceto o salário. Agora é a tarifa do pedágio nas rodovias administradas por concessionárias em São Paulo.Numa das praças de pedágio o reajuste será de 26,31%, com a desculpa de que houve duplicação num trecho de 12 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares. Pedágio não é só para quem usa a estrada. Esse custo será repassado para os produtos com reflexo no custo de vida, afinal o escoamento da produção industrial  e agrícola tem que passar por alguns dos 77 pedágios do Estado. Para uma inflação média de 3 a 4% (dependendo do índice), os pedágios aumentarão em média 5%. Também quem não quiser arriscar viagem aérea nas férias e optar em ir de carro tem que preparar o bolso.

 
 
 
 
 
 
 
 
Lucia Hippolito
Lucia Hippolito
Eleitor não quer financiamento público nem voto em lista

A Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje é mais uma prova da distância entre a classe política e a sociedade brasileira.

Entre os entrevistados, 51,5% não acompanham nem ouviram falar da reforma política. Isto mesmo, mais da metade dos entrevistados não está acompanhando o assunto. Enquanto isso, 27% ouviram falar e apenas 19,8% acompanham.

Tem mais. Quanto à fidelidade partidária, dos que acompanham o assunto ou ouviram falar, 50,5% são a favor; 40,5% são contra, e 8,8% não souberam responder.

Sobre o voto em lista de candidatos apresentados pelos partidos, 74% são contra, 16,5% são a favor, e 9,5% não souberam responder.

A pá de cal vem agora: dos que acompanham o noticiário ou ouviram falar, 75,2% são contra o financiamento público de campanha; 18,7% são a favor, e 6,1% não souberam responder.

E agora? Como os políticos prosseguirão com esta reforma, que não é reforma coisa nenhuma, é apenas mais um monstro, um Frankenstein criado para fazer a mímica da satisfação à opinião pública?

As excelências estão com a palavra.

É golpe contra o eleitor

Acho que todo mundo ainda se lembra dos plebiscitos de 1993. Os eleitores brasileiros foram às urnas para escolher a forma de governo (monarquia ou república) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) que passaria a vigorar no Brasil.

E não houve a menor dúvida: os brasileiros escolheram ser uma república presidencialista. O que não significa que alguns elementos do parlamentarismo não sejam interessantes e dignos de adoção pelo Brasil.

Por que estou lembrando tudo isto? Porque a classe política decidiu fazer uma reforma política que pode modificar profundamente a forma como os eleitores escolhem seus representantes. E acha que pode fazer isto tudo sem consultar o eleitor. O nome disto é golpe parlamentar.

O que anda dizendo o eleitor brasileiro? Que quer maior proximidade entre ele e os eleitos. Que quer controlar mais o exercício do mandato de seu representante. Que não quer deputados trabalhando dois dias e meio por semana.

Que não quer deputados e senadores ganhando salários astronômicos e não pagando imposto de renda sobre todos os ganhos. Que não quer relações espúrias entre políticos e lobistas, ou entre políticos e bicheiros.

E o que querem os políticos? Querem mudar alguma coisa para que nada mude. Querem voto em lista fechada para perpetuar o poder dos caciques e dos aparelhos partidários. Querem financiar suas campanhas com o nosso dinheiro.

Querem continuar trabalhando só dois dias e meio por semana. Querem continuar ganhando altos salários sem pagar imposto. E, sobretudo, não querem prestar contas de seus atos à sociedade.

Alguma coisa está muito errada.

Volto a dizer. Fazer reforma política – qualquer reforma política – sem consultar os eleitores é golpe parlamentar.
LIDAS E ANOTADAS NO PÉROLAS
 
 
 
 
 
 
 
Pérolas e Frases do dia......
 
A principal herança que o governo do PT vai deixar, falando apenas na abordagem política, é o aparelhamento indiscriminado da máquina pública e a criação de cargos sem necessidade, que leva o Brasil a ter gastos correntes crescendo mais que a economia
Aécio Neves na Folha
No fundo, o ataque dos jovens cariocas a uma moça num ponto de ônibus na Barra da Tijuca e a depredação dos estudantes da USP sobre as dependências da reitoria durante a invasão de 50 dias tem o mesmo significado: vandalismo resultante da ausência de limites num país de valores solapados, cujo agravamento se dá em boa medida pelo exemplo que vem de cima, no Estado e na sociedade, aí incluídas as famílias.
Em ambos os casos, as justificativas só agravam os crimes. Na USP, os estudantes dilapidaram um patrimônio em nome da autonomia universitária e, na rua, os espancadores quase mataram um ser humano porque “pensaram” se tratar de uma prostituta.
Dora Kramer no Estado
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
continuação 

O relatório acrescenta, no entanto, que "Castro, ao ostensivamente clamar por um conflito e interferir na política brasileira, estava minando os interesses de Estado de seu próprio regime, que necessitava manter boas relações com o governo do Brasil".

'Ajuda velada'

O documento afirma que "em 1963, houve uma aparente tentativa de fazer com que Castro adotasse uma linha mais moderada em relação à revolução no Brasil".

Mas, de acordo com o relatório, "esta tentativa não parece ter impedido Castro de seguir dando assistência velada a forças que advogam uma militância mais aguerrida".

Para não contrariar os soviéticos, diz o arquivo da CIA, o líder cubano não teria mais feito discursos públicos sobre a situação política no Brasil.

"Existem provas de que alguns soviéticos avaliam que a violenta retórica de Castro, ainda que útil no sentido de unir militantes jovens de esquerda, tende a afugentar outras forças da pequena burguesia e da burguesia nacional que poderiam ser seduzidas a aderir ao Partido Comunista local", afirma o documento.

"Isso tem sido particularmente importante em países com uma classe média expressiva, como o Brasil'', acrescenta o texto de 1961.

Prestes, o intermediário

A partir de março de 1963, o texto da CIA afirma que houve uma considerável "desaceleração da propaganda incendiária cubana dirigida à América Latina, que só pode ter sido resultado da influência soviética".

O relatório afirma que um provável intermediário entre Moscou e Fidel Castro teria sido o então secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Luis Carlos Prestes.

Em fevereiro de 1963, Prestes visitou Havana pela primeira vez e retornou a Moscou em março.

"Acredita-se que uma das principais preocupações de Prestes era assegurar que Cuba deixaria de apoiar os dissidentes cubanos que eram seus rivais, mas é provável que ele também tenha requisitado, a pedido de Moscou, uma postura mais moderada na postura pública de Cuba em relação à América Latina."

LIDAS E ANOTADAS NO LARGADO
 
 
 
 
 

NOVA PALAVRA FOI ADICIONADA AO VOCABULÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ei-la

Lular  [Do analfabeto Lula]: Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.

 

1] Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo;

2] Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar;

3] Fingir, simular inocência angelical;

4] Usar de dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia;

5] Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsa;

6] Tirar o cu da reta, atingindo sempre o amigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes ele do que eu);

7] Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmeras e nos olhos das pessoas;

8] Fraudar, iludir;

9] Afirmar coisa que se sabe ser contrária à verdade;
acreditar que os fins justificam os meios;

10] Voar com dinheiro alheio.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
 
 
 
 
 
 
 
 

Renan pede ajuda a PSDB contra imprensa opressiva

Fotos:LulaMarques/Folha
 

 

O bilhete acima foi escrito por Renan Calheiros (PMDB-AL). O polegar que aparece na parte inferior é o do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), destinatário do texto. O papelucho anota o seguinte: “Arthur: Precisamos resistir ao esquadrão da morte moral. Quem me conhece, sabe do meu comportamento. Para punir alguém, é preciso ter quebra de decoro e prova. Fora disso é imprensa opressiva. Você precisa me ajudar. Renan."

 

O signatário do blog acha que, a essa altura, a melhor saída para o Renangate é mesmo a aceitação da tese de que o presidente do Senado é vítima de um complô da “imprensa opressiva”. Não há outra alternativa: ou se trata mesmo de uma implacável tramóia da mídia golpista ou o país estará diante de um dos mais nefastos mal-entendidos de sua história.

 

Uma seqüência implacável de coincidências que, submetidas à interpretação maldosa dos repórteres, transformou um senador honrado, um próspero negociante de gado nas horas vagas, num congressista desonesto.

 

Seria o caso até de processar essas pessoas que, sistematicamente, tentam desmoralizar a imagem do Congresso, insuflando a opinião pública contra os seus representantes. O problema é que, para infelicidade geral, os detratores do Legislativo normalmente têm imunidade parlamentar e foro privilegiado.

 

Depois de ler o bilhete, Arthur Virgílio rasgou-o (foto abaixo), enquanto trocava idéias com Renan. Era, porém, tarde demais. O texto já fora captado pelas lentes sempre  inconvenientes do repórter Lula Marques. O que terá dito o líder do PSDB a Renan? O tucanato sairá em socorro desta vítima inconteste do “esquadrão da morte moral”? Eis as dúvidas que ficaram boiando no plenário do Senado.

 

 
 
 
 
 
 
Editoria de Arte/G1
Do G1, em Brasília

Pesquisa: corrupção envergonha brasileiros

 
CNT/Sensus mostra que 41,3% consideram a corrupção como vergonha nacional.
Mesmo após crises política e aérea, aprovação do governo se mantém.

A corrupção e a violência são os itens que mais envergonham os brasileiros, revela pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte e divulgada nesta terça-feira (26). Realizada entre 18 e 22 de junho, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios de todo o país.

Para 41,3% dos entrevistados, a corrupção é o principal motivo de vergonha. A violência aparece em seguida, sendo citada por 17,1%. A pobreza é apontada por 12,7%.

De modo geral, a ampla maioria dos entrevistados (91,1%) disse ter orgulho de ser brasileiro. Apontam como motivo de orgulho as riquezas naturais (25,7%) e a solidariedade do brasileiro (19,5%). A política foi citada por apenas 0,3%.

Governo

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem aprovação superior à do governo que ele comanda, informou a pesquisa.


De acordo com o levantamento, 64% dos entrevistados aprovam o presidente Lula e 29,8% o desaprovam. Na pesquisa anterior, a aprovação pessoal de Lula era de 63,7% e a desaprovação, de 28,2%.

A avaliação positiva do governo Lula ficou em 47,5% em junho, estável em relação ao levantamento de abril, quando havia sido de 49,5%. A variação negativa está dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, os números mostram que a figura de Lula está "isenta". "A pesquisa revela certa estabilidade positiva, apesar das conturbações de natureza política. A figura do presidente está isenta. A economia e os programas sociais ancoram esta estabilidade", avaliou Guedes.

Os dados mostram ainda que Lula tem a melhor aprovação pessoal desde fevereiro de 2005, quando registrou 66,1% de aprovação.

Vavá

Segundo o levantamento, 74,1% dos entrevistados disseram que têm acompanhado ou ouviram falar das denúncias contra o irmão mais velho do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, indiciado pela Polícia Federal por tráfico de influência.

Para os que têm conhecimento das denúncias, 70,7% consideram que o episódio foi negativo para governo e para o presidente Lula. E 52,2% avaliaram que o presidente tinha conhecimento prévio do envolvimento de Vavá com tráfico de influência.

"O fato de o presidente ter conhecimento não significa conivência", ressaltou o diretor do Sensus, Ricardo Guedes.

Para 76,9%, o indiciamento do irmão do presidente foi correto e 67,1% consideraram que o vazamento das informações sobre as denúncias contra Vavá tiveram natureza política. Ainda segundo o levantamento, 75,1% disseram que acreditam nas denúncias de tráfico de influência supostamente praticado pelo irmão de Lula.

Violência

Os dados mostram que, para 76,1% dos entrevistados, a violência e a criminalidade estão fora de controle no país. Isso representa aumento de 4,6 pontos percentuais em relação a dezembro de 2004. Para 18,7%, a violência está razoavelmente controlada e apenas 3,7% disseram que está sob controle.

Assaltos, em casa ou na rua, e o tráfico de drogas são as principais ameaças para 38,4% e 31,7% dos entrevistados, respectivamente. Estupro (9%) e sequestro (7%) vêm em seguida. Segundo o levantamento, 31,6% disseram morar em cidades violentas.

Economia

Os entrevistados manifestaram na pesquisa confiança na economia. Para 47,5%, a política econômica tem sido conduzida de forma adequada, um aumento de mais de 11 pontos percentuais na comparação com agosto do ano passado. Por outro lado, neste período, caiu de 46,3% para 40,6% o número de pessoas que consideram inadequada a condução da política econômica.

Reforma política

Mais da metade (51,5%) dos entrevistados disseram que não têm acompanhado ou não ouviram falar da reforma política que está em discussão no Congresso Nacional. Somam 46,8% os que têm conhecimento do assunto. Destes, 50,5% se disseram favoráveis à fidelidade partidária, sendo que 40,7% são contrários.

Entre os que acompanham a discussão da reforma política, 75,2% declararam ser contrários ao financiamento público das campanhas eleitorais. Outros 18,7%, no entanto, se disseram favoráveis.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Editoria de Arte/G1
LEANDRO COLON Do G1, em Brasília  
 
Sibá deixa presidência do Conselho de Ética
Foto: Celso Júnior/Agência Estado
Agência Estado
O senador Sibá Machado durante entrevista (foto: Celso Júnior / AE)

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC), pediu afastamento do cargo na noite desta terça (26).

A informação foi confirmada pela assessoria do senador e pela secretária-geral do Senado, Cláudia Lira.

Segundo ela, Sibá enviou ofício às 20h48 solicitando a saída da presidência. De acordo com a secretária-geral, Sibá também pede para deixar o Conselho, mas isso ainda não foi confirmado pela assessoria do senador.

 
 
 
 
 
 
 
 
Em 2008, a eleição do tanto faz
 
Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro
Pelo que nos diz a pesquisa dos DEMOCRATAS, 2008 pode ser a eleição do tanto faz

O Democratas realizou uma pesquisa nacional, através do Instituto GPP, com duas mil entrevistas entre os dias 19 e 22 de maio último, na qual procurou seguir metodologia utilizada na França e cujos resultados foram publicados no "Nouvel Observateur" antes das eleições locais. No enquadramento do eleitor para fins de cruzamento, além das questões clássicas quanto a gênero, idade, renda e nível de instrução, foram incluídas outras. Por exemplo: 45,9% dizem que não costumam ler jornais, 34,5% não costumam ouvir rádio e só 11% não costumam ver os noticiários na TV. E mais: 21,6% dizem que eles ou seus parentes são beneficiados pelos programas assistenciais do governo federal, sendo que 18,6% pelo Bolsa Família.

A primeira importante conclusão do estudo é que os eleitores estão muito otimistas neste momento. Isto se conclui através das respostas a duas perguntas: em relação a seus pais vocês estão em melhor situação? Seus filhos estarão melhor do que vocês no futuro? Somando muito melhor com um pouco melhor, 74,8% disseram sim em relação aos pais e 71% em relação aos filhos. Números que não me lembro de ter visto em pesquisas em muitos anos.

Apenas 5,5% se autolocalizam nas classes altas; 54,9% se vêem como classe média, média e baixa; e 36,3% dizem pertencer à classe baixa ou trabalhadora.

Mas há 36,2% que não conseguem situar-se ideologicamente. Entre os que têm até o primeiro grau, este valor sobe para 45,2% e chega a 46,4% entre os de famílias que ganham até dois salários mínimos. Do total, 14,4% se dizem de esquerda (mas vai para 24,5% se somarmos os de centro-esquerda), 16,6% se dizem de centro e 17,2% se consideram de direita, sendo que se a eles somarmos os de centro-direita teremos um resultado de 22,7%.

Daqui em diante, vêm as informações mais relevantes. Uma delas diz que o eleitor brasileiro é basicamente conservador, não importa qual seja a sua referência ideológica. Aliás, somente uma faixa pequena dos entrevistados situa-se coerentemente sobre ideologias.

Mesmo os que responderam não fazem a menor conexão entre idéias e valores e ideologias.

Quando se pergunta sobre o que o eleitor considera bastante positivo, 75,2% respondem religião; 71,7%, trabalho; 71,2%, moral; 69,1%, nação; 67,5%, livre iniciativa; 62,6%, ordem, etc... As maiores rejeições são relativas à privatização, 27% acham positivo e 41,1% negativo, e ao MST, 18,9% e 50,7%, respectivamente.

Uma informação relevante: o eleitor não entende direito o que é distribuição de renda. Parece pensar que se trata de tirar dinheiro dele, pois 32,6% acham negativo. Corrijam, pois, a comunicação.

Todos ou quase todos são a favor do Bolsa Família: 75,5%. Neste outro bloco, seguem respostas de corte claramente conservador: contra casamento de pessoas do mesmo sexo, são 56,8%; contra a legalização da maconha, 80%; contra a legalização do aborto, 73,3%. Quanto à adoção de regime militar para menores detidos, 69,7% são a favor; 50,3% querem reestatizar a Vale do Rio Doce e 59,5% querem rever a CLT e reduzir os encargos das empresas.

Quando se cruzam estes dados com os que se dizem de esquerda (pura) e de direita (pura), as porcentagens não mudam muito. Contra casamento do mesmo sexo: esquerda, 54,9% e direita, 58,8%. Contra aborto: esquerda, 71% e direita, 79,8%. Regime militar para menores infratores: esquerda, 69,9% e direita, 69,4%. E por aí vai.

As notas dadas a Lula são quase iguais: esquerda, 6,4 e direita, 6,6. E seguem assim as notas para segurança (3,6 e 4,1), saúde (6,3 e 6,6), demonstrando que os que se dizem de direita são até mais generosos em relação a Lula. Da mesma forma, quando a pergunta é onde Lula foi melhor os resultados foram: programas para os pobres (33,5%) e economia (27,6%). No primeiro, os de esquerda são 39,1% e os de direita, 34,3%, enquanto no segundo, 30% e 24,1%. Onde Lula vai pior? Segurança, para 44,1% (esquerda 46,4% e direita 48,6%), e saúde, para 22,8% (21,4% esquerda e 20,3% direita).

Os que querem reduzir a idade penal são 24,3%, sendo 24,7% de esquerda e 22,9% de direita. Exército nas ruas é opção para 15,2%, sendo 16,2% de esquerda e 15,5% de direita. Na saúde, o que se quer é construir e reformar hospitais: 38,6%, com 37,2% entre os de esquerda e 42,9% de direita. Saúde da família, o carma dos sanitaristas de esquerda, é destacado por 12,2%, sendo que apenas 9,8% entre os de esquerda e 11,4% nos de direita.

Todos os partidos têm imagem negativa, que gira em torno de 40%. O curioso é que o PT é o que tem melhor imagem entre os de direita. O PMDB é percebido quase numa linha horizontal e o PSDB cresce em direção à direita. O DEM\/PFL não tem marca.

A conclusão final é que o eleitor brasileiro é CONSERVADOR, valores, importância do Estado... Nada tem de IDEOLÓGICO e neste momento está muito otimista.

Lula, com 38% das notas de 8 a 10, não está acomodado e pode ser corroído.

Seu governo, no mínimo, não mudou o eleitor brasileiro, que continua tão ou mais conservador que antes. Segurança e saúde são os pontos fracos do presidente e devem ser cada vez mais colados a ele pela oposição.

O PT e Lula, que não navegavam nas águas da direita, agora o fazem, provavelmente legitimados pelos de direita que estão sempre nos governos, ou por suas políticas — tão iguais às de antes.

Pelo que nos diz a pesquisa do DEM, 2008 pode ser a eleição do tanto faz.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fala Sílvio

Depois do sucesso do vídeo Fala Sônia, vem aí o Fala Sílvio!!!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Endividado para comer

É preocupante saber que os gastos com alimentação têm contribuído para aumentar o endividamento do consumidor. Foi o que apontou a pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Ao questionar o tipo de despesa que mais afetou as dívidas atuais 17% dos consumidores paulistanos atribuíram aos gastos com alimentação. Já vestuário (16%) e veículos (12%) foram outras despesas que comprometeram o orçamento. O índice de endividamento dos paulistanos voltou a subir em junho, para 62%. A situação tende a piorar com o preço do leite aumentando dia-a-dia porque além da entressafra os produtores estão preferindo exportar, e há previsão de alta para a farinha de trigo. Nesse ritmo o brasileiro terá que emprestar cada dia mais para comer.

 

Leite:o vilão da vez

Em período de estabilidade de preços é assustador ver quanto subiu o leite nas últimas semanas. Efeito do outono mais frio dos últimos anos, que queimou as pastagens, o reajuste médio foi em torno de 10%. A alta já reflete nos índices de inflação. Por mais que seja efeito da sazonalidade, tendo em vista que é um produto de consumo obrigatório nas famílias com crianças, principalmente, o governo deveria ter um sistema de estoque regulador  de leite em pó para evitar sustos e peso no bolso do consumidor. Afinal ,apenas está começando a  entressafra, quando as pastagens perdem nutrientes e as vacas, por conseqüência, produzem menos.

LIDAS E ANOTADAS NO ZÉ DO QUIABO
Mulher de malandro!!!!
LIDAS E ANOTADAS NO ZÉ DO QUIABO
Ministério de Logotipo novo!
LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

 
 
 

Investigação profunda fecharia CN, diz senador

Na tentativa de defender o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) colocou todos os colegas sob suspeita: "se for investigar todos os senadores a fundo, e levá-los ao Conselho de Ética, não sobra um. Tem que fechar o Congresso por dois anos", declarou o senador à rádio Band News. Aliado de primeira hora do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Gilvam Borges pode assumir a relatoria do caso, que se arrasta no Conselho de Ética desde a saída do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).  O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), aventou a possibilidade de uma relatoria tripartite, mas o senador amapaense já adiantou que aceita fazer o trabalho mesmo sozinho, caso seja necessário.
Relaxa e goza
 
 
 
 
 
 
 
Folha Online

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Lula tem segunda melhor avaliação desde 2005, diz CNT/Sensus

O índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela população é o segundo melhor desde 2005, aponta pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. De acordo com a pesquisa, 64% disseram aprovar o presidente. O resultado ficou estável em relação à pesquisa anterior, realizada em abril, quando 63,7% tiveram a mesma opinião. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

O índice de desaprovação também ficou estável: 29,8% contra 28,2% do levantamento anterior.

A avaliação do governo do presidente Lula também ficou estável. O governo Lula foi avaliado como positivo por 47,5% na pesquisa divulgada hoje. Na pesquisa anterior, 49,5% avaliaram o governo como positivo.

Para 36,5%, a avaliação do governo é regular, contra 34,3% da pesquisa anterior. Já os que consideram negativa, a avaliação é de 14%. Em abril, era 14,6%.

"O que mantém a popularidade do governo é o funcionamento da economia, os programas sociais e o carisma do presidente Lula", disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 18 a 22 de junho em 136 municípios de 24 Estados. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outros levantamentos

A última pesquisa Datafolha, de março, mostrava uma queda de 52% em dezembro para 48% no percentual de avaliação ótimo/bom do governo Lula.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 de março em 236 municípios do país e ouviu 5.700 pessoas. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Vavá

De acordo com a pesquisa, 70,7% consideram negativo o indiciamento de Vavá. Ele foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência e exploração de prestígio. No entanto, o Ministério Público Federal disse não ter encontrado elementos contra ele para oferecer denúncia à Justiça e encaminhou o caso para ser investigado para a Polícia Federal.

A pesquisa CNT/Sensus indicou que 71,1% dos entrevistados na pesquisa de junho afirmaram acreditar nas denúncias contra Vavá. Para 76,9%, o indiciamento de Vavá foi correto e adequado. No entanto, 67,1% responderam que o vazamento teve natureza política.

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados afirmaram acompanhar o caso Vavá, 36,1% disseram ter ouvido falar e 23% não escutaram nada sobre o assunto.

 
 
 
 
 
 
Editoria de Arte/G1
do G1, em São Paulo com agencias
 

CIA revela arquivos secretos de atuação abusiva dos anos 50 aos 70

Documentos mostram planos de usar a máfia para matar Fidel Castro.
São mais de 700 páginas de textos conhecidos como 'jóias da família'.
 
A CIA, Agência Central de Anteligência dos Estados Unidos, tornou públicos nesta terça-feira (26) dois arquivos de documentos secretos sobre a atuação da agência em relação às políticas soviética e chinesa e sobre a atividade interna, que detalham alguns dos piores abusos perpetrados pela própria agência entre as décadas de 1950 e 1970.

Em sua página na internet, a CIA permite que sejam lidas mais de 700 páginas de documentos conhecidos como "jóias da família", incluindo a descrição de como a agência de espionagem quis usar um suposto membro da máfia, Johnny Roselli, em uma tentativa de assassinato do presidente cubano Fidel Castro em 1960.

 

 

 

Clique aqui para ver o arquivo original, em inglês

Em entrevista publicada no “New York Times”, o analista de inteligência e ganhador do Prêmio Pulitzer James Bamford diz que a abertura dos arquivos não vai trazer grandes novidades além dos detalhes de informações já conhecidas. “Tudo isso já vem sendo amplamente investigado desde os anos 70”, disse.

Planos secretos

Os papéis relacionados a Fidel Castro descrevem os esforços da CIA para convencer Johnny Roselli, suposto mafioso, a ajudar planejar o assassinato do ditador cubano.

A CIA acreditava que Roselli fosse um membro de alto escalão do crime organizado e que controlava todas as máquinas de gelo na área de cassinos de Las Vegas.

Ele foi abordado por um intermediário, Robert Maheu, que achava que Roselli tinha ligações com cubanos no jogo. A história que seria contada a Roselli era que várias empresas internacionais vinham sofrendo fortes perdas financeiras em Cuba por causa de Fidel e que estariam dispostas a pagar 150 mil dólares por sua eliminação.

"Deveria ficar claro para Roselli que o governo dos Estados Unidos não estava, e não deveria estar, ciente da operação", disse o documento.

O plano acabou não se concretizando devido à desistência de um dos envolvidos.

Outra atividade revelada pelos documentos é o confinamento em uma cela especialmente construída, sem nada além de uma cama, de um desertor da KGB, Yuri Ivanovich Nosenko, entre agosto de 1965 e outubro de 1967.

Além disso, está listado o monitoramento de supostos dissidentes e a espionagem de dois jornalistas em Washington dos quais se suspeitava que poderiam estar divulgando informação secreta recebida de "uma série de fontes do governo e do Congresso", entre março e junho de 1963.

Segredos revelados

Esta série de textos foi escrita há 30 anos, quando o então diretor da CIA, James Schlesinger, pediu a seus funcionários em uma das cartas reveladas nesta terça-feira (26) -que lhe detalhassem "qualquer atividade que esteja ocorrendo, ou tenha ocorrido, que possa ser interpretada como fora da carta legislativa desta agência".

O diretor da CIA, o general Michael Hayden, adiantou na semana passada que sua agência revelaria os documentos que falam sobre suas atividades ilegais, ordenadas na época por Schlesinger.

As chamadas "jóias da família" oferecem uma visão de "tempos muito diferentes e uma agência muito diferente", explicou Hayden, ao reconhecer que quando o Governo oculta informações, as suposições costumam "encher o vazio (de informações)".

Segundo os Arquivos de Segurança Nacional, um centro de estudos da Universidade George Washington, trata-se da primeira "publicação voluntária de materiais polêmicos" da CIA desde que em 1998 seu então diretor, George Tenet, não cumpriu sua promessa de divulgar dados sobre as operações durante a Guerra Fria.

Até este momento, poucos documentos dos arquivos secretos da CIA, altamente censurados, foram revelados.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
'Dualib matou Matheus. E vai pagar'

Marlena jurou que só irá descansar quando derrubar
Alberto Dualib. A viúva de Vicente Matheus revela como foi
que o atual presidente corintiano teria traído o dirigente que acabou com o jejum de 23 anos do Corinthians.Graças a
Dualib, Matheus entrou em depressão. Ficou doente até morrer

A mágoa de Marlene com Dualib só não é maior do que a tristeza que sente com a falta de respeito com o túmulo do marido no cemitério da IV Parada no Tatuapé.

' Eu mandei fazer em mármore o rosto dele se fundindo com o distintivo do Corinthians. E ainda coloquei uma grande cruz de bronze. Mas as pessoas depredaram por três vezes. Não sei se para roubar ou estragar mesmo. É tudo muito triste. Que mundo é esse que vivemos?', pergunta Marlene, outra vez com lágrimas nos olhos.

A praça Vicente Matheus na Mooca também está abandonada. 'Paguei três vezes a reforma e três vezes estragaram a praça. Roubaram os distintivos dos clubes paulistas que mandei fazer. Sinto dor e vergonha', assume viúva.

Para Marlene voltar a sorrir, só a revelação que, depois de muitos anos prometendo, ela nem sabe quantos, vai lançar dentro de 50 dias o livro 'Matheus, Senhor Corinthians'.

'Eu ditei a biografia do Vicente para Patrícia Favalli. Será um ótimo livro. Terá o prefácio do ex-jogador Sócrates e a capa quem fez foi o publicitário Washington Olivetto. Ele custará apenas R$ 25,00. Quero que todo corintiano tenha acesso', diz .

A mansão onde Marlene viveu com Matheus está sendo esvaziada. Por um motivo nobre.

'Eu já decidi que no dia em que lançar o livro eu abrirei a nossa casa e ela será transformada na Instituição Vicente Matheus. Colocarei livros, estátuas, tudo relacionado ao Vicente e ao Corinthians', revela.

A ligação com Matheus é imensa. Católica fervorosa, ela diz que só sonhou uma vez com o marido.

'Ele me apareceu e segurava na minha mão e falava: 'você fica quietinha, hein Marlene? Quietinha?' Ele estava tentando me proteger das brigas no Corinthians. Mas não tenho medo.' Apesar de ser uma mulher de personalidade forte, admite que foi presidente do Corinthians apenas porque o estatuto não permitia que Matheus ficasse, por trás, mandando no clube.

Marlene está de mudança da sua mansão. Vai morar em um apartamento no bairro Anália Franco. Acompanhada do seu cocker spaniel Ricky Martin

 
 
 
 
 
 
Folha Online
Bin Laden pode ter retirado parentes dos EUA depois do 11/9

da France Presse, em Washington

Osama bin Laden, o líder da rede terrorista Al Qaeda, pode ter fretado o avião que levou membros de sua família e outros cidadãos sauditas para fora dos Estados Unidos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, segundo documentos da Polícia Federal americana (FBI) divulgados nesta quarta-feira.

Os documentos, obtidos através da lei sobre a liberdade da informação, foram divulgados pela Judicial Watch, uma organização com sede em Washington que investiga fatos de corrupção no governo.

Efe
Taleban diz que líder da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden (foto), está vivo
Taleban diz que líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden (foto), está vivo

Um dos documentos menciona o avião da Ryan Air 727 que decolou do aeroporto internacional de Los Angeles no dia 19 de setembro de 2001 e teria levado sauditas para fora dos Estados Unidos.

"O avião foi alugado pela família real da Arábia Saudita ou pelo próprio Osama bin Laden", diz o documento.

O vôo fez escalas em Orlando (Flórida), Washington e Boston (Massachusetts) antes de seguir para Paris, onde deixou seus passageiros.

Os documentos citam seis vôos nos quais teriam sido retirados, entre os dias 14 e 21 de setembro de 2001, personalidades sauditas e membros da família Bin Laden. "Incrivelmente, ninguém da família Bin Laden e nenhum saudita podia acrescentar qualquer elemento à investigação", ironizou Judicial Watch.

"Não há informação aqui. Bin Laden não fretou um vôo fora dos Estados Unidos", afirmou, por sua vez, o agente especial do FBI Richard Kolko. "Trata-se apenas de um título sensacionalista de Judicial Watch. Isso foi cuidadosamente apurado pelo FBI", acrescentou.

 
 
 
 
 
 
 
Eliana canta Vai tomar no c.. no teatro Folha.


Boa! Gostei de ver. Eliana liberou geral e cantou o Vai Tomar Noku no palco do Teatro Folha, no espetáculo Nunca se Sábado, que tem Laerte Sarrumor como idealizador. Momento glorioso. A apresentadora aderiu à culosofia de Cris Nicolotti!
 
 
 
 
 
 
 
Folha Online
Justiça obriga Prefeitura de SP a sinalizar área com rodízio de veículos

O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo concedeu no último dia 19 (terça-feira) uma liminar que obriga a prefeitura da capital a sinalizar as ruas atingidas pelo pelo rodízio de veículos. Prefeitura alega que seriam necessárias 10 mil placas e que trabalho levaria meses.

De acordo com a decisão da 10ª Vara da Fazenda Publica, a prefeitura terá 30 dias, a partir do recebimento da determinação, para providenciar a sinalização nas vias abrangidas pela restrição.

O TJ alega que a sinalização está prevista no Código Nacional de Trânsito e no Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Uma ação civil pública foi movida pela Associação Nacional de Trânsito.

Caso a decisão não seja cumprida, segundo o TJ, será aplicada multa de R$ 10 mil por dia.

O rodízio de veículos em São Paulo restringe a circulação no chamado centro expandido da cidade durante os horários de pico das 7h às 10h e das 17h às 20h, por dia da semana, de acordo com o fim da placa do carro.

Outro lado

Por meio de nota, a prefeitura informou que irá recorrer de liminar. De acordo com a nota, o atendimento à decisão obriga à instalação de, ao menos, 10 mil placas em 4.000 ruas do centro expandido, operação que demandaria alguns meses.

Conforme prevê a legislação, a prefeitura precisaria inclusive abrir licitação pública para a aquisição das placas. Tal operação exigiria investimentos estimados em cerca de R$ 50 milhões, de acordo com a nota.

A prefeitura esclarece que já existem placas de advertência sobre o rodízio em todos os pontos de chegada de rodovias e ressalta que o Ministério Público Estadual se manifestou contrário à concessão da liminar.

 
 
 
 

 

 

Folha Online

TSE analisa pedidos de cassação de quatro senadores e 25 deputados

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) analisa processos de cassação contra quatro senadores e 25 deputados federais eleitos em outubro de 2006. Os processos foram instaurados a pedido do Ministério Público Eleitoral ou de adversários políticos. Segundo levantamento feito pelo TSE, todos respondem a acusações por compra de votos, abuso de poder político e/ou econômico e uso indevido de meios de comunicação.

Além dos 29 parlamentares que têm diplomas questionados no TSE, existem pelo menos outras 19 ações contra deputados e duas contra senadores que estão em tramitação nos TRE's (tribunais regionais eleitoral).

Segundo o TSE, esses processos não incluem as ações de impugnação de mandato eletivo, que tramitam em segredo de Justiça e não puderam ser contabilizadas pelo TSE, pois os nomes dos parlamentares processadoas não podem ser revelados.

Além dos parlamentares, sete dos 27 governadores eleitos em outubro de 2006 tiveram os mandatos contestados por meio de ações em curso no TSE.

Processos

No levantamento feito pelo TSE, os senadores que respondem a processo são: Rosalba Ciarlini (DEM-RN); Cícero Lucena Filho (PSDB-PB); Expedito Júnior (PPS-RO); e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

Quanto aos deputados processados, nove são do Rio: Bernardo Ariston (PMDB), Silvio Lopes (PSDB), Andréia Zito (PSDB), Solange Almeida (PMDB), Geraldo Pudim (PMDB), Eduardo Cunha (PMDB), Rodrigo Maia (DEM), Hugo Leal (PSC) e Nelson Bornier (PMDB).

Outros sete parlamentares são de São Paulo: Paulo Pereira da Silva (PDT), Guilherme Campos (DEM), Walter Ihoshi (DEM), Devanir Ribeiro (PT), Valdemar Costa Neto (PR), Abelardo Camarinha (PSB) e Aline Corrêa (PP).

O levantamento indicou ainda dois casos de deputados do Rio Grande do Sul: Vilson Covatti (PP) e Pompeo de Mattos (PDT); e outros dois de Mato Grosso: Pedro Henry (PP) e Eliene Lima (PP).

Os demais deputados processados são: Carlos Melles (DEM-MG); Anselmo de Jesus (PT-RO); Laurez da Rocha Moreira (PSB-TO); Neudo Campos (PP-RR); Francisco Tenório (PMN-AL)

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Do Ex-Blog do Cesar Maia-por e-mail
 
ARGENTINA: ATÉ QUANDO?
                   
1]  A economia argentina cresce nos últimos anos, a uma taxa entre 7% e 9%. A
taxa de desemprego nos anos Kirchner caiu de 20% para 8,7%, abaixo da  do Brasil
que passa de 10%. A moratória da divida com reconhecimento apenas dos credores
que aceitaram um desconto de 75%, não abala as suas relações externas. O câmbio
de 3 pesos por dólar se descolou do real que deixou de ser paritário com o peso
para cair abaixo de 2 por dólar. Com isso aumentou o poder de compra do
brasileiro na Argentina, que se tornou barata e atrativa.  A taxa de
investimentos sobre o PIB alcança 23% uns 4 a 5 pontos maior que a do Brasil.
Para um PIB medido pela taxa de cambio de 220 bilhões de dólares as receitas
fiscais somam 52 bilhôes de dólares e as despesas incluindo o serviço da
dívida 47,5 bilhões aportando um superávit fiscal global, de 2% do PIB. As
exportações somam 47 bilhões de dólares e as importações 32, produzindo um
superávit de 15 bilhões ou 7% do PIB. Com isso as reservas em moeda estrangeira
chegam a quase 35 bilhões de dólares ou 15% do PIB. Se o poder de compra da
classe média se pode medir pelo automóvel que usa, o panorama de Buenos Aires é
muito pior do que o de SP, Rio ou Santiago do Chile.
                   
2] O prefeito eleito de Buenos Aires neste domingo, o empresário Mauricio Macri
de 48 anos, fundou um partido PRO -proposta republicana- e derrotou o candidato
de Kirchner,que entrou de cabeça na campanha. Kirchner tem amplo apoio da
população argentina, com exceção da capital onde sua aprovação é pouco maior que
30%. Com a importância relativa de Buenos Aires muito mais que SP se quisermos
comparar com o Brasil- no longo período de transição de seis meses a partir de
hoje  inevitavelmente presidente e prefeito com status de governador terão que
sentar e conversar.
                   
3] Macri acusa o governo de esquerda que sai de Buenos Aires de demagógico e
fiscalmente irresponsável. Criou um poder judiciário municipal inócuo, criou
(embora não tenha implantado ainda) comunas que são sub-prefeituras eleitas
pelo voto direto com máquina própria e mergulhou num empreguismo de
“companheiras e companheiros" que chega a dobrar o numero de servidores em
várias secretarias (que chamam de ministérios). Macri precisará de uma reforma
constitucional para cancelar estas medidas. Terá maioria para isso e terá que
fazê-lo no inicio do governo. Vai sentar com Kirchner e pedir gestão de parte da
policia e de parte do sistema de transportes. Se incluir a policia de
investigação, certamente não conseguirá. A segurança publica é regida por lei
nacional e não pela constituição.
                   
4] Macri diz que o apoio que o capital financeiro internacional vem prestando à
política econômica de Kirchner, se deve ao superávit fiscal, que segundo Macri é
uma questão fundamentalista para o sistema.  Não importa muito o cambio e nem
tanto a inflação, para eles, afirma.
                   
5] Macri sublinha que a inflação é maior do que a declarada e lembra que
Kirchner mexeu na metodologia do índice. Mas alerta que o mais grave é a rede de
subsídios que usa e que segura a inflação artificialmente e lhe dá popularidade.
Aí estão principalmente o subsidio ao transporte público (tarifa metade da de
equilíbrio) ao gás (já não há oferta suficiente para a demanda) e
combustíveis...etc... Sem estes subsídios e sem a mexida no índice, a inflação
estaria num patamar mais próximo dos 20%.
                   
6] Macri ironiza dizendo que Kirchner gosta mesmo é de trabalhar com uma equipe
que esteja abaixo de seu nível intelectual (se assim se pode chamar) - o que dá
um caráter medíocre ao ministério. Cita especialmente a ministra da economia,
que pouco sabe de sua pasta. 
                   
7] No final de outubro haverá eleição presidencial. Kirchner não tem oposição,
governa por decreto através de lei delegada até 2009. Diz que vai lançar sua
esposa para sua reeleição. Poucos acreditam. O único nome que teria condição de
enfrentá-lo seria Macri, mas este afirmou e gravou para TV e Radio tantas
vezes quantas lhe perguntaram na campanha, que não sairá da prefeitura.
                   
8] Agora é acompanhar, tanto o quadro político com este novo fato em Buenos
Aires, quanto o quadro econômico, se haverá fôlego para a estabilidade precária
argentina resistir a tantos golpes de populismo econômico.
LIDAS E ANOTADAS NO PEROLAS
 
 
 
 
 
 
 
Pérolas e Frases do dia......
 
 
Em todas as conversas que tive com Saito ele me assegurou que o sistema brasileiro é um dos mais modernos do mundo, um dos mais sofisticados do mundo. Não existe possibilidade de ficar passando terrorismo para a sociedade
Lula, no seu programa de radio, hoje pela manhã
 
Os equipamentos do sistema de controle aéreo brasileiro são falhos, ultrapassados e ineficientes para evitar colisões entre aeronaves.
Representante da Federação Internacional de controladores de tráfego aéreo (Ifatca), Christoph Gilgen, que passou uma semana em 2006 investigando o principal centro do comando de vôos do Brasil, o Cindacta-1, em Brasília  no Fantastico, reproduzido no Portal G1
Os irmãos Calheiros, junto com o ex-senador e governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), já amealharam mais de R$ 38 milhões do Orçamento da União desde o início do governo Lula, por meio de suas emendas parlamentares individuais. O índice de aproveitamento chega a 76%  quase o dobro da média dos demais parlamentares, de 42% e revela a dimensão do poder político do grupo liderado pelo presidente do Senado
Estado
LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO
 
 
 
 
 
 
 

Aleluia: Lula é incompetente e debochado

O deputado José Carlos Aleluia (Democratas-BA) criticou hoje, na Câmara, o fato de o governo Lula ter demorado nove meses para finalmente tomar alguma atitude em relação ao caos aéreo. "O petista pode alegar que no período estava com as energias concentradas na defesa de parceiros corruptos," diz Aleluia. O deputado afirmou que milhões de brasileiros são humilhados nos aeroportos e ainda pagam a conta de um presidente perdulário, incompetente e debochado. Para Aleluia, é de estarrecer que Lula use o programa de rádio, "Café com o presidente", para passar o recibo de estupidez. "Já não bastava os ministros Marta 'relaxar e gozar' Suplicy e Guido 'caos é sinal de prosperidade' Mantega demostrarem desprezo pelos brasileiros?", indaga o Demcoratas.

Marta: à beira de um ataque

A ministra Marta Suplicy (Turismo) anda transtornada: após o "relaxe e goze", brigou com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE). Foram cobrar dela uma postura mais pró-ativa no combate ao turismo sexual, como seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Marta reagiu: "Não vou ser ministra de um tema só, do turismo sexual. O Brasil tem mais o que se ver". Rosário não acreditou no que ouvia.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

 

 

 

Grupo de Renan critica Sibá e o chama de ‘traidor’

  Lula Marques/Folha
O consórcio governista acomodou Sibá Machado (PT-AC) na cadeira de presidente do Conselho de Ética do Senado com o propósito deliberado de proteger Renan Calheiros (PMDB-SP). Nos últimos dias, porém, o grupo fiel a Renan passou a observar Sibá com um pé atrás. Criticam-no de forma acerba. Em privado, chamam-no até de “traidor”.

Integrantes da tropa de choque de Renan decidiram procurar a líder do PT, Ideli Salvati (SC). Foi dela a idéia de confiar a Sibá a presidência do conselho, e por conseqüência, o comando do processo contra Renan. Pretende-se pedir a Ideli que “enquadre” Sibá.

Os aliados do presidente do Senado enxergam na movimentação do “traidor” um súbito viés anti-Renan. Acham, por exemplo, que Sibá não tinha nada que envolver a Polícia Federal na perícia dos papéis que Renan apresentou em sua defesa. Afirmam que o trabalho deveria ter sido realizado exclusivamente por técnicos do Senado.

Irritaram-se também com a resposta dada por Sibá a uma questão formulada por Demóstenes Torres (DEM-GO) na última reunião do Conselho de Ética. O generalato de Renan vinha tratando a investigação contra o seu comandante como mero procedimento preliminar. Para Demóstenes, Renan já é réu num processo por quebra de decoro parlamentar. Instado a elucidar a dúvida, Sibá deu razão a Demóstenes, que lhe deu os "parabéns".

A tropa de Renan suspeita, de resto, que Sibá foi à reunião do Conselho de Ética, na semana passada, já decidido a propor o aprofundamento das investigações contra o “aliado”. A desconfiança foi tonificada pelo fato de que, ao encaminhar a favor do adiamento, Sibá não o fez de improviso. Ele leu uma folha de papel redigida previamente. Um texto que os "aliados" desconheciam.

Critica-se Sibá também por conta de um grupo de trabalho que ele constituiu para definir os próximos passos da investigação. Um lugar-tenente de Renan no Conselho de Ética revelou ao blog que causou enorme estranheza o fato de Sibá ter agregado a esse grupo estratégico senadores que, em público, têm manifestado posições contrárias ao arquivamento do processo. Entre eles Demóstenes Torres.

Não é só: a tropa de Renan abespinhou-se com Sibá ao saber que o senador, suplente da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), ameaçara confiar a relatoria do processo não a um relator governista, mas a uma trinca de senadores, incluindo representantes da oposição.

O processo contra Renan já teve dois relatores. O primeiro, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), recomendou o arquivamento do caso, sem nenhum tipo de investigação, 48 horas depois de ter recebido a incumbência. Como a idéia não colou, Cafeteira pediu licença, alegando problemas de Saúde.

O segundo relator, Wellington Salgado (PMDB-MG), chegou a redigir um aditivo ao relatório de Cafeteira. Propunha, de novo, o arquivamento sumário do processo. Também não colou. E Salgado renunciou à relatoria menos de 24 horas depois de tê-la assumido. Busca-se agora o terceiro relator.

Renan e seus asseclas defendem a escolha de um nome amistoso. Menciona-se o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO). Sibá diz, para desassossego de seus críticos, que Raupp freqüenta o Conselho de Ética na condição de membro suplente. Só poderia virar relator se passasse a ocupar uma vaga de titular do conselho.

O blog tentou ouvir Sibá neste domingo (25). O repórter telefonou para a casa do senador, em Rio Branco (AC), três vezes. Em todas as tentativas, informou-se que o presidente do Conselho de Ética estava “ocupado”. Nesta segunda, Sibá deve anunciar sua decisão quanto à escolha do relator. Logo, logo o mundo político ficará sabendo se o senador foi ou não “enquadrado”.

Rejeitar raízes negras virou 'instituição' no Brasil, diz jornal
Capa do Miami Herald deste domingo
Artigo encerra série sobre afrodescentes na América Latina
 
De tão comum, a prática de negar as origens negras virou uma "instituição" no Brasil, observa uma matéria publicada no jornal Miami Herald neste domingo.

A extensa reportagem, que merece um quarto de página na capa do jornal americano, analisa a relação dos brasileiros com o conceito de raça e, em especial, com suas raízes africanas.

Em primeira pessoa, o enviado especial ao Rio de Janeiro, Leonard Pitts Jr., afroamericano, relata o que chamou de "sensação de cair em uma casa dos espelhos", na qual tudo é "igualzinho" aos Estados Unidos, "porém completamente diferente".

"No Brasil, uma nação de indígenas e descendentes de escravos negros, colonizadores europeus e imigrantes, um homem de pele escura que poderia ser automaticamente chamado de negro em qualquer outro lugar tem um vocabulário que lhe permite apagar sua origem africana. Ele pode se dizer moreno, mestiço ou pardo. Qualquer coisa, menos afrodescendente ou negro", atesta o repórter.

"Nisto, ele será como seus colegas nos Estados Unidos, onde negros também têm um extenso vocabulário para descrever variações de tom de pele. Mas nos Estados Unidos, não importa qual seja o seu tom de pele, sua raça não está em questão. Malcolm X era negro. Smokey Robinson é negro. T.D. Jakes é negro. Don Cheadle é negro."

O repórter toma emprestada a expressão utilizada por uma entrevistada para afirmar:

"Se os Estados Unidos são um país onde negros de pele mais clara às vezes tentam fingir que são brancos, bem, aqui neste país 'fingir é uma instituição nacional'."

Ações afirmativas

O artigo encerra uma série de reportagens especiais que o Miami Herald veio publicando, ao longo da semana, sobre a vida de afrodescendentes na América Latina.

O repórter notou que o Brasil vive cotidianamente discussões sobre ações afirmativas oficiais, como a criação de cotas para negros em entidades públicas, às quais se opõem muitos intelectuais, como uma antropóloga ouvida pelo jornalista.

"Respeito os princípios de seus argumentos  raça não existe e portanto não deveria ser reconhecida em lei. Mas isto levanta uma questão: como pode haver racismo sem raça?"

A matéria escuta personalidades ligadas ao ativismo por direitos dos negros. Ao final, Pitts aproveita uma conversa com a jornalista Miriam Leitão para traçar paralelos com seu próprio trabalho.

"Enquanto ela relata as respostas que recebe (de seus leitores a cada artigo que trata do tema), vejo-me rindo de identificação. Um leitor, por exemplo, acusou-a de 'criar um problema ao falar dele'."

"'Por sua causa', disse o leitor, 'um dia, seremos racistas'."

"Recebi exatamente o mesmo email. Muitas vezes", diz Pitts.

"É engraçado, só Deus sabe, mas também é enlouquecedor. Você se pergunta como pessoas inteligentes podem retorcer tanto a lógica. Como pessoas sabidas podem dizer coisas tão estúpidas."

Para o jornalista, "você começa a entender que a negação é mais forte que a lógica. América, a terra dos livres? Nem sempre, não tanto. Brasil, a terra onde raça não importa?"

"Ela (Miriam) é uma colunista de jornal que escreve sobre raça em um país a 6,5 mil km de distância. Mas ela também é um reflexo do espelho deformante."

BUEMBA BUEMBA,ZÉ SIMÃO NA FOLHA

NOTÍCIA PARA ALEGRAR SEU DIA!!!

 
 

Que zona! Chama o Stevie Wonder!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!

CPF agora quer dizer Cuidado Polícia Federal. E RG é Relaxa e Goza. E FAB é Ferrando A Bordo. Ou no caso da Marta: Favre A Bordo! Rarará!

E o ACM? O Painho! O ACM no hospital disse que sonhou com o Serra e o FHC. Então ele sonhou que tinha morrido e tava no inferno. Rarará!

E sabe qual é a semelhança entre o Clinton, o Calheiros e o Cebolinha? É que os três sofreram nas mãos duma Mônica.

E a Zona Aérea? Guerilha nas Estrelas! Tá tudo descontrolado. Prenderam um descontrolador de vôo. Já não tem muito e ainda prendem. Ele vai controlar vôo da cadeia? De celular? E diz que tem descontrolador gago e surdo. Já imaginou? CUCUCUidado. Vavavai bater. PÁ! O avião bate no primeiro morro. E surdo? Torre! Torre! TOOOOORRE! HEIM? Rarará.

Contrata logo um cego. O Stevie Wonder! Ou então o Bin Laden. Esse sabe controlar um vôo. E ainda é especialista em torre.

Mas o sinistro Mantega (vulgo Doriana Light) diz que o caos aéreo é o preço do sucesso econômico. No caso da Marta é o preço do sussexo. Rarará. E se caos aéreo for sinal de desenvolvimento, os aeroportos da China estariam todos fechados!

E sabe como o Calheiros convoca as testemunhas? Pelo berrante. BUUUUU! Só que ele não convoca, ele convaca! Rarará! E sabe como as vacas do Renan mugem? MUUUUU.... TRETA! Rarará!

E um amigo meu cruzou com a Dercy no aeroporto. Aí é Relaxa e Brocha! Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Ou como diz o outro: é mole, mas chacoalha pra ver o que acontece.

Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha 'Morte ao Tucanês'. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Manaus tem um inferninho chamado Lapada na Rachada!

Rarará. Parece Dias Gomes. Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!

E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Insuficiência renal': falta de provas contra o companheiro Renan. Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Nóis capota mais num breca!!!
LIDAS E ANOTADAS NO BLOG DA MARY

MOMENTO CULTURAL

Você sabe qual é a origem do símbolo arroba ? @

Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica : tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n") que nasalizada a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar.

O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo : o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês como at (a ou em).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências :

1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;

2- os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3 "assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba ( 15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe ( quintar), o quintal ( 58,75 kg ).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.

Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido " @" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim "Fulano@Provedor X"ficou significando "Fulano no provedor X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários paises europeus.

 Tutty Vasques
No mínimo, um rito de passagem

23.06.2007
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Não é a primeira redação que enterro. Pensando bem, comecei minha carreira no Jornalismo fechando a tampa do “Diário de Notícias” há tanto tempo, tanto tempo faz, salvo engano o funeral data da metade mais cinza dos anos 70. Não tinha, pois, idade para ficar triste, mas entendi o que aquilo significava quando tomei chá de cadeira no DP com gente que tinha 20, 30 anos de casa, a maioria gráficos, testemunhas dos grandes tempos de um jornal que conheci já no fundo do poço. O clima de velório na boca do caixa do dono da publicação não apagou do arquivo das minhas lembranças a alegria com a primeira matéria que assinei na vida. Foi lá, no “Diário de Notícias”, lembro disso até hoje com orgulho juvenil.

Devo ter o dom de farejar vida nos escombros. Olho para o que sobrou da velha e majestosa sede do “Jornal do Brasil”, nove andares em ruínas, flagrante de abandono da imprensa carioca na principal avenida de acesso ao Rio de Janeiro, e logo se sobrepõe ao meu profundo pesar as histórias de intenso prazer profissional e pessoal que passei naquele prédio. Vivi lá dentro 15 anos em três encarnações, uma em cada uma das últimas três décadas do século passado. Acho que pelo menos metade dos jornalistas que mais admiro hoje em dia eu conheci nos corredores daquele sexto andar, redação. Nunca trabalhei e me diverti tanto quanto lá. Penso muito mais nisso do que no sofrimento que foi acompanhar por dentro o penúltimo capítulo da decadência financeira e moral da grande imprensa mais criativa que o Rio de Janeiro já produziu. Como era gostoso meu JB! Que Deus o tenha, ainda que insepulto!

Dói muito menos no meu currículo o triste fim da redação do AOL (American On Line) no Brasil. Já não estava lá quando chegou a notícia da metástase que, em questão de meses, levou o portal ao estado terminal. Hoje, vejo como foi bom ter sido cortado na primeira cirurgia orçamentária, quando a doença começava a se alastrar pelas finanças da empresa. Assisti de longe a agonia dos amigos que ficaram para jogar a pá de cal.

Também não cheguei propriamente a enterrar “Bundas” (como diria meu amigo Agamenon Mendes Pedreira, “sem duplo sentido, por favor”), mas não posso negar: segurei, sim, naquela alça até quase a sepultura. Num momento de descuido do Ziraldo, saí de fininho - mais uma das inúmeras molecagens que aprontei com o melhor amigo do Zuenir. Nada pessoal! Pelo contrário, guardo dessa época o mais profundo respeito pelo caráter magnânimo do pai do "Menino Maluquinho". Vítima de minhas tentativas de fazer piadas – fui o primeiro a perceber, por exemplo, que Ziraldo estava ficando preto na mesma proporção que Michael Jackson embranquecia -, o cara virou dono de revista e me chamou para ser seu colunista. Fabuloso! É isso – e não o fracasso do projeto, a penúria dos proventos e algumas companhias meio esquisitas - que me ocorre contar sobre minha passagem por “Bundas”.

Sou da tribo dos que tentam não levar o mundo muito a sério. Sem vocação para amarguras, ou teríamos – eu e meia dúzia que assistimos de perto ao último suspiro do “No.” – sucumbido junto com o site. Caracas! Como eu aprendi a respeito do ser humano naqueles dias em que o troço foi desabando, desabando... Em dois anos, a primeira revista eletrônica brasileira sem base de papel nas bancas, sonho de uma turma cá pra nós já meio velha para se aventurar na imprensa alternativa, estava reduzida àquele grupo de jornalistas experientes reunidos tardes a fio em volta de uma cafeteira velha esquecida na redação-fantasma que ocupava meio andar do imponente prédio da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio. Rir pra não chorar – visto de hoje, foi uma experiência e tanto. Cascuda, mas instigante.

Tanto que saiu dali, daquela terra arrasada pela explosão da bolha da Internet, a semente do NoMínimo. Em junho de 2002, quando colocamos o site no ar de uma plataforma provisória instalada no sótão da minha casa, ninguém nos dava mais que um ano de vida. Nós mesmo, os editores, duvidamos por vezes emplacar o mês seguinte. Nos acostumamos a operar na incerteza, aprendemos a ser criativos na pobreza. Entre jornalistas, fotógrafos e colaboradores de toda sorte, abrimos espaço para quase 300 pessoas expressarem suas idéias, não importa o credo do autor. Somos uma turma aberta a forasteiros, avessa a panelas. Descobrimos que é possível trabalhar muito com intenso prazer, sem estresse. Entre nós cultivamos gentileza, amizade, bom humor e cumplicidade profissional. Curtimos nossas diferenças. Ninguém saiu daqui brigado, ninguém chegou aqui de pára-quedas.

De um ambiente de trabalho como este você jamais esquece: NoMínimo terá para sempre destaque entre as grandes paixões de minha vida. O fim, nesse caso, como nos outros que narrei acima, não é a morte. É hora de mudança. Este NoMínimo, do jeito que é agora, deixa de existir no próximo dia 30. Escrevo do dia 23, ainda temos conversas abertas com portais, patrocinadores e anunciantes, acreditamos em Deus de vez em quando... Um novo projeto pode germinar das gestões articuladas de nossa sala aos pés da santa cruz da Igreja da Glória, na mais fina companhia da VídeoFilmes e da revista “piauí”. O certo é que – melhor curtir logo este luto para se livrar dele – o NoMínimo, pelo menos com este nome e esta cara que aí está, será enterrado por contrato daqui a 7 dias, talvez até na véspera para não cair num sábado e estragar o fim de semana de ninguém.

Acho que vou sentir falta até do Abstrato, o mais cretino dos comentaristas – ô, raça! -, pra você ver como tenho mesmo uma impressionante capacidade de deletar o que de ruim existe nas coisas boas que vão ficando pra trás. Acredito que, com o tempo, minhas ex-mulheres vão virar parceiras perfeitas, tamanha facilidade tenho para esquecer as crises.

Chatos, muito chatos, são só estes momentos inevitáveis em que velamos uma bela história que se acaba. Só por isso espero nunca mais precisar acabar com um casamento ou enterrar uma redação.

Não se percam de mim!

PS: Só para que eu não fique no mercado com fama de papa-defunto de redação, trabalhei também no “Jornal dos Sports”, “Folha de S. Paulo”, “Época”, “Contigo”, “Criativa”, “Veja” e “Veja Rio”, colaborei com o “Estadão”, a “Playboy”, o "Lance!", um monte de redação sobreviveu bem à minha passagem. Tenho boas lembranças delas, também.
LIDAS E ANOTADAS NO PÉROLAS
Pérolas e Frases do dia......
 
Nem a educação está livre da impunidade. Um levantamento do TCU revelou que R$ 250 milhões foram desviados nos últimos quatro anos do fundo do MEC que financia a merenda escolar e os livros didáticos. Quase nada foi recuperado.
Globo
 
 
O senador Joaquim Roriz, do PMDB do Distrito Federal, tem um vasto currículo. Ele foi vereador, deputado, prefeito, ministro e governador do Distrito Federal por quatro vezes. Apesar de ter dedicado os últimos quarenta anos à política, o senador nunca abandonou os negócios, o que fez dele um milionário fazendeiro, famoso por seu protagonismo econômico nos principais leilões de gado do país. Roriz também é conhecido por acumular, além de riquezas, um prontuário de encrencas jurídicas e policiais. Agora, descobriu-se que o senador está envolvido em mais uma delas. Das grandes. Ele foi fisgado no curso de uma operação da Polícia Civil de Brasília que prendeu uma quadrilha que desviava recursos do BRB, o banco estatal do Distrito Federal. Na semana passada, VEJA teve acesso à gravação de diálogos em que um dos presos na operação, Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do banco e amigo do senador, aparece combinando com Roriz a entrega de 2,2 milhões de reais em dinheiro vivo ao senador.
Veja
 
Relatório reservado da Polícia Federal acusa o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de ter recebido R$ 400 mil de propina de Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama e acusado de chefiar uma quadrilha de desvios de dinheiro público. Em outros dois relatórios relacionados a fraudes da Gautama, a PF sustenta ainda que Zuleido pagou de propina mais R$ 320 mil e R$ 120 mil, respectivamente, aos deputados Paulo Magalhães (DEM-BA) e Maurício Quintella (PR-AL), informa 'O Globo' na edição deste sábado.
Globo
 
O bicheiro Plínio Batista, que até 2002 era um dos chefes do jogo em Alagoas, diz ter financiado a campanha eleitoral do senador Renan Calheiros em 1994, informa Expedito Filho. Conta ainda que fez empréstimos para a prefeitura de Murici (AL), controlada pela família do presidente do Senado. Para comprovar as operações, exibe cheques assinados pelo então prefeito Remi Calheiros, irmão de Renan. Hoje de relações rompidas com o senador, Batista afirma temer pela vida. Renan nega as acusações.
Estado
LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

Folha Online

Pesquisa do PSDB diz que Lula obteria 3ª mandato

  • Se pudesse concorrer, petista obteria 56% dos votos
  • 58% da população apoiaria fechamento do Congresso

  A photo on Flickr

Pesquisa nacional feita por encomenda do PSDB trouxe à tona um cenário confortável para Lula e adverso para o Congresso. Perguntou-se aos eleitores, por exemplo, se reelegeriam Lula para um terceiro mandato. A maioria (56%) respondeu “sim”. Inquiridos sobre a hipótese de fechamento do Legislativo, um percentual ainda maior (58%) declarou que apoiaria a idéia.

 

Foram ouvidas 3.500 pessoas em todo país. Responderam a um questionário de 65 perguntas. Conforme noticiado aqui no blog em março, foram elaboradas pelo sociólogo Antonio Lavareda e pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). A portas fechadas, a cúpula do tucanato digere os dados, mantidos, por ora, sob sigilo.

 

O repórter apurou algumas das tendências esboçadas na pesquisa do tucanato. Descobriu-se, por exemplo, que, a despeito de todas as encrencas em que se viu metido nos últimos anos, o PT é o partido mais bem avaliado pelos eleitores. Em segundo lugar, vem o PMDB. O PSDB ocupa a terceira colocação. As outras legendas ou são ignoradas ou têm ostentam avaliação negativa. Sob nova identidade, o ex-PFL, agora DEM, tornou-se uma legenda desconhecida do grosso do eleitorado.

 

A despeito da situação cômoda de Lula e dos dois maiores partidos do consórcio governista, descobriu-se que a maioria dos eleitores mais de 50% admite votar num presidenciável da oposição nas eleições de 2010. Esse naco da população rejeita, porém, o discurso da ruptura. Cobra continuidade e melhoria das condições atuais.

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Para evitar a precipitação de uma disputa interna que parece inevitável, o PSDB evitou embutir na pesquisa uma aferição da intenção de voto dos principais presidenciáveis da legenda. Perguntou-se apenas se o eleitor conhece as três principais estrelas do tucanato e qual a avaliação que faz de cada uma delas, se positiva ou negativa.

 

Constatou-se o seguinte: José Serra é, hoje, o tucano mais conhecido e mais bem avaliado pelo eleitor. Geraldo Alckmin vem a seguir. Aécio Neves é, entre os três grão-tucanos pesquisados, o mais desconhecido, sobretudo nas regiões Sul e Nordeste.

 

Fez-se também uma aferição do grau de aprovação e de desaprovação dos governos FHC e Lula. Realizou-se em seguida um cruzamento das duas taxas. FHC amealhou um índice de aprovação 12 pontos acima da taxa de desaprovação. Submetido à mesma contabilidade, Lula obteve uma taxa de aprovação que superou em mais de 20 pontos o percentual de desaprovação.

 

De acordo com o resultado da pesquisa, os programas sociais, em especial o Bolsa Família, são vistos pelo eleitor como o ponto alto do governo Lula. Os pesquisadores inquiriram os entrevistados acerca de programas como o vale gás e o Bolsa Escola que, criados sob FHC, foram unificados embaixo da logomarca do Bolsa Família. A maioria dos entrevistados (mais de 40%) atribui apenas a Lula tais iniciativas sociais. Só uma minoria (cerca de 25%) identifica o DNA tucano na gênese dos programas. Em muitos aspectos, a pesquisa do PSDB coincide com uma outra realizada pelo DEM e esmiuçada em artigo do prefeito do Rio, Cesar Maia.

 

Os pontos negativos da gestão Lula são a segurança pública, a corrupção e a área da saúde pública. Em relação à corrupção há, porém, uma atenuante. Pesquisas qualitativas coordenadas por Lavareda demonstraram que, embora identifique uma proliferação das malfeitorias, o eleitor também identifica no governo Lula um esforço no combate à corrupção.

 

Quanto à gestão FHC, os entrevistados apontaram como pontos positivos o Plano Real, a estabilidade econômica e, curiosamente, a gestão da área da saúde. Comprovou-se, de resto, um fantasma que persegue o tucanato: cerca de um terço do eleitorado desaprova a privatização de empresas estatais. A propósito, Lula, decerto munido de pesquisas, explorou esse calcanhar do PSDB à saciedade na última campanha presidencial.

Editoria de Arte/G1
Do G1, em São Paulo

CNBB se diz 'perplexa' com corrupção

 
Entidade católica divulgou nota cobrando apuração de denúncias.
CNBB defende realização de plebiscitos e referendos populares.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota nesta sexta-feira (22) em que se diz "perplexa" diante do momento político atual, referindo-se às denúncias de corrupção "em várias instâncias dos Três Poderes". A entidade não especificou a quais casos se refere.

A CNBB cobra a apuração das denúncias, punição dos responsáveis e defende a realização de referendos populares e plebiscitos. O texto faz apelos pela reforma do sistema político e destaca que as mudanças não devem se limitar à revisão do sistema eleitoral.

"É necessário aprimorar os mecanismos da democracia representativa e favorecer a democracia participativa (...) A experiência de participação popular na política é uma conquista e um patrimônio precioso da sociedade".

 

A entidade católica atribui a corrupção à "ambição desmedida de riqueza", "falta de consciência moral" e a "corporativismos históricos". E cita trecho da Bíblia. "A denúncia do profeta Isaías vale também hoje: "eles gostam de subornos, correm atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão e a causa da viúva nem chega até eles" (Is 1,23)", diz a nota.

Editoria de Arte/G1
Do G1, em São Paulo

Brasil é campeão em imposto na conta de luz

Por conta de contribuições 'escondidas', brasileiro paga 43,7% de tributos na conta.
A boa notícia é que Aneel começa a revisar para baixo o valor do serviço.

O Brasil é campeão mundial em uma categoria nada honrosa: cobrança de impostos e encargos na conta de luz. O consumidor pode não saber para onde vai o dinheiro, mas sente no bolso: do valor total da conta, 43,7% são encargos, tributos e impostos, afirma o Instituto Acende Brasil, com base em dados da consultoria Pricewaterhouse Coopers.

Ou seja: de cada R$ 100 na conta do consumidor, R$ 43,7 vão direto para os cofres públicos. O consumidor paga uma série de encargos que a fatura não mostra – alguns deles, segundo Cláudio Sales, presidente do Instituto, sem nenhuma necessidade.

Uma dessas contribuições vencidas pelo tempo é a Reserva Global de Reversão. Criada para cobrir gastos da União com indenizações caso uma concessão tivesse que ser revogada, o tributo hoje financia políticas públicas da Eletrobrás. "(O governo) não precisa mais dessa verba", defende Sales.

Outra taxa, a TFSEE, foi criada para cobrir os custos de funcionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entre outros encargos, também está embutida a Conta de Consumo de Combustível (CCC). Cobrada em todas as contas, a CCC foi instituída para subsidiar a energia consumida na Região Norte do país, onde o custo é mais alto por causa das usinas que funcionam a combustível fóssil, como carvão.

Esses e outros encargos se escondem no que, na conta, aparece como tarifa de consumo. Ou seja, no valor por killowatt-hora (KWh).

ICMS

Em cima de tudo isso, vem a maior mordida: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que no estado de São Paulo é de 25%. Como os encargos estão incluídos no consumo, o ICMS incide sobre eles. O imposto recai também sobre outros tributos esses expressos na conta: PIS/Pasep (que financia o seguro-desemprego e abono para quem recebe até dois salários mínimos) e Cofins (contribuição para a seguridade social).

Com isso, a incidência real do imposto é superior aos 25%. "O ICMS na verdade é de 33%", afirma Marcos Pó, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). "É uma cobrança muito exagerada".

Revisão tarifária

A boa notícia é que as contas de luz tendem a diminuir de valor. Isso porque, a cada cerca de quatro anos, a Aneel promove uma revisão tarifária no valor cobrado pelas distribuidoras de energia elétrica aos consumidores. Essa revisão, prevista nos contratos de concessão, é feita para repassar ao consumidor os ganhos de eficiência das empresas.

"A Aneel olha todas as despesas que a distribuidora tem, avalia a eficiência e determina um repasse para os consumidores. Nas regiões metropolitanas, onde não é preciso atender a área rural, o ganho de eficiência geralmente é maior", explica Marcos Pó.

O resultado é a redução no valor da conta. Em São Paulo, os consumidores residenciais poderão sentir essa queda já no próximo mês. A tarifa no estado pode ficar até 11% mais barata para as residências atendidas pela Eletropaulo, segundo cálculo da Aneel. Já os números da Eletropaulo sugerem queda menor, de 8%.

Ainda este ano, a Aneel fará a revisão de tarifária de outras cinco concessionárias. O segundo ciclo de revisão do órgão, que inclui todas as distribuidoras, só acaba em 2010.

Macaco também é gente

 

Uma dupla de chimpanzés causa polêmica ao reivindicar direitos humanos no tribunal. Será que todos os primatas devem ser iguais perante a lei?

por Lia Bock

BEIJO POLÊMICO
No filme O Planeta dos Macacos (1968), Charlton Heston deu o famoso “selinho” na “doutora” Zira

Hiasl e Rosi não resistem a um doce e adoram documentários sobre animais selvagens. Pela TV a cabo, eles acompanham as caçadas das hienas e as aventuras dos últimos gorilas das montanhas. São jovens, têm 26 anos e levam uma boa vida na Viena de Sigmund Freud – que provavelmente os acharia, no mínimo, instigantes. Hiasl e Rosi são chimpanzés. Recentemente, viraram celebridades mundiais. Tudo porque os dois – ou, pelo menos, seus representantes legais – reivindicam a equiparação de seus direitos aos dos “primos” humanos, com quem têm em comum quase 99% do código genético.

Os chimpanzés, enquanto espécie, estão ameaçados de extinção. No caso de Hiasl e Rosi, o que estava a perigo era a dolce vita. Eles vivem em um santuário – nome politicamente correto dado aos abrigos onde os animais vivem soltos. Mas cada um deles custava 5 mil euros (quase R$ 13 mil) por mês, o que contribuiu para levar o lugar à falência. Para manter o padrão de vida dos chimpanzés, Martin Balluch, presidente da Organização Austríaca para os Direitos dos Animais, e o advogado Eberhart Theuer, de um grupo chamado Associação contra a Criação Industrial de Animais, ingressaram na Justiça para obter uma espécie de tutor legal para os dois macacos.

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Não faltaram candidatos nem euros, mas na Áustria só pessoas podem ser contempladas com dinheiro alheio. Balluch, então, não se conteve: afirmou na Justiça que Hiasl e Rosi são pessoas. Estava armada a confusão. “Eles são pessoas e devem ter os direitos legais básicos”, afirma Balluch. “Direito à vida, direito a não ser torturados e a poder viver em liberdade sob certas condições.” Balluch não é uma voz solitária berrando na selva humana. “Os chimpanzés podem doar sangue a humanos e são seres sociais, com cultura própria”, diz Pedro Ynterian, presidente do Great Ape Project no Brasil. A organização luta há 14 anos pelo direito dos grandes primatas: um grupo composto de chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos. E reivindica a implantação do conceito de “comunidade de iguais”.

Hiasl e Rosi, os pivôs desta história, viveram traumas causados por humanos logo na primeira infância. Foram arrancados de seu bando em Serra Leoa – país mais conhecido pelas guerras civis e por contrabando de diamantes, que foi tema de Hollywood no filme Diamante de Sangue, estrelado por Leonardo DiCaprio. Em 1982, Hiasl e Rosi ainda eram bebês quando foram levados para a Áustria por contrabandistas. Seu destino era um laboratório de vivissecção – nome dado a experiências que envolvem abrir e operar animais vivos. Para sorte deles, foram intercepta-dos pela polícia e enviados ao santuário. Lá, ganharam nome humano e viveram razoavelmente felizes até a falência do local. Seus advogados querem impedir que sejam vendidos conquistando na Justiça o direito de angariar doações. Em 9 de maio, a juíza local rejeitou o pedido. Hiasl e Rosi recorreram. Enquanto a sentença não sai, a polêmica corre o mundo dos humanos.

 
 
 
ELES FORAM AOS TRIBUNAIS
Rosi, Hiasl e Suíça demonstram sentimentos. Isso lhes dá direitos como os dos homens?

No Brasil, há pelo menos um precedente favorável aos primatas. Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um “sujeito de direitos” pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros. Infelizmente, Suíça não pôde se beneficiar de seu novo status legal. Morreu de parada cardíaca antes da libertação, com apenas 18 anos (um chimpanzé pode viver até os 70). Na sentença, proferida depois da morte, o juiz escreveu que o direito “não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos”. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos de Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. “Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos”, afirma Santana. “Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna.”

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No Brasil, há pelo menos um precedente favorável aos primatas. Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um “sujeito de direitos” pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros. Infelizmente, Suíça não pôde se beneficiar de seu novo status legal. Morreu de parada cardíaca antes da libertação, com apenas 18 anos (um chimpanzé pode viver até os 70). Na sentença, proferida depois da morte, o juiz escreveu que o direito “não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos”. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos de Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. “Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos”, afirma Santana. “Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna.”

O que é do homem...
Os principais argumentos em jogo no debate sobre os “direitos humanos” dos macacos
A FAVOR CONTRA
Chimpanzés e bonobos têm 99% do DNA semelhante ao dos humanos. Gorilas e orangotangos, aproximadamente 97%
Chimpanzés e bonobos podem doar sangue a humanos e vice-versa
Os primatas vivem em sociedade e, como os humanos, precisam das relações interpessoais. Têm cultura própria, lembram do passado e planejam o futuro
Os animais têm sido usados de forma abusiva em laboratórios, zoológicos, circos e filmes
Ratos têm cerca de 90% do DNA semelhante ao dos humanos. Deveriam por isso ter 90% dos direitos?
Formigas e abelhas também tecem complexas organizações sociais e ninguém pensa em pedir habeas corpus para elas
O conceito de direito pode ser aplicado apenas àqueles capazes de se responsabilizar por seus atos
Ainda há um longo caminho para garantir os direitos dos humanos. É cedo para pensar em equiparar os primatas

O Vaticano e a Anistia internacional fizeram questão de marcar posição – não contra ou a favor dos chimpanzés, mas contra o debate. Compartilham da opinião de que, antes de pensar nos animais, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir os direitos dos humanos. Organizações como Greenpeace e a WWF, entre outras, preferiram não se manifestar. O pesquisador holandês Frans Waal, professor da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e um dos maiores especialistas em primatas do mundo, afirma que o conceito de direito pode ser aplicado apenas para “aqueles capazes de se responsabilizar por seus atos perante a sociedade”. Para o professor de Bioética Marco Segre, da Universidade de São Paulo, “a discussão é importante para superar uma visão cientificamente restrita”. Ele – como os defensores de Hiasl e Rosi – acredita que o homem precisa abandonar um olhar “umbigocêntrico”: ou seja, precisaríamos deixar de ver o mundo a partir do redondo umbigo do homo sapiens. Pelo menos uma vitória os macacos já tiveram: no início deste ano, as Ilhas Baleares espanholas deram status de “adulto dependente” a esses animais.

Fotos: Everett Collection/Keystock, Lilli Strauss/AP (2) e Agliberto Lima/AE

Editoria de Arte/G1
Do G1, em Brasília, com informações do DFTV

Empresa coloca nome de menino de 10 anos no SPC e na Serasa

Foto: G1
Menino de 10 anos está com o 'nome sujo': dívida de R$ 2,3 mil (Foto: Reprodução TV Globo)
A Brasil Telecom afirma que o menino tem uma dívida de R$ 2,3 mil.
O menino ficou surpreso com a cobrança e pede providência da empresa.

Uma intimação extra-oficial surpreendeu uma criança de 10 anos do Distrito Federal. A carta informou que o nome de Gabriel Vieira de Almeida está no SPC e na Serasa, empresa de monitoramento de crédito, e, também, que a empresa Brasil Telecom diz que fez várias tentativas de negociação. O menino estaria devendo mais de R$ 2,3 mil, de uma conta telefônica que ele nunca abriu. Na manhã desta sexta-feira (22), um fiscal e o diretor jurídico do Procon do Distrito Federal estiveram na sede da empresa para entregar uma notificação.


A mãe do menino, Alessandra Vieira, nem imaginava o que o filho iria encontrar ao abrir a caixa da correspondência. “Quando ele chegou e abriu a notificação, levou um susto. Era um papel de cobrança, dizendo que o nome dele já estava no SPC e na Serasa. Tudo por causa de uma conta que ele nunca tinha feito”, lembra.


De acordo com a empresa de telefonia, a conta foi aberta no nome de Gabriel, com o número do CPF dele. Ele teve que tirar o documento para poder receber, no banco, a pensão alimentícia paga pelo pai. “Quando recebi a carta, confesso que fiquei com medo. Como que uma criança pode receber uma intimação extra-oficial? Como foi que eles aceitaram isso? Eu só tenho 10 anos e eu peço ao responsável pela empresa, que está vendo a reportagem, que tire o meu nome daí imediatamente”, exige o garoto.


Caso inusitado

O Procon considerou o caso de Gabriel inusitado. “Trata-se de uma criança de 10 anos, ou seja, inimputável, que foi negativada. A Brasil Telecom deve responder uma falha nessa prestação de serviço”, ressalta o fiscal do Procon, Jarcy Budal.


O diretor jurídico do Procon, Marcos Coelho, explica a possível penalidade para a empresa: “se for o caso de aplicar penalidade, são as previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor. A mais provável de ser aplicada é a penalidade administrativa de multa, que pode variar de R$ 312 a R$ 3 milhões, dependendo da infração e do poder econômico da empresa”.


Para a Brasil Telecom não há irregularidade na cobrança porque foi aberta uma conta, que não foi paga, no nome de Gabriel. Mas, segundo a empresa, na documentação apresentada ele teria 30 anos. A prestadora já pediu que o nome do menino seja retirado da Serasa e do SPC e investiga para saber o que realmente aconteceu.

Editoria de Arte/G1
Do G1, em São Paulo, com agências

Presidente do Irã diz que consulta açougueiro sobre a economia

Foto: Reuters
O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad (Foto: Fars News/Reuters)
Não é a primeira vez que Ahmadinejad tenta popularizar sua política.
Ele já sugeriu que o Parlamento fosse comprar tomates nas ruas para entender o país.
 
Exibindo o apelo popular que se tornou marca registrada de sua Presidência, Mahmoud Ahmadinejad disse que acompanha o pulso da economia do Irã conversando com seu açougueiro.

"Temos comerciantes muitos trabalhadores no nosso bairro, de quem extraio importantes informações econômicas, pois eles vivem no meio do povo", afirmou Ahmadinejad, segundo a edição deste sábado do jornal iraniano Sharq.

"Por exemplo, há um honrado açougueiro... que está ciente de todos os problemas do povo, e eu recebo importantes informações econômicas dele", disse o presidente durante uma reunião com sindicalistas.

Outro jornal também publicou declarações semelhantes por parte do presidente.

Não é a primeira vez que Ahmadinejad cita os comerciantes de seu bairro quando fala sobre a economia do Irã.

Em janeiro, enfrentando críticas devido à inflação, ele disse ao Parlamento que os iranianos deveriam ir até seu bairro para comprar tomates, que estavam muito mais baratos ali do que os altos preços citados.

Ahmadinejad assumiu o poder em 2005, prometendo distribuir a riqueza proveniente do petróleo de forma mais justa.

Mas os economistas afirmam que suas políticas de baixar as taxas de juros e distribuir os enormes ganhos do Irã com o petróleo estão aumentando a inflação, que, segundo eles, afeta especialmente os mais pobres a quem o presidente diz estar ansioso em ajudar.

A inflação ultrapassou os 17% em fevereiro, quando o banco central divulgou pela última vez os dados do índice de preços ao consumidor.

 
Polêmica à vista
Proposta que cria 7 mil novas vagas de vereadores já está na pauta de votação da Câmara. Idéia encontra forte apoio entre os deputados federais

Lucas Ferraz


Enquanto os holofotes estão voltados para a reforma política, uma proposta de emenda constitucional que promete ser uma bomba vai se armando silenciosamente nos corredores da Câmara dos Deputados. É a chamada PEC dos Vereadores (333/2004), que aumenta em mais de 7,6 mil (quase 15%) o número de cadeiras das câmaras municipais de todo o Brasil. A medida é embalada com outra novidade: a redução dos recursos que as prefeituras devem repassar para os órgãos legislativos municipais.

A proposição é de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), já está na pauta da Casa, e pode ser votada na primeira quinzena de julho. Ela estabelece novas regras de cálculo para definir a quantidade de integrantes das câmaras de vereadores (
veja os detalhes). De acordo com a PEC, alguns municípios perderão vagas, já que o número mínimo de vereadores cairia dos nove atuais para sete. Mas, no cômputo geral, o total de vagas subirá, quase restabelecendo as mais de 8 mil cadeiras eliminadas em abril de 2004 pela Resolução 21.702 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Reformulada por um substitutivo apresentado pelo ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que não se reelegeu em 2006, a proposta em tramitação no Congresso permite que o novo cálculo de vagas entre em vigor imediatamente. Dessa maneira, poderia haver, antes mesmo das eleições do ano que vem, destituição de vereadores em municípios que perderão cadeiras e nomeação de suplentes naqueles cujas câmaras ganharão vagas.

Greenhalgh defende a correção do texto. “Isso tem que ser alterado para passar a valer nas eleições de 2008”, afirma. No mais, a proposta tem defensores em diversos partidos, conta com o numeroso lobby dos vereadores e tem grandes chances de ir a votação. Em encontro recente com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o deputado Mário Heringer (PDT-MG), presidente da Frente dos Vereadores, e Amaury Rodrigues dos Santos, presidente do Movimento de Defesa dos Vereadores (Modeve), obtiveram o compromisso de que a PEC irá a votação tão logo seja votada a reforma política.

Para que a PEC dos Vereadores possa valer já a partir das próximas eleições municipais, ela deverá ser aprovada  até setembro, na Câmara e no Senado, em dois turnos em cada Casa, com o voto favorável de pelo menos três quintos dos parlamentares – 308 deputados e 49 senadores.

Lobby atuante

O lobby em favor da PEC é ostensivo. O Modeve e a Frente dos Vereadores têm realizado diversas reuniões, organizado visitas dos vereadores – e suplentes de vereadores – a Brasília, e Mário Heringer chegou a criar em seu site pessoal uma página dedicada exclusivamente à mobilização em torno da aprovação da proposta (
confira). Na página, Heringer diz que todos saem ganhando com o novo cálculo:

“É bom para o vereador: cria regras claras para as próximas eleições; aumenta (com a distribuição proporcional) o número de vagas nas próximas eleições. É bom para o prefeito: aumenta os interlocutores no Legislativo – maior margem de negociações políticas; recebe mais informações a respeito das necessidades de sua cidade; aumenta verba para aplicar em obras (uma vez que diminui o repasse às câmaras municipais). É bom para o povo: aumenta seu poder de representatividade – quanto mais vereadores, mais agentes sociais, mais ouvidores políticos, mais interlocutores com o Legislativo, mais capacidade de ação política, mais participação no seu próprio destino, mais verba para atender aos seus pleitos.”
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O presidente da Modeve, Amaury Rodrigues dos Santos, que é vereador de Novo Gama (GO), completa: “Vai se fazer uma distribuição proporcional entre os municípios. Hoje, há municípios de 2 ou 3 mil habitantes com nove vereadores e municípios com 100 mil habitantes com apenas dez”.

Mesmo admitindo que o tema é polêmico, Pompeo de Mattos acredita que o Plenário aprovará a PEC, que já está pronta para votação desde o segundo semestre do ano passado. “Tem que regular o número de acordo com a lógica. Ou seja, população maior, maior número de vereadores; população menor, menor número de vereadores”, diz.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) é outro que manifesta simpatia pela proposta, apesar de reconhecer que há obstáculos a superar. O maior deles, na sua opinião, é a necessidade de impedir que haja mudanças na composição das câmaras municipais antes das eleições de 2008. “Temos que achar uma saída para essa questão. A proposta é boa, mas precisamos discuti-la”, sintetiza. O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), revela que sua bancada também é favorável à idéia, principalmente pelo fato de ela prever redução das despesas.

Mas a proposta também já possui opositores. É o caso do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), para quem a PEC é “complicada”: “Acredito que isso já foi resolvido pelo TSE. De qualquer forma, meu partido ainda não fechou questão, ainda estou aberto, mas a tendência é eu votar contra”.

O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), não acredita que a PEC dos Vereadores seja votada tão cedo. Na sua avaliação, a reforma política dominará a pauta da Casa ainda por um bom tempo. O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), tem a mesma sensação, mas acrescenta que é impossível fazer uma previsão.

Mudanças em discussão

O texto original da PEC fixa o número exato de vereadores que cada município terá, de acordo com a faixa populacional em que se encontra. O substitutivo de Greenhalgh, que tem prioridade na pauta de votação em relação à proposta de Pompeo de Mattos, define os limites máximos por faixa demográfica (
leia mais). Com isso, municípios com até 5 mil habitantes poderiam ter até nove representantes (e não o predeterminado número de sete, como no texto original). Nas duas versões, 55 é o número máximo de vereadores que as câmaras municipais poderão ter.

Com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), utilizando como parâmetros a PEC e seu substitutivo, fez projeções de quantas novas vagas seriam criadas em todo o país. De acordo com o instituto, o número de cadeiras criadas pelo substitutivo superaria o número de vagas do projeto original. Isso porque, apesar de ser estabelecido um teto, não há especificação de critérios dentro de cada faixa populacional. Ou seja, já que não há uma regra, nenhum município optará por ter menos cadeiras que o número máximo permitido.

Segundo as contas do Ibam, caso o substitutivo seja aprovado, todas as regiões do país terão aumento do número de vereadores:  723 cadeiras a mais (17,2%) na região Norte; 2.649 novas vagas (16,7%) no Sudeste; 2.603 novos vereadores (15,7% de acréscimo) no Nordeste. As regiões Sul e Centro-Oeste, pelos cálculos do Ibam, terão aumento abaixo da média nacional (14,7%), ampliando as vagas em 10,9%: 1.198 cadeiras a mais no Sul e 466 no Centro-Oeste. No total, seriam criadas 7.639 cadeiras. O Rio de Janeiro seria o estado com o maior crescimento relativo em relação ao panorama atual, aumentando o seu número de vereadores em 35,3%. A menor elevação ocorreria em Tocantins, 3,5%.

Ainda de acordo com as projeções do Ibam, mesmo que fosse mantido o projeto original (já descartado em favor do substitutivo), o aumento de vagas seria significativo: 5.159 novas cadeiras, com 591 vagas a mais (14%) na região Norte; 2.253 (13,6%) no Nordeste; 1.803 (11,4%) no Sudeste; 166 (3,9%) no Centro-Oeste; e 346 (3,1%) no Sul.

Atualmente, há 51.819 vereadores no Brasil. Esse número é menor do que as 60.287 vagas verificadas até 2004, quando o TSE cortou 8.468 cadeiras nas câmaras municipais após refazer os cálculos da distribuição das vagas de acordo com a população.

Apesar de a PEC dos Vereadores praticamente restabelecer o quadro anterior no que diz respeito ao número de cadeiras, os parlamentares argumentam que há uma diferença essencial na proposta: a possibilidade de reduzir gastos, algo que não foi tratado pela resolução do TSE. Por exemplo, uma câmara municipal que gastava R$ 100 mil por mês com 20 vereadores continua dispondo do mesmo valor atualmente, só que para bancar as despesas com 15 legisladores. O fato permitiu que em muitas cidades aumentassem significativamente os subsídios dos representantes municipais.

No texto da Constituição Federal em vigor, os municípios podem destinar no máximo 8% de sua receita para as câmaras. Com o substitutivo de Greenhalgh, esse percentual cai para 7,5%.

Pontos polêmicos

Duas grandes dúvidas persistem com relação à PEC 333/2004: como será feito o cálculo para a alteração do número de vereadores e quando as alterações passariam a vigorar.

Aprovada a proposta em tramitação, o número de cadeiras das câmaras municipais será determinado pelo TSE, por meio de complexas contas feitas com base na população de cada cidade. Somente depois disso, seria possível saber o número de vereadores de cada um dos mais de 5 mil municípios brasileiros.

O outro problema é a brecha, existente no substitutivo, que permite a vigência imediata do novo cálculo, mudando a presente composição das câmaras. Pompeo de Mattos diz, no entanto, que essa questão será facilmente contornada. Segundo ele, deverá ser apresentado um destaque, durante a votação, para que as mudanças só tenham validade a partir das eleições de 2008.

Um terceiro ponto polêmico é a redução das vagas em municípios menores. Se a PEC se transformar em norma constitucional, 1.363 cidades – que, de acordo o IBGE, tem até 5 mil habitantes – poderão perder até dois legisladores municipais. Como muitos vereadores acabam sendo cabos eleitorais dos deputados federais e senadores, é possível que o Congresso tente encontrar uma maneira de evitar essa diminuição.
 
 

 
Agora São Paulo
FABIOLA REIPERT
Zapping
 
Abertura de "Sete Pecados" é suspeita de plagiar vídeo de loja sueca; Globo nega

A Ikea, empresa sueca de móveis e decoração que atende Europa e EUA, produziu um vídeo premiado em que pessoas aparecem como se estivessem imobilizadas. A mesma idéia pode ser vista na abertura de "Sete Pecados", feita por Hans Donner, conhecido como o "mago do design". A Globo diz: "É uma técnica usada em larga escala, desde o filme 'Matrix'. Inspiração comum, tanto para a Ikea, quanto para nossa abertura". As imagens do vídeo e da abertura foram parar no You Tube.

Folha Online

Lula discute substituto de Renan para presidência do Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu nos últimos dias com aliados o cenário de queda de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Discretamente, Lula já se movimenta para, caso se concretize a queda, que seus aliados no Senado elejam um nome simpático ao governo, informa reportagem desta sexta-feira da Folha (só para assinantes).

Renan é acusado de usar o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o peemedebista tem uma filha.

O presidente do Senado resiste a se licenciar do cargo e chegou até a dizer que a palavra "renúncia" não existe em seu dicionário. Por isso, na tentativa de não hostilizar o peemedebista, um eventual sucessor deveria receber o seu aval.

A reportagem informa que um nome que surge como possível de receber a bênção de Renan é o do líder da bancada do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO). Nos bastidores, Gerson Camata (PMDB-ES) também é lembrado. O senador José Sarney (PMDB-AP) teria dito a aliados que não deseja o posto e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, também tem se colocado fora da discussão.

A Folha informa ainda que Lula teme que uma eventual queda leve à eleição de oposicionista ou de aliado não-confiável aos olhos do governo, como Pedro Simon (PMDB-RS).

Editoria de Arte/G1
Agência Estado 
 
Atraso ameaça prorrogação da CPMF
Relator deveria ter entregue relatório em maio, mas ainda não analisou proposta.
Proposta quer prorrogar cobrança da CMPF até 2011.
O governo começou a se preocupar com a possibilidade de haver atraso na votação da emenda constitucional que prorroga até dezembro de 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação de Recursos da União (DRU).

O relator das duas emendas na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Eduardo Cunha (PMDB buscar-RJ), deveria ter entregue o relatório em maio, mas ainda nem examinou a proposta do governo.

“Só vou começar a me deter no projeto na semana que vem. Por enquanto estou sem tempo, porque sou relator de outras propostas e estou envolvido com a CPI do Apagão Aéreo”, justificou-se Cunha. “Espero terminar o parecer até o fim do mês.”

Cogita-se que o atraso no relatório teria o efeito de pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nomear logo o ex-prefeito Luiz Paulo Conde presidente de Furnas.

CPMF e DRU, também chamados de “impostos da governabilidade”, acabam em dezembro deste ano. Como a CPMF é uma contribuição, diz a Constituição que tem de ser aprovada três meses antes para entrar em vigor.

Por isso, a luta do governo é para que Câmara e Senado votem a prorrogação até 30 de setembro, o que, em termos de tramitação de emenda constitucional, seria um recorde.

Como a demora de Cunha já preocupa o Planalto, o vice-líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT buscar-RS), disse que vai procurá-lo para pedir que seja rápido. “Vou conversar com o relator para ver se ele consegue abreviar os prazos”, afirmou Fontana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Editoria de Arte/G1
Do G1, em Brasília

José Alencar atribui crise aérea à falta de investimentos

Vice-presidente afirma que 'duplicidade de comando' afeta controle do tráfego aéreo.
E referendou opinião do ministro da Fazenda sobre crise e prosperidade.

O vice-presidente José Alencar citou nesta sexta-feira (22) três razões para a crise aérea: falta de investimentos em infra-estrutura aeroportuária, crescimento da economia e "duplicidade de comando" do controle do tráfego aéreo. Segundo ele, não são feitos os investimentos necessários na infra-estrutura aeroportuária.

"Há anos não são feitos os investimentos necessários à infra-estrutura do país. Fizemos muito pouco perto do que precisava ser feito", reconheceu o vice-presidente, após participar da cerimônia de posse do Conselho Nacional do Ministério Público.

José Alencar referendou a opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atribui a crise aérea à "prosperidade" do país.

"O crescimento da aviação comercial advém do crescimento da economia, mas não significa que precisamos sofrer problemas dessa natureza. O que o Mantega quis dizer é que esse fator também contribui", ponderou Alencar.

 "Duplicidade de comando"

Na opinião do vice-presidente, houve uma crise de comando após o motim dos controladores de vôo no dia 30 de março, quando o tráfego aéreo foi paralisado em todo o país.

"Aquele movimento teve a infelicidade de sofrer uma certa dubiedade de comando, uma certa duplicidade de comando. Em seguida, o presidente Lula lembrou que o comando era do comandante da Aeronáutica", disse Alencar.

E não se furtou a pedir a compreensão dos passageiros.

"Nós precisamos de compreensão e ajuda tendo em vista que esse é um problema de todos os brasileiros. O povo brasileiro é bom, pacato, ordeiro, trabalhador, admirável. É preciso que todas essas qualidades estejam postas no momento de dificuldade", afirmou.

Editoria de Arte/G1
RONEY DOMINGOS Do G1, em São Paulo

'ACM sonhou comigo e com FHC', diz Serra

Governador paulista visitou senador baiano nesta quinta no Incor, em SP.
Segundo ele, ACM está com 'boa aparência' e conversando 'normalmente'.
O governador José Serra (PSDB-SP) disse nesta quinta (21) que o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) está com "boa aparência", conversando "normalmente" e com quadro clínico estabilizado.

"Conversei bastante. Ele [ACM] até disse que, na noite passada, sonhou comigo e com [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso] a noite inteira", disse. Segundo Serra, ACM contou que o sonho "foi bom".

O governador de São Paulo chegou ao Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo, por volta das 18h desta quinta. ACM está internado desde o último dia 13 em razão de complicações cardíacas e renais.

Segundo a família, ACM está em um quarto equipado com aparelhos para monitoramento cardíaco. Ele recebe medicação endovenosa.

De acordo com o governador, a conversa com ACM foi exclusivamente sobre "amenidades". "[Eu] não ia puxar assunto de política. Falamos de amenidades", afirmou.

O senador baiano, segundo Serra, afirmou que gostaria de estar em Brasília e que está "louco" para voltar à capital federal. "Mas a médica disse que ele vai ter de permanecer aqui mais alguns dias", declarou.

Durante a conversa, ACM permaneceu deitado, de acordo com o governador. "Ele está animado, tanto quanto pode estar alguém que está na cama. Para alguém que é muito agitado, estar na cama sempre traz um desconforto, mas eu o achei muito bem", disse.

O neto de Antonio Carlos Magalhães, deputado federal ACM Neto (DEM-BA), esteve durante parte do dia no hospital e afirmou que conversaria com o médico David Uip, diretor-geral do Incor, para discutir a possibilidade de um boletim médico ainda nesta quinta.

Mas a assessoria de ACM informou no início da noite que foi orientada pelo próprio senador a não emitir nota sobre o estado de saúde dele.

Os boletins médicos do hospital estão suspensos, segundo familiares, a pedido do próprio ACM, que teria considerado a linguagem utilizada nos textos "muito complexa".

LIDAS E ANOTADAS NO PÉROLAS
Perolas e Frases do dia......
 
O engrandecimento do Brasil soará em todos os recantos da Terra, como o grito de uma criança ao nascer, prometendo um novo começo para o mundo
ROBERTO MANGABEIRA UNGER, secretário de Planejamento de Longo Prazo [Sealopra], durante seu discurso de posse no cargo, ontem na Folha.
De Lula para Lula
Todos se lembram que a palavra privatização foi decisiva na campanha presidencial. A palavra, não. O dogma. Em pleno 2006, o Brasil discutiu privatização com a paixão dos anos 80, quando Brizola ensinava ao seu rebanho que o que era do Estado era “nosso”, e o que era privado era “deles”.
Por uma dessas misturas mágicas de distração com ignorância, a privatização ressurgiu na disputa entre Lula e Alckmin não como idéia ou prática, mas como tabu. O discurso do PT chegou a associar a crise energética de 2001 à privatização do setor elétrico quando foram exatamente as geradoras de energia que permaneceram estatais. Enfim, valeu tudo.
O mais interessante é ver agora o que o governo Lula está fazendo com o Estado, ou seja, com o que “é nosso”.
A criação pelo presidente de mais de 600 novos cargos de confiança, e o reajuste de até 140% por ele concedido a essa categoria de servidor que abriga os afilhados políticos é uma forma muito peculiar de fortalecer o Estado.
Lula ampliou o número de ministérios, criou pérolas como aquela Secretaria da Pesca, enfim, deu o devido banho de loja na burocracia para multiplicar seus cabides. Principalmente, os cabides providenciais, que são os tais cargos de confiança. A qualquer momento eles podem tirar do sereno um aliado derrotado ou um amigo carente. Como se sabe, não há moeda política mais valiosa que o combate ao desemprego dos puxa-sacos.
O Brasil festeja o superávit primário recorde de abril. Foram 23,4 bilhões de reais economizados na contabilidade pública. Esse é o outdoor de uma economia cujo risco se reduz a cada dia no mercado internacional. Viva as aparências.
Olhando de perto, o perfil desse superávit tem, numa ponta, uma carga de impostos também recorde  e insustentável no momento em que a economia global se contrair.Na outra ponta, tem-se o gasto público crescente e descontrolado, sem qualquer preocupação com espirais explosivas como a Previdência e o inchaço da máquina.
Previdência é investimento social, consola o governo. Inchaço da máquina é fortalecimento do Estado. Poderiam dizer também que rasgar dinheiro é entretenimento popular.
No Brasil de hoje, tudo é festa. O irmão do presidente da República faz lobby descaradamente em nome dele, e nem é indiciado. Os fundos de pensão fazem estatais como o Banco do Brasil atuar ostensivamente em favor de interesses políticos e partidários, e ninguém liga. Um diretor do BB entra na guerra suja da compra de dossiê contra adversários do PT e a Justiça se cala. Não há dúvida, liberou geral.
A idéia da responsabilidade fiscal virou um panfleto, como qualquer outro desses que o PT imprime em série. A política de superávit, que Palocci teve que rebolar para contrariar o partido e manter, está montada em pés de barro. Da racionalização dos gastos públicos, da reforma do Estado, único caminho verdadeiro para a responsabilidade fiscal a longo prazo, não há nem sinal.
A equação é clara. O aumento de impostos serve a um governo perdulário, generoso com os apadrinhados, e mais especificamente ao partido do presidente, principal cliente dos cargos de confiança  cujos ocupantes são obrigados, inclusive, a descontar um percentual de seus ganhos em favor do partido.
Mas o que vale é o símbolo, a mística e a bonança econômica. Ninguém parece interessado em discutir agora essa herança maldita. Só quando ela for herdada. Mas aí será tarde demais.
 
Guilherme Fiuza no nominimo


                                          
Congonhas suspende vôos rumo ao Nordeste e a Belo Horizonte
Boletim da Infraero divulga que 22,7% dos vôos sofrem atrasos Dos 501 vôos, 114 decolaram com mais de uma hora do previsto. Aeroportos do Recife e Salvador registraram maior percentual.
Agência Estado/Ag. O Globo

LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

Aleluia: PT quer amordaçar a imprensa-18:51

Parlamentares e instituições não-governamentais retomaram o tema "amordaçamento da mídia" durante Encontro Nacional de Comunicação, em Brasília. Para o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), o "controle social" pretendido pelo presidente Lula e companheiros vem de longe, desde a frustrada expulsão de Larry Rohter, jornalista do New York Times, passando pela tentativa de criação do Conselho Federal de Jornalismo. "Se permitirmos que Lula controle a mídia, os novos Waldomiros, Dirceus, Delúbios, Gushikens, Valérios entrarão em restaurantes sem serem importunados", disse Aleluia.

Recondução de Antonio Souza surpreende

O presidente Lula decidiu reconduzir ao cargo o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, após sinalizar o contrário para seus principais auxiliares da área jurídica, como o ministro José Antônio Toffoli, da Advocacia Geral da União. A Mensagem já foi enviada ao Senado, a quem cabe sabatiná-lo e aprovar seu nome por maioria absoluta dos membros da Comissão de Constituição e Justiça.

Caos aéreo (de novo) é notícia mundial

Do russo Pravda aos principais jornais e TVs dos Estados Unidos e América Latina, o destaque hoje é o apagão aéreo, que deixa brasileiros e turistas estrangeiros, visitando o país, em longa agonia por um vôo. As notícias também a prisão dos líderes do sindicato dos controladores de vôo. O prejuízo para a imagem do Brasil no exterior é incalculável, com grave reflexo para o turismo. Mas, para a ministra do setor, Marta Suplicy, o importante é relaxar e gozar. Estão é gozando lá fora com a cara da gente.
Marta 'relaxa e goza' na FAB
Após sugerir que as vítimas do apagão aéreo "relaxem e gozem", a ministra Marta Suplicy (Turismo) ganhou um jatinho da FAB à disposição, 24 horas por dia. Ela alegou "razões de segurança" para evitar aeroportos e reações indignadas dos cidadãos. Como não há jatos suficientes para atender a todo o ministério, nestes dias de caos aéreo, a FAB tem sugerido aos colegas da ministra para pedir carona a ela, quando os destinos forem coincidentes.

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Nomenclatura

Nos aeroportos, passageiros já chamam controlador de "biruta", sanitário masculino de "W.P." (Waldir Pires) e o feminino "M.S." (Marta Suplicy).

Cuscuz marroquino

O Itamaraty ainda não explicou a desfeita do Rei do Marrocos, Muhammad IV, que à última hora fechou as portas do palácio ao presidente Lula

Mantega para relaxar

Para o ministro Guido Mantega (Fazenda), a culpa do caos aéreo é do "fluxo de passageiros". No popular: "mais gente viajando." Quem mandou Santos Dumont, um brasileiro, inventar o avião para brasileiros viajarem?

Zona de risco

Se tem controlador surdo e cego, como disse à revista UM o presidente da Federação de Controladores, Carlos Trifilio, imagine-se o diálogo entre os dois deles: "Vai ba...". "Hein?". "Ba-ba...". "Hein?". "Bateu, porra".

O lobby de Gabeira

O comportamento subitamente hostil do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) em relação a Renan Calheiros tem um autor intelectual: Fernando Gabeira (PV-RJ). Na terça (19), o deputado se trancou com Suplicy na Secretaria Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e exigiu com firmeza: "Ponha a mão na consciência!" Suplicy pediu calma, lembrando que "muitos têm rabo preso", numa evidente alusão a relações extraconjugais, e Gabeira apelou, referindo-se à forma como seu filho Supla o trata:
- Invoque o "Papito" que está dentro de você!
Só então Suplicy pareceu convencido a avançar no pescoço de Calheiros.

 

Receita do PT com o 'dízimo' sobe 545% em 4 anos

  • Em 2006, partido amealhou R$ 2,9 mi na máquina pública

Nunca na história desse país a ocupação da engrenagem governamental rendeu tantos dividendos às arcas de um partido. Vai abaixo reportagem de Fábio Zanini, veiculada na Folha (assinantes):

 

“O crescimento da máquina administrativa do governo, sua ocupação por petistas e a criação de novos cargos têm rendido bons frutos ao caixa do partido. Nos quatro primeiros anos do governo Lula, houve um salto de 545%, já descontada a inflação, na arrecadação do "dízimo" com filiados que ocupam cargos de confiança no Executivo e Legislativo.

O "dízimo" é um percentual do salário que cada um precisa recolher ao partido.


Só nesta semana, Lula anunciou duas medidas que aumentam novamente o gasto com servidores sem concurso: um reajuste salarial que chega a 140% em alguns casos e a criação de mais 600 cargos de confiança em vários ministérios. Já são mais de 2.000 cargos sem concurso criados pelo petista.

 

No ano passado, só com o "dízimo", o PT arrecadou R$ 2,88 milhões. Em 2002, último ano na oposição, foram R$ 446 mil, em valores atuais. Nos últimos anos, o partido se expandiu rápido, ganhando a Presidência, governos estaduais e ampliando a bancada no Congresso. Houve um crescimento geral da receita petista, de 204%, em termos reais. Bem menor que o salto na arrecadação com o "dízimo", portanto.

 

Como proporção da receita total do PT, a contribuição dos filiados subiu de 1,7% em 2002 para 8,6% em 2005. Em 2006 ela foi de 3,7%, mas foi um ano atípico: por causa da eleição presidencial, a receita total do partido foi muito inflada por uma enxurrada de doações para a campanha. A expectativa é que em 2007 a proporção volte a subir.
continua...

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
continuação
O PT vive uma situação financeira dramática, com uma dívida na praça de R$ 45 milhões. O aumento salarial dos cargos de confiança anunciado nesta semana dará um refresco: a receita anual com o "dízimo" deve crescer R$ 500 mil.

 

Segundo uma estimativa do partido, há 5.000 petistas em cargos no Executivo federal. Mas menos de mil pagam em dia o "dízimo". Por isso, o partido decidiu endurecer. Está fazendo uma "blitz" no país, proibindo inadimplentes de participar de eventos partidários.

 

"Estamos tendo bons resultados na inclusão de inadimplentes no sistema de contribuição do partido", disse Paulo Ferreira, tesoureiro do PT. O "dízimo" é uma marca registrada do PT, desde a fundação. O salário entra na conta do filiado e em seguida tem uma parcela, variando de 2% a 10%, "capturada" pelo partido, a partir de autorização bancária.

 

Partidos de oposição vêm acusando o governo de ter criado cargos para engordar a contribuição. O DEM ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal. Anteontem, o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia disse que as críticas eram "ridículas". "Eu dou o meu dinheiro para quem eu quiser."

 

Para Ferreira, a tentativa de fazer a relação "não se sustenta". "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O governo deu aumento para servidores essenciais, que tinham salário congelado havia anos." A arrecadação com a contribuição já foi até maior. Em 2004, era de R$ 3,65 milhões. Mas a queda desde então não significa recuo na presença de petistas. Deve-se meramente a uma questão contábil.

 

Na época, o percentual recolhido sobre o salário obedecia a uma tabela progressiva, com várias faixas atreladas ao valor do salário mínimo. Como o mínimo aumentava acima da inflação e os salários ficavam congelados, os servidores acabavam "caindo" de faixa, pagando menos "dízimo". Preocupado, o PT mudou o sistema em 2005.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

História testemunhada por uma mosca, no Alvorada

Lula trocava idéias com Marisa acerca do conteúdo dos jornais. Deu-se durante o café da manhã, no sossego do Alvorada. O presidente lia as notícias em voz alta. Súbito, segundo conta uma mosca que testemunhou a cena, Lula espantou-se:

 

- Ouça isto, Marisa. Tocaram fogo num avião.

- Quem?

- Os passageiros. Diz aqui que, irritados com os atrasos, eles tocaram fogo. Incendiaram um avião. Um avião inteiro.

- Poxa!

- Imagina o grau de enfezamento dessa gente. Antes, xingavam o pessoal da companhia aérea. Dessa vez queimaram um avião. Sabe lá o que é isso?

- Que horror! Nunca na história desse pa...

- Ô, Marisa, até você...

- Tô tentando te descontrair.

continua...

continuação

- Pensando bem... É a primeira vez que passageiros incendeiam um avião. Isso não é uma irritaçãozinha passageira. Por trás dessa revolta tem uma bronca maior. Temos de fazer alguma coisa. Liberar as verbas bloqueadas. Comprar equipamentos. Ajeitar a situação dos controladores. Fechar o ralo da Infraero. A gente não pode passar a impressão de que o governo não liga para os serviços essenciais a que o povo tem direito. 

- Calma, querido, o povo não anda de avião. Isso deve ser complô da elite.

- Será?

- Claro. Pobre viaja de ônibus. 

- Mas, Marisa, nós viajamos de avião.

- Avião presidencial não entra em fila.

- Tá certo, mas e depois de 2010?

- Até lá o brigadeiro Saito já deu um jeito nisso. Então, querido, relaxa e goza.

- Você acha?

- Tenho certeza. Me passa a tapioca.

- Mas e se eles queimarem dois aviões.

- Meu bem, você precisa conversar mais com a Marta. Chame a Marta. Passa o leite e pára de ler jornal.

PS.: Os aeroportos estão, de novo, imersos no caos. Lula cobrou providências. Por ora, a única medida visível é uma ordem de prisão. Para Guido Mantega não há caos, mas "prosperidade".

 

Guerreiro Menino
(Um homem também chora)

Gonzaga Jr
do disco "Palavra de Amor"

Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura

Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem refeitos

É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz

 
Editoria de Arte/G1
Da Agência  Estado 

Brasil tem dólares para pagar dívida externa

O valor da dívida será alcançado antes do fim deste mês.
A dívida externa de curto prazo não preocupa o governo.

As reservas internacionais brasileiras deram um salto de US$ 20,909 bilhões em apenas 35 dias e alcançaram a marca dos US$ 143,298 bilhões na terça-feira. Sustentada pela forte atuação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio, a elevação foi suficiente para deixar as reservas apenas US$ 4,507 bilhões abaixo de toda a dívida externa de médio e de longo prazos do Brasil. Em março, o valor dessa dívida estava em US$ 147,805 bilhões. Mantido o ritmo de compras, o valor dessa dívida será alcançado antes do fim deste mês.

Quando isso ocorrer, o país estará dando um passo para eliminar a vulnerabilidade de suas contas externas e aumentar as chances de receber o grau de investimento das agências de classificação de risco. Ficaria faltando cobrir apenas US$ 28,066 bilhões do passivo externo de curto prazo.

"A dívida externa de curto prazo não é fonte de preocupação, é uma modalidade de empréstimo externo que não costuma ser suspensa nem mesmo em momentos de crise", explicou uma fonte do governo.

Além de comprar dólares em mercado, o BC ainda fez no mesmo período de 35 dias intervenções no mercado futuro com a realização de quatro leilões de swap cambial reverso (em que paga aos bancos a variação do certificado de depósito interbancário e recebe a oscilação do câmbio). Essas operações alcançaram US$ 6,3 bilhões. Mesmo assim, não foram suficientes para evitar que a taxa de câmbio se valorizasse e o dólar ficasse cotado abaixo de R$ 2.

LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

Lula descumpre a Constituição

Entre as 27 ressalvas do Tribunal de Contas da União às contas do governo Lula em 2006, está o descumprimento de um preceito constitucional: pelo quarto ano consecutivo, não foram aplicados 30% dos recursos destinados ao ensino fundamental na erradicação do analfabetismo. O presidente Lula está sujeito a processo por crime de responsabilidade. Mas Lucas Furtado, procurador junto ao TCU, observa que "a diferença em 2006 foi pequena".

Goleada

Em 2006, o governo Lula aplicou R$ 16,1 bilhões em desenvolvimento e manutenção do ensino. O México investiu quase R$ 60 bilhões a mais.

Governista

Clodovil Hernandes (PTC-SP) mal voltou ao trabalho, mas já entrou na roda: atendeu ao apelo do governo e retirou seu apoio à CPI da Navalha.

Rebelião dos ricos

Os milionários com ilha, na região de Angra dos Reis, estão bravos com o governo Lula por causa dos novos valores das taxas de ocupação. Temem que daqui a pouco tenham de pagar também pelo estacionamento de iates.

Nacionalismo caro

A empresa Wintec ganhou licitação do Banco do Brasil para vender bobinas de papel de caixas eletrônicos. A proposta, de R$ 1 milhão/mês, foi possível porque o papel é importado, mais barato. Mas o BB exige papel nacional, só produzido pela Votorantin. Que custa por ano R$ 9 milhões a mais.
LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

 

Folha Online

Isolado, Renan ameaça Lula e os colegas de Senado

Lula Marques/Folha

Renan Calheiros (PMDB-AL) considera-se abandonado pelos aliados. Queixa-se de todos, inclusive de Lula e de seu próprio partido. Nas últimas 48 horas, passou a utilizar, entre quatro paredes, uma arma que destoa da frieza que exibe em suas aparições públicas: a ameaça. Disse claramente a um grupo de interlocutores que, se lhe der na telha, pode criar “uma crise institucional”. Declara-se inclusive disposto a prejudicar Lula e seu governo.

Num instante em que a hipótese de perda de mandato já não parece tão improvável, Renan diz, em privado, que, se cair, não irá ao chão sozinho. Afirma que arrastará consigo outros senadores. Chega mesmo a difundir, em timbre inamistoso, a informação de que não hesitará em revelar segredos de alcova dos colegas. Diz que sua privacidade foi invadida sem constrangimentos. E não se julga na obrigação de guardar as confidências alheias.

Na noite de terça-feira (19), dois senadores do PT tentaram convencer Renan a desistir de votar no Conselho de Ética o relatório que sugeria o arquivamento do processo contra ele. Embora informado acerca do risco de derrota, o presidente do Senado bateu o pé. Queria uma definição. Afirmou que, se o conselho não encerrasse o episódio, ele passaria a considerar a hipótese de provocar uma crise, envenenando o cotidiano do Legislativo.

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As pessoas que privam da intimidade de Renan acham que ele começou a exibir sinais de desespero. Oscila momentos de excitação a instantes de ira. Não raro, investe contra Lula. Renan considera-se credor do Planalto. Diz ter agido no Legislativo para preservar Lula na crise que se seguiu ao escândalo do mensalão, em 2005. E acha que, agora, no momento em que mais precisa de ajuda, o governo lavou as mãos.

Ao longo desta quarta-feira (20), Renan manteve o tom belicoso em seus diálogos reservados. Sentiu que o chão lhe fugira dos pés no instante em que foi informado, no meio da tarde, de que o senador Valter Pereira (PMDB-MS), que tinha como um aliado fervoroso, passara a defender não o arquivamento, mas o aprofundamento das investigações. Renan duvidou. Só deu o braço a torcer depois de certificar-se de que o companheiro de partido já havia até mesmo protocolado na mesa diretora do Conselho de Ética um voto alternativo ao de Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

Mais cedo, Renan tentara uma aproximação com os “amigos” da oposição, com quem mantém uma relação civilizada. Disseram-lhe, delicadamente, que era tarde. A abertura de uma investigação mais criteriosa se impunha. No PT, o distanciamento tornou-se tão patente que o presidente do Conselho de Ética, o antes apressado Sibá Machado (PT-AC), ecoando as vozes da maioria do plenário, pregou a conveniência de um novo adiamento do veredicto. Preferiu constituir uma comissão, para traçar os novos rumos da investigação -dessa vez sem pressa.

A comissão contituída por Sibá é pluripartidária. Integram-na, além do próprio Sibá, senadores como Sérgio Guerra (PSDB-PE), que passara o dia alardeando que o Senado não poderia dar as costas para o Brasil; e Demóstenes Torres (DEM-GO), um promotor licenciado que insiste desde o início para que o Conselho de Ética faça uma apuração com começo, meio e fim. Wellington Salgado, escalado na véspera para tentar salvar a pantomima sugerida no relatório de Cafeteira, renunciou à relatoria menos de 24 horas depois de ter assumido.

Súbito, Renan mandou dizer, por meio do amigo Romero Jucá (PMDB-RR), que deseja explicar-se pessoalmente ao Conselho de Ética, já nesta quinta-feira (21). Demóstenes redargüiu. Disse que a inquirição de Renan no conselho é um imperativo processual. Mas só deveria ser feita no final do processo. Não houve vozes destoantes. Era o sinal de que o grupo de Renan já não controlava o processo.

Resta agora saber se a promessa de retaliação é mero blefe de um senador em apuros ou se Renan Calheiros vai mesmo criar uma crise. À frente de uma campanha intitulada “Fora, Renan”, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) esteve nesta quarta com o senador José Sarney (PMDB-AP). Disse que iria iniciar uma guerra e que enxergava em Sarney um dos generais da tropa inimiga. Instou-o a pedir a Renan que renuncie. Seria, segundo disse, um modo de deixar a presidência do Senado antes que seja "escorraçado" do posto. 

Sarney disse a Gabeira que não se sente à vontade para levar semelhante proposta ao amigo. Disse, de resto, que confia na solidariedade dos colegas a Renan. Afirmou que o presidente do Senado enredou-se numa "questão que envolve mulher". E outros senadores já teriam passado pela mesma experiência. Haveria o que Sarney chamou de "solidariedade masculina". Gabeira insistiu: "Vai começar a guerra". E Sarney: "Sou isento do serviço militar, estou fora dessa guerra." 

 

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

"Vida de gado. Povo
marcado. Povo feliz."

As vacas de Renan dão
cria 24 h por dia.

"Haja capim e gente besta
em Murici e em Alagoas!

Mendonça Neto

Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas. Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do "seo" Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, Descobriria um atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia, derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso, sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros, o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos. Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o novo Renan. Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua espessa ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de vencedor. Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria, em tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em fausto e opulência. "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei."
continua...
continuação
Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível". Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!".

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho. E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política brasileira a tem? Quem neste Planalto, "centro das grandes picaretagens nacionais" atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu "pai velho", passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem? Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o "golpe do operário", no dizer de Brizola, e hoje "hospeda" no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos canalhas, "todos fazem isto", mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para "blinda-lo". E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a "sua carreira". Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o "chefe". É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: "quero absolver Renan". Que Corregedor! Que Senado!

Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura: 1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ. Você não declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale R$ 3.000.000.

Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000. Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja? Que herança moral você deixa para seus descendentes. Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?

Um vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho". É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!


Show
 
Admirável Gado Novo

Letra e Música - Zé Ramalho

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível,
Não voam, nem se pode flutuar
Êh, oô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!
FT: Brasil é 'leopardo do crescimento' encoleirado pelo Estado
 Lula
Para FT, contraste entre setores público e privado cresceu com Lula
 
O peso do lento Estado brasileiro, que consome 45% do Produto Interno Bruto do país, é uma das principais razões pelas quais o crescimento econômico brasileiro segue muito atrás de outros mercados emergentes, como China, Índia e Rússia, apesar de um setor privado altamente inovador, produtivo e competitivo, na avaliação de uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

A reportagem, que chama o Brasil em seu título de “Leopardo do crescimento”, provavelmente em alusão aos “tigres asiáticos”, é parte de um caderno especial de seis páginas totalmente dedicado ao Brasil.

O Financial Times diz que o contraste entre os “dois Brasis”, entre “o dinâmico setor privado e o estagnado setor público”, se fortaleceu desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder.

Para o jornal, “ao manter as políticas macroeconômicas liberais adotadas nos anos 1990 – meta de inflação, câmbio flutuante e superávits primários grandes o suficiente para abater a dívida – Lula da Silva vem governando em um período de estabilidade e avanços para os pobres sem precedentes”.

Porém, alerta a reportagem, “um sistema tributário complexo e pesado, um labirinto de burocracia regressiva, um custoso e injusto sistema de pensões para o setor público e leis trabalhistas extremamente rígidas prejudicam a eficiência econômica e restringem o crescimento a taxas muito abaixo daquelas necessárias para atender às necessidades sociais e melhorar uma infra-estrutura física deficiente”.

O jornal observa ainda que “Lula está relutante em iniciar uma reforma politicamente custosa, argumentando em novembro do ano passado que ‘o Brasil já fez todos os sacrifícios necessários’”.

‘Economia é o que importa’

Em outra reportagem do caderno especial, o Financial Times comenta que os recentes escândalos de corrupção tiveram pouco impacto político e diz que “esses eventos apenas demonstram o que todo mundo sabe: que em política, a economia é o que conta”.

Para o jornal, “a sobrevivência de Lula em uma série de escândalos de corrupção diz algo sobre os padrões baixos que os brasileiros esperam de seus políticos, mas mais sobre o duradouro poder da baixa inflação e dos programas de transferência de renda, ajudados pelo melhor ambiente econômico para o Brasil na história recente, para dar benefícios econômicos reais para os pobres”.

O caderno especial sobre o Brasil traz um total de dez reportagens, que incluem um texto sobre o bom momento vivido pela indústria cinematográfica brasileira, ilustrada com uma grande foto com cena do filme Cidade de Deus.

Outros textos incluem reportagens sobre crédito para o consumo e crédito para empresas, sobre o sucesso da Companhia Vale do Rio Doce, sobre os problemas enfrentados pelo setor agrícola, sobre o boom no setor de construção, sobre mercado de ações e sobre a situação do setor de telecomunicações após as privatizações dos anos 1990.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

Folha Online

Senadores governistas articulam julgamento secreto

A integração de uma pessoa a um grupo é sempre um processo de ajuste das individualidades. Se o grupo é brioso, o indivíduo pode até lapidar suas próprias qualidades. Se o grupo é abjeto, a aceitação do indivíduo pelo todo exige uma dose de degradação pessoal.

Nesta quarta-feira (20), a coluna de Mônica Bergamo, na Folha (assinantes), veicula uma informação curiosa. Diz o seguinte:

NERO: “O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem dito a seus colegas mais íntimos que pode cair atirando. Diz que pretende incentivar a abertura da célebre CPI das Empreiteiras, proposta há décadas pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). E tem citado, nas conversas, supostos casos extraconjugais de personagens que circulam em Brasília”.

Em português claro: Renan informa, nos subterrâneos, que o grosso dos senadores está igualado em abjeção. A culpa de um é compartilhada pelos demais. E a nenhum deles é dado apresentar-se como detentor de uma diferença heróica. Antes, cumpre assegurar a fidelidade ao grupo, por meio da cumplicidade.

O julgamento do processo em que Renan é acusado de quebrar o decoro parlamentar acomoda o Senado numa zona fronteiriça. Só há dois caminhos: a manutenção do pacto que impõe a todos o compartilhamento de culpas ou a sua ruptura, com identificação dos pecados e a prescrição do castigo ao impostor.

Divididos em duas categorias –os culpados inocentes e os inocentes culpados—, os senadores terão de informar à sociedade se o país dispõe de um Senado de verdade ou se o que há sob aquela cuia de concreto emborcada para baixo é uma irmandade desprezível.

Aos 44 minutos do segundo tempo, tenta-se uma manobra que não cheira bem. O Conselho de Ética do Senado, que deveria estar reunido desde as 13h30, adiou o início da sessão para as 17h. E alguns de seus membros articulam a realização de uma reunião secreta. Longe dos olhos da sociedade, a confraria pode conduzir com mais desenvoltura o seu ritual de emporcalhamento.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

Folha Online

Bloco PT-PSB é contra arquivamento do caso Renan

  Folha
Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Renato Casagrande (PSB-ES) e Augusto Botelho (PT-RR) desembarcaram da canoa de Renan Calheiros. Indicados para o Conselho de Ética do Senado pela líder do PT, Ideli Salvati (SC), os três decidiram, em reunião, que não vão votar a favor do relatório que pede o arquivamento do processo contra o presidente do Senado. Em vez disso, desejam a continuidade das investigações.

Em discurso que acaba de proferir da tribuna do Senado, Suplicy informou que a deliberação da trinca governista já foi inclusive comunicada à líder Ideli. “O laudo da Polícia Federal conduz à conclusão de que há indícios de graves faltas”, disse Suplicy, observado pelo próprio Renan Calheiros, que presidia a sessão. “Isto, obviamente, é algo que merece ser examinado no Conselho de Ética”.

Com isso, Renan Calheiros fica definitivamente em minoria no Conselho de Ética. PSDB, DEM e PDT, que já vinham defendendo a necessidade de aprofundar as investigações, detêm seis cadeiras no conselho. Com a adesão de Suplicy, Casagrande e Botelho, a tese da continuidade do processo é defendida agora por pelo menos nove dos 15 integrantes do foro em que Renan está sendo julgado.

“O processo não nos parece devidamente instruído, com dados capazes de esclarecer os fatos de modo a não restar qualquer dúvida”, acrescentou Suplicy. “É importante que haja aprofundamento das investigações. Todos os membros do conselho atuam como juízes. Para proferir a nossa decisão, precisamos conhecer os fatos que compõem o objeto do processo”.

Suplicy instou, uma vez mais, Renan Calheiros a comparecer à sessão do Conselho de Ética, já iniciada. O presidente do Senado não respondeu à conclamação do colega. No conselho, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), acaba de pedir o adiamento da decisão por pelo menos uma semana.

Agripino Maia (RN), líder do DEM, ecoando Virgílio, disse: "Nenhum de nós pode votar com nenhum tipo de dúvida. Nesse momento, não temos condições de votar nem para absolver nem para condenar." Defendeu a dilatação dos prazos para a investigação. Nesse momento, Suplicy repete no conselho o que dissera em plenário. Deu um passo adiante: disse que Renan deveria se licenciar do cargo até que todas as dúvidas sejam elucidadas. 


Folha Online
ACM é transferido para UTI do InCor-SP; família suspende divulgação de boletins

RENATA GIRALDI
Folha Online, em Brasília

O empresário Antonio Carlos Magalhães Júnior, filho mais velho do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), 79, confirmou nesta quarta-feira que seu pai foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do InCor-SP (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

O hospital, a pedido da família, suspendeu a divulgação de boletins médicos sobre o estado de saúde do senador.

Segundo ACM Júnior, o pai foi transferido para receber medicamentos que só são aplicados na unidade intensiva, procedimento que não pode ser realizado em um apartamento normal.

"O senador está bem, falando ao telefone e querendo saber tudo o que acontece", disse ACM Júnior, que acompanha o pai no hospital.

O empresário disse que as funções renais e cardiológicas do senador já se estabilizaram, assim como sua pressão. ACM Júnior também negou que seu pai tenha perdido a consciência em algum momento nas últimas 24 horas.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) visitou ACM no fim da tarde e disse que há muito boato em torno do estado de saúde do senador. "Não pude vê-lo porque ele estava repousando. Mas tive a informação que ele está consciente e tranqüilo", afirmou.

Segundo Aleluia, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) segue ainda hoje para São Paulo para acompanhar a família no hospital. Ele não foi antes porque queria participar discussão sobre a reforma política.

Cardiopata

O senador está internado desde a última quinta-feira para a realização de exames de rotina. A assessoria de ACM explicou hoje pela manhã que ele estava bem.

Desde março, quando o político ficou internado para se curar de uma pneumonia e de uma disfunção renal, ACM se submete a check-up de rotina uma vez por mês.

No final de maio, o parlamentar sentiu-se mal no Senado e chegou a cair no chão em frente ao seu gabinete. Na ocasião, ele foi submetido a uma série de exames no InCor.

Em abril, o senador foi internado no InCor com insuficiência cardíaca. Ele é cardiopata, portador de insuficiência cardíaca congestiva, em decorrência de um infarto, ocorrido em 1989.

Sarney manobra para livrar Renan
no Senado e enviar caso para STF


O senador José Sarney (PMDB-AP) está manobrando fortemente para que o caso envolvendo seu aliado Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa, saia do âmbito do Congresso e seja integralmente remetido para o STF (Supremo Tribunal Federal). Dessa forma, caberia aos ministros da mais alta Corte de Justiça do país fazer o julgamento –e não mais aos senadores. Assim, a temperatura da crise diminuiria. Renan não estaria automaticamente salvo, mas ganharia sobrevida.

 

Ontem, Sarney chegou a falar do assunto de maneira genérica. Hoje, já teve uma conversa com a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). A idéia é que na reunião do Conselho de Ética logo mais à tarde a proposta seja apresentada.

 

Se houver aceitação, o relatório preparado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) nem seria votado. Haveria apenas uma votação para remeter todo o processo para o STF.

 

O argumento de Sarney é o de que Renan está sendo acusado de cometer crimes –por exemplo, de ter recebido de dinheiro ilícito, uma vez que pairam suspeitas sobre se o presidente do Senado fez fortuna apenas vendendo gado. Nesse caso, pensa Sarney, o Senado estaria extrapolando suas atribuições de verificar se houve quebra de decoro. “Quem julga senadores por crimes eventualmente cometidos é o Supremo”, diz Sarney.

 

Trata-se, por óbvio, de uma argumentação com algumas fragilidades. Quando um crime é cometido também ocorre a quebra de decoro. Ideli Salvatti ouviu a proposta de Sarney. Sugeriu a ele que defenda publicamente essa tese no Conselho de Ética. O senador refugou. Se a estratégia for levada a cabo, a tarefa terá de ficar com o atual relator do caso, Wellington Salgado (PMDB-MG).

Folha Online
Perícia da PF encontra diferença de R$ 600 mil em documentos de Renan

RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apresentou ao Conselho de Ética da Casa notas fiscais com indícios de fraude, além de ter entregue documentos que apresentam, entre si, uma "diferença" de 511 cabeças de gado na venda declarada, cerca de R$ 600 mil, quase um terço do que Renan afirma ter ganho com atividades agropecuárias desde 2003.

As afirmações estão entre as principais conclusões da perícia feita pela Polícia Federal em cima da defesa apresentada por Renan ao Conselho de Ética.

As 20 páginas assinadas por três peritos da PF, entre eles o diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Clênio Guimarães Belluco, dizem que as notas fiscais de Renan contêm uma série de "inconsistências formais".

A principal delas é a ausência ou a duplicidade do Selo Fiscal de Autenticidade, instrumento destinado ao controle da emissão dos documentos fiscais. Em duas notas, não há o número do selo; em outra, o número se refere a uma segunda nota. Além disso, algumas notas fiscais estão sem data, apresentam campos rasurados ou têm emissão fora da ordem cronológica.

Esses pontos podem ser caracterizados como crime contra a ordem tributária, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão, mais multa.

Outra falha importante detectada pelos peritos nos papéis de Renan se referem às 100 GTAs (Guia de Trânsito Animal) que ele apresentou para tentar provar as vendas de gado, que teriam lhe rendido R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. A GTA é o documento usado para o trânsito de animais vivos.

A PF concluiu que "várias informações preenchidas nas guias são divergentes daquelas presentes nas notas fiscais", apesar de as datas dos dois documentos serem as mesmas. A PF diz não ter encontrado o vínculo presumido entre os dois documentos.

Em análise separada dois dois documentos (notas fiscais de um lado, GTAs de outro), a PF concluiu uma diferença de 511 cabeças de gado cuja comprovação da venda não foi feita por meio das GTAs. Isso representa cerca de R$ 600 mil, ou quase um terço dos supostos ganhos agropecuários de Renan.

Além disso, Renan apresenta fazendas de origem do gado nas notas fiscais que divergem das fazendas de origem apresentadas nas GTAs.

Por fim, também há divergência entre os compradores, quando os dois documentos são cruzados. "Grande parte dos destinatários do gado vendido, cujos nomes constam das GTAs, não coincide com aqueles informados nas notas fiscais de venda apresentadas", conclui a PF.

BUEMBA BUEMBA,ZÉ SIMÃO NA FOLHA

NOTÍCIA PARA ALEGRAR SEU DIA!!!

 
 

Buemba! O Calheiros virou bife!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! E a Liza Minnelli? O Brasil virou o cemitério dos elefantes! Ela veio fazer dueto com a Dercy?!

E o aviso antes do show da Liza: 'Favor desligar os celulares e os marca-passos'.
E eu vou fazer uma boa ação: ajudar a Liza Minnelli atravessar a rua. Rarará.

E diz que a novela do Paulo Coelho vai ser encurtada! Em 11 minutos? Ué, não é ele quem diz que uma transa dura 11 minutos? Por isso que ele se chama Coelho. O Mago da Rapidinha. O Mago precisa tomar Viagrão. Pois, como disse um amigo meu: 'Sem Viagra eu não levanto nem falso testemunho'. Rarará!

E avisa à ministra do Prazer Aéreo, Marta Suplício, que o povo tem dúvidas quanto ao 'relaxa e goza'. 'Ministra, minha mulher enjoa durante o vôo. Devo dar Dramin ou anticoncepcional?'

E um outro mandou perguntar se vôo com escalas provoca orgasmos múltiplos. E outro mandou avisar que gozar ele consegue, o duro é relaxar! E eu já disse que, se o meu vôo atrasar, vou relaxar e gozar na cortina do aeroporto! A FARRA DO BOI! E o frigorífico Calheiros?

Essa é a aventura carnal do Renan: começa com chifre e termina no açougue!

E sabe por que o Renan não quer mais pagar pensão? Porque a carne é fraca, mas o coxão é duro! Rarará! Linha de defesa do Renan: a carne é fraca, e o coxão é duro!

E adorei a charge do Pelicano com a mulher no açougue: 'Por favor, um quilo de Renan em forma de bife'.

E sabe qual é a churrascaria preferida do Renan? BABY BEEF! É mole? É mole, mas sobe! Ou como diz o outro: atrasa, mas sobe! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha 'Morte ao Tucanês'. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês.

É que em Mossoró, Rio Grande do Norte, tem um bar gay chamado Ofensiva Lilás.

Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção. Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Orgasmos múltiplos': companheiro que pega vôo com escalas. Rarará. O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã.

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Sabe por que o Renan não quer pagar pensão? Porque a carne é fraca, mas o coxão é duro!
Nóis capota mais num breca!!!
Folha Online
Governo Yeda quer suspender o orçamento participativo criado pelo PT

SIMONE IGLESIAS
da Agência Folha, em Porto Alegre

Símbolo da administração do PT no Rio Grande do Sul, a Consulta Popular programa criado em 1999 com o nome de Orçamento Participativo poderá ser suspensa pela governadora Yeda Crusius (PSDB).

Alegando falta de recursos para investimentos, a tucana avisou aos secretários e partidos aliados que não tem disponibilidade financeira para manter o sistema e que pretende suspendê-lo por, pelo menos, dois ou três anos, até que as contas atrasadas sejam pagas.

Desde janeiro, o governo gaúcho não investiu recursos próprios em obras, porque primeiro busca equilibrar as finanças e zerar o déficit, em torno de R$ 2 bilhões.

Do Orçamento-Geral do Estado para este ano, de R$ 20,7 bilhões, estão previstos R$ 303 milhões para demandas da Consulta Popular: R$ 173 milhões seriam destinados a novas obras definidas pela população e R$ 130 milhões serviriam para pagar contas atrasadas dos últimos três anos.

"Não se trata de questão partidária, porque a Consulta Popular é um patrimônio do Estado. Mas não temos dinheiro para pagar", disse o secretário de Relações Institucionais, Celso Bernardi (PP).

A disposição do governo, porém, esbarra no PMDB, que integra a base aliada e não quer a suspensão, e em setores organizados da população, como os Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento), habituados com o sistema.

"A sociedade gaúcha é madura e sabe que o governo enfrenta problemas financeiros, mas o mínimo de recursos deveria ser investido pela população, como acontece tradicionalmente", disse o deputado estadual Alberto Oliveira (PMDB), que foi chefe da Casa Civil do governo Germano Rigotto (2003-2006).

Ao assumir o governo, Rigotto manteve o sistema de participação popular criado por seu antecessor, o petista Olívio Dutra (1999-2002), ampliando-o e tornando lei em 2003. Com isso, para levar adiante a suspensão, o governo Yeda precisará da concordância da Assembléia Legislativa.

Pelo sistema, as prioridades de parte do Orçamento são definidas em reuniões na capital e no interior organizadas pelos Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento). Depois, esta lista é colocada no site do governo por um período determinado. Qualquer pessoa pode votar, apresentando o título de eleitor nos pontos de votação. As mais votadas devem ser realizadas pelo poder público --o que nem sempre acontece, gerando atrasos ou falta de pagamento.

O líder do PT na Assembléia, deputado Raul Pont, também criticou a intenção do governo. "O fim da Consulta Popular pela governadora Yeda mostra o novo jeito de decidir: em gabinete fechado, próprio de um governo tecnocrático, elitista e essencialmente neoliberal", afirmou.

Bernardi disse que o governo prefere suspender a Consulta até pagar todos os débitos, mas afirmou que em razão da pressão dos aliados e de setores da população, o governo poderá acabar optando por fixar um valor simbólico de investimentos para que o mecanismo não seja sepultado.

"A melhor opção é a suspensão para quitarmos todas as dívidas, mas uma alternativa pode ser a de fixar em cerca de R$ 30 milhões o valor destinado às prioridades escolhidas pela população", disse.

O governo se reúne amanhã para decidir qual será o destino da Consulta Popular.

No Estado, o sistema foi criado por Olívio sob o nome de Orçamento Participativo, em 1999. Quando Rigotto assumiu, passou a se chamar Consulta Popular.

O OP existe no Rio Grande do Sul desde 1989, quando Olívio foi eleito prefeito de Porto Alegre. Em todas as gestões do PT na capital, de 1989 a 2004, o sistema se manteve. Quando assumiu, em 2005, o prefeito José Fogaça (PPS) resolveu não acabar com o OP, mantendo até o mesmo nome criado pelo PT.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
Folha Online

PPS recorre ao STF contra ‘classificação indicativa’

O PPS protocolou nesta terça-feira (19) uma ação em que questiona a constitucionalidade da portaria do Ministério da Justiça que instituiu a classificação indicativa dos horários de programas nas emissoras de TV. O partido alega que a portaria instituiu no país a “censura prévia”, ferindo a Constituição.

O nome técnico do recurso do PPS “Ação Direta de Inconstitucionalidade”. Assinado pelo presidente do partido, Roberto Freire, o texto anota: “Sob o imponente e eufêmico nome de ‘classificação indicativa’, o Ministério da Justiça busca ressuscitar, por meio de um ato normativo, a vetusta e famigerada censura, abolida pela ordem constitucional de 1988.”

 

Para o PPS, a análise prévia da programação das emissoras de TV fere o direito constitucional que consagrou a liberdade de expressão. De resto, indica o desejo do governo de submeter o princípio da livre manifestação do pensamento a uma “visão policialesca” do Estado.

 

A classificação indicativa dos programas de TV foi atribuída ao Dejus (Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça). A repartição é chefiada por José Eduardo Elias Romão, 33. na última segunda-feira, em entrevista à Folha, ele disse que não há a intenção de transformar o órgão “em superego das famílias brasileiras.”  

 

“Em casos de inadequação”, disse ele, “o Ministério da Justiça classifica ou reclassifica o produto [programa televisivo], encaminha ao Ministério Público, que vai analisar sua procedência, e pode encaminhar ao Judiciário”. Explicou que as emissoras que descumprirem uma classificação do Dejus só sofrerão algum tipo de sanção se houver decisão judicial. “Nunca houve tanta liberdade”, afirmou.

 

Há duas semanas, em entrevista ao “Programa do Jô”, o ex-ministro da Justiça, Saulo Ramos, a exemplo do PPS, considerou a classificação indicativa como um cerceamento à liberdade de expressão. Disse que a medida não passaria pelo crivo do STF.

 

O julgamento da ação de Roberto Freire dirá se Saulo está certo ou não. O signatário do blog espera que o ex-ministro esteja com a razão. A classificação indicativa tem, de fato, cheiro e feições de censura. Alega-se que o objetivo é proteger as crianças. Ora, essa é uma atribuição indelegável dos pais. De resto, a TV, assim como o computador, não é um bicho-papão. Trata-se de mero eletrodoméstico. Cabe às famílias usá-lo da maneira que considerar mais adequada. O Estado deve seguir os ditames da sociedade, jamais o contrário.

NOTÍCIA PARA ALEGRAR SEU DIA!!!

Cultura inútil

Os americanos gastam mais com comida de cachorro que com comida de bebê.

As mulheres são as maiores compradoras de: cuecas e barbeadores elétricos.

As mulheres compram mais roupas masculinas que os homens.

15% das mulheres americanas mandam flores para si mesmas no dia dos namorados.

Os russos atendem ao telefone dizendo "Estou ouvindo"...

Quando você for ao Mc Donalds, preste atenção na maneira com que os atendentes colocam a comida na sua bandeja: o "M" estará sempre virado para o seu lado.

A maioria dos batons possuem, dentro de sua composição, escamas de peixe.

Surpreendido enqüanto roubava uma casa na cidade de Antuérpia, na Bélgica, um ladrão fugiu pela porta dos fundos, escalou uma parede de 3 metros, pulou para o outro lado e se viu dentro da prisão municipal.

Em 1980, um hospital de Los Angeles demitiu funcionários por apostarem em quando os pacientes iriam morrer.

Os CDs foram concebidos para comportar 72 minutos de música porque essa é a duração da Nona Sinfonia de Bethoven.

Um lápis inteiro conseguiria desenhar uma linha de 56 KM ou escrever aproximadamente 50 mil palavras.

Bater o carro a 100km/h é igual a cair do 8º andar de um prédio.

Cabem aproximadamente 70 gotas em uma colher de chá.

Um pacote com 1 milhão de reais só com notas de 1 pesa 1230 kilos.

A Microsoft gasta mais atendendo ligações de usuários com problemas que produzindo seus programas.

16% das mulheres nascem loiras. 33% das mulheres são loiras.

Antes de 1800, os sapatos para os pés direito e esquerdo eram iguais.

Astronautas não podem comer feijão antes de suas viagens, pois os gases podem danificar as roupas espaciais.

Cada rei no baralho representa um grande Rei ou Imperador da História: Espadas: Rei David (Israel) Paus: Alexandre Magno (Grécia) Copas: Carlos Magno (França) Ouros: Júlio César (Roma)

No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus"...o problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra "kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

De viver até os 100 anos no Brasil são de 1 em 10.000

Para fazer o desenho dos 101 dalmatas os desenhistas dos estúdios Disney fizeram 6469952 manchinhas e para isso gastaram 3028 litros de tinta preta.

A filha de Shakespeare era analfabeta

A Barbie já vendeu mais carros que a General Motors. Ela é também a boneca mais bem sucedida da história dos brinquedos. Alguns colecionadores possuem até 7000 bonecas.

Num espirro, o ar sai do nariz a uma velocidade de 160 km/h.

Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.

Seu cabelo cresce mais rápido à noite, e você perde em média 100 fios por dia.

Uma pessoa comum é, em média, um centímetro mais alta durante a noite.

O Sol libera mais energia em um segundo do que tudo que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.

Ratos não vomitam.

O Oceano Atlântico é mais salgado que o Pacífico.

O elefante é o único animal com quatro joelhos.

Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.

As girafas não se deitam para dar a luz. Ou seja, sua cria despenca de uma altura de dois metros e meio.

Durante uma partida, um jogador de futebol corre de 10 a 13 Km

A Coca-Cola era verde.

A American Airlines economizou US$ 40.000 em 1987 eliminando uma azeitona de cada salada servida na primeira classe.

O coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o sangue a uma altura de 9 metros.

Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que praticam
o sexo por prazer.

O músculo mais potente do corpo é a língua.

É impossível espirrar com os olhos abertos.

É impossível se suicidar parando a respiração.

O ORGASMO DE UM PORCO DURA 30 MINUTOS...

Nóis capota mais num breca!!!
                     Renan aprontou mais uma!
LIDAS E ANOTADAS NO TÁXI EM MOVIMENTO
LIDAS E ANOTADAS NO PEROLAS
 
Perolas e Frases do dia......
Arnaldo Jabor
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Há uma revolução dentro da corrupção
 
O destino do país é ser grande ’PMDB sem moral’

"Não! Não escreverei sobre a maré de horrores que Brasília nos envia, como um leite envenenado a cada dia!" - berro para mim mesmo como uma prima-dona gorda e cheia de varizes, como um canastrão de melodrama. "Não, não mencionarei a cara do Cafeteira falando ao telefone com a esposa, adiando o Conselho de Ética como a nova estratégia soprada pela dupla Renan/Sarney!" - juro de novo. "Não falarei das fazendas imaginárias liderando a farsa de Jucá/Sibá, não falarei dos açougues-fantasmas, dos cheques podres, dos recibos-laranjas, dos analfabetos desdentados e das velhas damas indignas dos matadouros de Maceió, não escreverei negativamente sobre tudo isso, não!"

É isso aí. Penso que é preciso ter ânimo! Não fraquejarei, apesar de me rondar a cava depressão ao ver que as tramóias e as patranhas de hoje são relaxadas, desmazeladas, sem mais receio algum da opinião publica. Agora, não há mais respeito não digo pela verdade; mas não há respeito nem mesmo pela mentira. Está em andamento uma clara "revolução dentro da corrupção", um "golpe marrom" sendo fabricado em Brasília, tudo na cara da população com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como inevitável.

Com a morte do petismo romântico, com o derretimento do PSDB, o destino do país vai ser a ideologia escusa, sem moral, do peemedebismo que o lulismo favorece. Os sinais estão no ar. Nosso destino histórico é a maçaroca informe do PMDB. O objetivo dessa mixórdia é nos fazer descrentes de qualquer decência.

Mas não! Oh, Senhor! Não escreverei este artigo com um vezo negativo, tisnado de pessimismo! Não! O que acontece diante de nós não é totalmente ruim... Precisamos ver o que há de bom nessa bosta toda! Pensamentos positivos, amigo leitor! Avante, povo! Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos.

O país progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está sujamente clara, em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas, tão fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. Que ostentações de pureza, angelitude, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a bilontragem nas cumbucas, nos esgotos da alma... Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, casas com piscinas em forma de vaginas, mandingas, despachos, as galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantela e as barrigas murmurantes, as diarréias secretas, as flatulências fétidas no Senado, diante das evidências de crime, os arrotos nervosos, os vômitos, tudo compondo o grande painel barroco da nacionalidade.
continua...
 
continuação
E, no meio dessa imundície, esplende o sereno fulgor de Mônica Veloso, nossa bela Lewinsky, a gestante e amante, a Vênus onde a nacionalidade se espelha, de onde emanam as pensões em dinheiro vivo, o zelo do lobista, os halls de hotel, os passinhos servis na entrega dos envelopes, o rosto deprimido da esposa oficial no plenário, tudo mesclado num sarapatel: o amor, o sexo, as empreiteiras, o público e o privado... Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!

Céus, por isso é que sou otimista! É também nossa diplomação na cultura da sacanagem.

Já sabemos que a corrupção no país não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas.

Aprendemos a mecânica da escrotidão: a técnica de roubar o Estado para fazer pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, gonorréias e orgasmos entre empreiteiras e políticos. Já sabemos que não há solução. Querem nos acostumar a isso, mas, pode ser, (oh Deus!) que isso também seja bom: perder o auto-engano, a fé. Vamos descobrindo que temos de partir da insânia e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.

Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, haverá canalhas, enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse código penal, com esta estrutura judiciária, nunca haverá progresso. Já sabemos que, enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver.

Já sabemos que mais de cinco bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta as CPIs punindo meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.

Descobrimos que a mentira é a regra geral que mantém as instituições em funcionamento.

Os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de "nuncas", de "jamais", de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha a ré! Os canalhas são a base da nacionalidade!

Hoje, aposto, o Renan deve ser absolvido... (eu vos escrevo do passado...) É bom mesmo. A esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno.

Pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!
 
Arnaldo Jabor no Globo/Estado
LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

Cristovam: indignação do povo vai virar revolta

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou, há pouco no Plenário, que "o Congresso Nacional não está sintonizado com os sentimentos, vontades e necessidades do povo brasileiro". Ele disse que falta muito pouco para que a indignação do povo se "transforme em revolta". O senador acredita que o Poder Legislativo está perdendo forças, pois o país é atualmente "governado por medidas provisórias e liminares judiciais". Sobre as denúncias contra o presidente do Senado. Renan Calheiros (PMDB-AL), Cristovam disse que a opinião pública acha que os senadores estão protegendo Renan. Para Cristovam, o Conselho de Ética deve apurar as denúncias contra o presidente da Casa e os senadores devem deixar claro para a população que estão apurando o caso "como se deve".

Queixa

Lula anda reclamando do ministro Tarso Genro (Justiça). Segundo seus confidentes, acha que ele poderia ter evitado um vexame chamado Vavá.

O elo entre Lula e Servo

Um empresário do Paraná, Valter Sâmara, apresentou em abril de 2002 o presidente Lula a Nilton Cezar Servo, apontado pela Polícia Federal como chefe da máfia dos caça-níqueis. Notário em Ponta Grossa (PR), Sâmara disse que hospedou Lula várias vezes em sua casa. Segundo Silvia Pfeiffer, fornecedora de serviços, ele sugeriu a ela procurar Mônica, secretária de Lula, para tratar de qualquer coisa na Infraero, em troca de 10% para o PT.
Calcinha e sutiã entopem rede de esgoto na Inglaterra
O sutiã responsável pelo estouro do cano
O prejuízo causado pelas peças íntimas passa de US$ 30 mil
Um sutiã e uma calcinha foram responsabilizados por uma inundação e o desabamento de uma rua em uma cidade do norte da Inglaterra, depois que alguém as jogou na privada e deu a descarga.

A companhia de saneamento que atende a cidade de Middleton-St-George, Northumbrian Water, disse que as peças entupiram um cano. Chuva pesada e um acúmulo de gordura teriam agravado o problema, contribuindo para o estouro do duto e o desabamento.

A rua ficará fechada por dias, e a companhia calcula que o conserto vai custar mais de US$ 30 mil.

A Northumbrian Water pediu aos moradores que reflitam com cuidado sobre o que vão jogar no vaso.

"Se a roupa íntima não tivesse sido levada embora com a descarga, isto não teria acontecido. Foi um ato muito irresponsável", disse um porta-voz da companhia.

Itens ensacados

"Quando escavamos o local para inspecionar o dano, descobrimos que um sutiã e a calcinha haviam bloqueado o cano. Fomos forçados a consertar dois metros de cano, e um trecho de dez metros da rua foi afetado."

"Esses canos não foram projetados para carregar sutiãs e calcinhas", acrescentou a porta-voz.

Ela disse que era impossível saber quem era a dona, ou as donas, das peças.

"Infelizmente, ninguém quer nem mesmo tocar nos itens infratores. Eles vão permanecer ensacados por um tempo e depois serão descartados de maneira apropriada."

Emprego cresce mais no Brasil do que em países ricos, diz OCDE
Trabalhador em fábrica
Os BRIC geraram cinco vezes mais empregos que países da OCDE
 
Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRIC, geraram mais de 22 milhões de novos empregos por ano, em média, entre 2000 e 2005, segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o grupo das 30 economias mais industrializadas do mundo.

O número é cinco vezes maior do que a geração de empregos de todos os países da OCDE juntos, segundo números da própria organização.

Só no Brasil, foi gerada uma média de 2,7 milhões de novos postos de trabalho por ano neste período, enquanto o grupo de países integrantes da organização criou apenas 3,7 milhões de empregos por ano.

O surgimento de tantas novas vagas se refletiu nas taxas de emprego brasileiras, que subiram entre 2000 e 2005, chegando a 70%, um número mais alto que a média da OCDE.

Apesar dos números animadores do Panorama do Emprego da OCDE, a taxa de desemprego no Brasil, em torno de 9%, ainda é considerada alta e o problema atinge principalmente as mulheres jovens no país.

Pobreza e salários

A geração de empregos foi acompanhada de uma queda nos índices de pobreza nos BRIC, mas a desigualdade de salários permanece alta no Brasil.

Segundo a OCDE, isso indica que, ao contrário do que dizem as teorias econômicas tradicionais, a integração internacional de países como o Brasil não foi associada a um aumento de salários para a mão-de-obra não-qualificada.

Outro desafio para os BRIC, de acordo com a entidade, é a redução da informalidade no mercado de trabalho.

No Brasil, por exemplo, o emprego no setor informal representa cerca de 45% de todo o mercado no país, o que mostra que o crescimento econômico mais acelerado não derrubou as barreiras que impedem a transição para o setor de emprego formal.

De acordo com a OCDE, esta transição seria um fator fundamental para fortalecer as perspectivas de crescimento em longo prazo para os BRIC.

Folha Online
Procuradoria denuncia compadre de Lula e mais 38; Vavá fica de fora

O MPF (Ministério Público Federal) informou hoje que ofereceu denúncia para a Justiça Federal de Campo Grande (MS) contra 39 pessoas acusadas de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Essa quadrilha foi desarticulada pela Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal.

Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não está na lista de denunciados. Entre os denunciados estão Dario Morelli Filho, compadre do presidente Lula. Morelli foi denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

O MPF também apresentou denúncia contra Nilton Cezar Servo, acusado de ser um dos líderes da máfia dos caça-níqueis pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade e ideológica.

Escutas da PF apontam que Morelli seria sócio de Servo em negócios envolvendo máquinas de caça-níqueis e casas de bingo.

Vavá

Em nota, o MPF informa que não encontrou indícios da ligação de Genival Inácio da Silva, o Vavá, em nenhuma das quadrilhas investigadas. Vavá é irmão mais velho do presidente Lula.

A Procuradoria informa ainda que não tem informações suficientes sobre os possíveis beneficiários do suposto lobby feito por Vavá.

No entanto, o MPF requereu que os autos sejam devolvidos para a Polícia Federal de São Paulo para aprofundar as investigações sobre Vavá.

O irmão de Lula foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário. A PF chegou a pedir a prisão de Vavá na Operação Xeque-Mate, mas a Justiça indeferiu o pedido.

O presidente Lula saiu em defesa de Vavá e disse duvidar que seu irmão tenha feito lobby junto ao governo. Para Lula, Vavá está mais para ingênuo do que para lobista. "Não acredito que Vavá seja lobista. Ele está mais para ingênuo."

Outro lado

O advogado Eudes Rodrigues, que defende Nilton Servo, contestou os crimes pelos quais seu cliente foi enquadrado na denúncia oferecida hoje pelo MPF. Segundo Rodrigues, é "impossível" Servo ser denunciado por contrabando porque seu cliente apenas fazia locação de máquinas caça-níqueis. "Isso [a denúncia] não tem fundamento", afirmou.

O advogado disse que Servo nunca se uniu a alguém para praticar um crime, portanto não deveria ser denunciado por formação de quadrilha. "Ele [Servo] apenas era sócio de casas de bingos que tinham ordem judicial para funcionar", afirmou.

Sobre o crime de corrupção ativa, Rodrigues ressaltou que o inquérito da PF não tem nenhum documento comprovando que Servo pagou propina a algum agente público. O advogado disse ainda que não entendeu porque seu cliente foi denunciado por crime de falsidade ideológica.

Como tomou conhecimento da denúncia pela nota divulgada no site do MPF, o advogado disse que ainda vai ler a íntegra da denúncia para verificar o que irá fazer.

 
Editoria de Arte/G1
Do G1, com agências

Vaticano cria os 10 mandamentos para o trânsito

Igreja lançou texto com 36 páginas sobre comportamento no trânsito.
Vaticano pede responsabilidade e autocontrole.

Não guiarás sob influência do álcool. Respeitarás os limites de velocidade. Não considerarás o carro como objeto de glorificação pessoal, nem o usarás como local de pecado. O Vaticano deixou de lado na terça-feira (19) as questões estritamente teológicas para divulgar suas próprias regras de trânsito, um compêndio sobre os aspectos morais da condução de veículos automotivos (clique aqui para ler a continuação desta reportagem).

Confira os 10 mandamentos

1) Não matarás
2) A estrada seja para ti um instrumento de ligação entre as pessoas, não de morte
3) Cortesia, correção e prudência para te ajudar a superar os imprevistos
4) Ajudar o próximo, principalmente se for vítima de um acidente
5) Que o automóvel não seja um lugar de dominação e nem lugar de pecado
6) Convencer os jovens sem licença a não dirigir
7) Dar apoio às famílias que tenham parentes vítimas em acidentes
8) Reúna-se com a vítima com o motorista agressor em um momento oportuno para que possa viver a experiência libertadora do perdão
9) Proteger o mais vulnerável
10) Você é o responsável pelos outros


As 36 páginas das "Diretrizes para o cuidado pastoral da estrada" contêm dez mandamentos abrangendo questões como a ira ao volante, o respeito aos pedestres, a manutenção do veículo e como evitar gestos rudes na hora de dirigir.

"Os carros se prestam particularmente a serem usados por seus donos para a exibição e como meio de ofuscar o brilho de outras pessoas e despertar um sentimento de inveja", diz o texto.

O manual também estimula o leitor a não agir de forma "insatisfatória ou que mal seja humana" e que evite um "comportamento desequilibrado, a falta de polidez, os gestos rudes, o xingamento, a blasfêmia".

Rezar ao volante

A Cidade do Vaticano, menor Estado soberano do mundo, praticamente não enfrenta os problemas citados no documento.

Apesar de estar cercado pelo caótico trânsito romano, o minúsculo país tem apenas cerca de mil carros, e o limite máximo de velocidade é de 30 quilômetros por hora. O último acidente dentro das muralhas do Vaticano, segundo uma fonte oficial, ocorreu há cerca de um ano e meio e provocou danos mínimos.

 
 
Folha Online
 
Senador reconhece erro em projeto de lei que isenta bancos do CDC

VINICIUS ALBUQUERQUE
 

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da bancada do partido no Senado e autor do PLS (projeto de lei do Senado) que isenta os bancos da aplicação do Código de Defesa do Consumidor, disse nesta terça-feira à Folha Online que o projeto foi um "equívoco" e já pediu sua retirada da pauta de votação.

O projeto foi tema da colunista da Folha e da Folha Online Maria Inês Dolci nesta terça-feira. O senador considerou "maldosa" a coluna publicada hoje (disponível apenas para assinantes), uma vez que já havia pedido na semana passada a retirada do projeto da pauta. No entanto, segundo a Folha Online verificou, o projeto continuava na pauta nesta terça-feira, apto a entrar em votação.

Segundo Raupp, sua consultoria no Senado redigiu o projeto, que exclui a aplicação do código contra bancos e instituições financeiras quanto ao custo das operações ativas e à remuneração das operações passivas na intermediação de dinheiro, e o convenceu de que a medida seria positiva. Porém, o senador percebeu que era um "equívoco" porque, segundo ele, "não beneficiava a maioria da população".

"Nunca estive reunido com representantes de bancos, eles nunca me procuraram. Decidi pela retirada porque vi que não era favorável ao consumidor", disse o senador, líder do PMDB no Senado desde janeiro.

Lula Marques/Folha Imagem
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da bancada do partido
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da bancada do partido
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O PLS, de número 143/06, foi apresentado no ano passado. Na última quarta-feira, no entanto, o senador solicitou a retirada em caráter definitivo do projeto da pauta de votações. Até hoje, segundo informou a Mesa Diretora do Senado, o requerimento de retirada ainda não havia sido apreciado.

Segundo a assessoria do senador, o pedido de retirada foi feito devido à manifestação da população, que enviou e-mails e cartas ao parlamentar contrários ao projeto.

O projeto, como está redigido, impede que o código vigente regulamente cobrança de taxas, tarifas e juros contra correntistas as instituições teriam de obedecer a uma nova "legislação específica" (a ser criada). À época, o senador alegou que o projeto visava, "em última análise, proteger os consumidores, diretamente e por meio de ganhos de eficiência na economia brasileira".

"Propomos, portanto, o acréscimo de um parágrafo ao artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor, a fim de delimitar com precisão o espectro de aplicação do diploma às operações bancárias", diz o texto.

"Não vemos sentido em dar tratamento privilegiado aos bancos, eximindo-os do rigoroso padrão de conduta exigido de qualquer fornecedor pelo Código de Defesa do Consumidor", diz o projeto. Ele acrescenta, no entanto, que "não se pode permitir que interpretações judiciais excessivamente amplas invadam a esfera de competência das autoridades responsáveis pela condução da política monetária e creditícia do país', justifica-se para mudar a regulamentação atual.

Segundo o texto do PLS, isso abriria espaço a interpretações divergentes na aplicação do código contra os bancos, e isso geraria 'insegurança jurídica' nas operações financeiras, além de criar o risco de um 'possível aumento dos juros médios praticados no mercado', devido ao aumento da instabilidade das regras aplicáveis aos contratos bancários.

A constitucionalidade do artigo em questão no código foi questionada no STF (Supremo Tribunal Federal) através de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). A ação, julgada ano passado, pretendia afastar a aplicação do Código do Consumidor às atividades bancárias, alegando que o sistema financeiro tem de ser regulamentado por lei complementar.

Colaborou Ana Paula Ribeiro, da Folha Online, em Brasília

 
Editoria de Arte/G1
Tiago Pariz - em Brasília

Mangabeira assume e evita retratação a Lula

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'Ao convocar-me para essa tarefa, o senhor demonstra magnanimidade', disse.
Em 2005, professor classificou o governo como o mais corrupto da história.

O professor Roberto Mangabeira Unger (PRB) tomou posse nesta terça-feira (19) na Secretaria de Planejamento de Ações de Longo Prazo. No discurso, elogios ao colega correligionário, o vice José Alencar, retórica sobre a “pujança” do Brasil e nenhuma retratação das críticas que fez ao presidente Lula no primeiro mandato.

"Ao convocar-me para essa tarefa, o senhor demonstra magnanimidade. Critiquei com veemência e combati com ardor o seu primeiro governo. A magnanimidade tem duas razões: grandeza interior e preocupação com o futuro", disse Mangabeira Unger no discurso.

As críticas referidas foram resumidas em um artigo publicado na “Folha de S.Paulo” em novembro de 2005. O texto começa afirmando que “o governo Lula é o mais corrupto da história nacional” segue defendendo o impeachment do presidente. E faz ataques pessoais a Lula: “O presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do estado, fugidio de tudo que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo”, escreveu o professor na época.

O discurso no Palácio do Planalto teve pouco menos de 15 minutos. Mangabeira disse que buscará fazer uma revolução nas camadas mais pobres do país. “Das crianças mais pobres e negras do país surgirão gênios que acordarão a humanidade do torpor da mesmice”, disse. Citou como prioridade de sua nova pasta projetos em Educação e estímulo à produção.

Mangabeira classificou o vice José Alencar como modelo de empreendedor. "Ele é um homem que aprendi a admirar", disse.

Posse adiada

A posse de Mangabeira Unger foi adiada repetidas vezes por um chamado desconforto criado no governo por conta da dupla relação que o ministro tinha com a Brasil Telecom, controlada pelos fundos de pensão Previ, do Banco do Brasil; Petrus, da Petrobras; e Funcef, da Caixa Econômica Federal.

Mangabeira era contratado como “trustee” da BrT para atuar em ações da empresa contra a Telecom Itália e os fundos de pensão. Além disso, o professor de Direito e cientista político protocolou, segundo sua própria definição, um pedido de pagamento de honorários atrasados contra a empresa de telefonia, uma espécie de ação trabalhista.

Em carta de 23 de maio enviada a Justiça norte-americana, o professor de Harvard aventou a possibilidade de acumular a função de ministro com a de trustee da empresa. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República, a pedido de Mangabeira, analisou a situação e recomendou que ele não tivesse nenhuma relação com a Brasil Telecom.

Em 1 de junho, o professor enviou uma carta a Lula dizendo que todos os seus vínculos com a empresa foram superados ou estão em vias de superação imediata. A posse está prevista para sexta-feira (15), segundo informação do correligionário de Mangabeira, senador Marcelo Crivela (PRB-RJ).

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Agencia O Estado e Do G1, em Brasília

Governo cria 626 novos cargos de confiança

Medida ocorreu um dia depois do reajuste de até 140% nos salários.
Dos cargos criados, 83 são para a secretaria de Mangabeira Unger.

Um dia depois de aumentar o salário das 21.563 pessoas que ocupam função de confiança no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou nesta terça-feira (19) a criação de mais 626 cargos comissionados.

A decisão de criar os chamados DAS (Direção e Assessoramento Superior) reacende a briga de petistas, aliados e afilhados políticos do Palácio do Planalto por salários que vão de R$ 1,9 mil a R$ 10,4 mil. Na segunda-feira (18), o governo oficializou reajustes salariais aos comissionados, retroativos a 1º de junho de 2007, que variam entre 30,57% e 139,75%.

Com a criação dos novos cargos, a despesa extra da máquina pública será oficialmente de R$ 23,2 milhões por ano. Neste ano, o gasto chegará a R$ 13,5 milhões.

A autorização de Lula para criar os DAS foi publicada de forma camuflada na edição desta terça do "Diário Oficial da União".

Os novos cargos foram estabelecidos pela Medida Provisória 377 que cria a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, pasta que será ocupada pelo ex-crítico do governo Roberto Mangabeira Unger. Do total de DAS criados, 83 ficarão sob o comando de Unger, que ocupará o 37º órgão com status de ministério do governo Lula.

A maior parte dos novos cargos, 224, irá para a Secretaria do Patrimônio da União (SPU). As superintendências de desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Amazônia (Sudam) terão direito a 140 cargos.

A divisão dos cargos em comissão criados nesta terça foi feita da seguinte forma:

Nível

Reajuste concedido em 18/06/07

Salário com o reajuste

Quantidade de cargos criados em 19/06/07

DAS-6 37,93% R$ 10.448 4
DAS-5 32,01% R$ 8.400 65
DAS-4 30,57% R$ 6.396 116
DAS-3 139,75% R$ 3.777 192
DAS-2 79,38% R$ 2.518 200
DAS-1 60,47% R$ 1.977 49

Os novos salários vão de R$ 1.977 a R$ 10.448. O governo calcula um impacto de R$ 277 milhões nos cofres públicos entre junho e dezembro deste ano, dinheiro já previsto no Orçamento da União. Mas, a partir de 2008, os gastos chegarão a R$ 475,6 milhões anuais.


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Leandro Colon Do G1, em Brasília

Renan afirma que não deixa presidência

Senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu em plenário que presidente do Senado se afaste.
Renan Calheiros (PMDB-AL) é acusado de ter contas pagas por lobista de construtora.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (19) que não deixará o cargo por conta das acusações de que recebe ajuda de um lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos.

"Não saio. Estou tranquilo", disse rapidamente aos jornalistas ao ser perguntado sobre o pedido do colega Pedro Simon (PMDB-RS) para que deixe a presidência.

Simon pediu em plenário nesta terça-feira a renúncia de Renan à presidência do Senado. "Ele não pode continuar. O senador Renan tem que ter esse gesto de grandeza de renunciar ao mandato de presidente do Senado. É o Senado que está sangrando", disse Simon aos senadores.


Renan negou que venha recebendo pressão dos senadores. Afirmou apenas que a pressão que sofre vem de setores da imprensa. Logo depois, conversou na sala do cafezinho com os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Roseana Sarney (PMDB-MA), seus principais aliados no Senado. 

O presidente também avisou aos dois que está disposto a ficar no cargo. Em um almoço com outro senador, Renan teria dito que "iria até o fim" neste episódio.

Preocupado com o desgaste do colega, Sarney conversou com alguns senadores no plenário. Chegou a consultar, por exemplo, Eduardo Suplicy (PT-SP) sobre sua tendência dentro do Conselho de Ética.

Suplicy avisou Sarney que está difícil votar pelo arquivamento do processo contra Renan. "Estão surgindo fatos novos todos os dias", disse o petista a Sarney.

Simon

"Ele (Renan) foi se desgastando, chegando a um determinado momento em que a explicação não convence", disse Pedro Simon (PMDB-RS) em plenário nesta terça.

É a primeira vez que Simon pede, em plenário, a saída de Renan. Simon é do próprio partido de Renan, embora seja politicamente distante do presidente do Senado.

"O senador Jefferson Peres (PDT-AM) já havia pedido isso (o afastamento). Levei mais tempo porque fiquei na expectativa", afirmou Simon.

Simon falou durante discurso do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Mais cauteloso, Cristovam Buarque não pediu a saída de Renan da presidência, mas defendeu uma investigação profunda, sem arquivamento imediato do processo no Conselho de Ética.

"Estamos vivendo um momento, talvez, dos mais graves que já viveu a democracia brasileira. O processo político, como um processo natural, vai evoluindo aos poucos, e, de repente, uma gota d'água faz com que uma represa se derrame", disse.

"Não sou do Conselho de Ética, mas não me sinto no direito à omissão como brasileiro preocupado e como político responsável".


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MIRELLA D'ELIA Do G1, em Brasília

STF veta uso de chapéu na Câmara

Ministro Gilmar Mendes negou pedido do deputado Mão Branca.
Plenário do STF vai julgar ação em definitivo.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (19) pedido de liminar (decisão provisória) do deputado Edigar Mão Branca (PV-BA), que pretendia garantir na Justiça o direito de usar chapéu de couro no plenário da Câmara dos Deputados.

A liminar foi solicitada em um mandado de segurança proposto pelo parlamentar. Caberá ao plenário do STF julgar a questão em definitivo.

A controvérsia começou quando a Mesa Diretora da Câmara anunciou que proibiria o uso do acessório. Na ação, Mão Branca alegou que uma eventual proibição de utilizar o chapéu no plenário o impediria de “exercer livremente o seu mandato” e limitaria “os seus direitos de ir e vir e de se expressar”.

“Não vislumbro direito fundamental do impetrante [Mão Branca], seja à liberdade de ir e vir, seja à liberdade de expressão, cuja possível violação justifique, neste momento processual, uma decisão cautelar [liminar]”, ressaltou Gilmar Mendes, em sua decisão.

Ao decidir, o ministro levou em conta informações enviadas pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Chinaglia argumentou que a questão levantada por Mão Branca tem “índole política, cuja apreciação e decisão competem apenas à Casa Legislativa”.

Do ex-blog do Cesar Maia-por e-mail
 
ANÁLISE DO INSTITUTO IPSOS -SP! CHANCES DE VITÓRIA EM FUNÇÃO DE UM ÍNDICE DE
CONJUNTURA QUE INCLUI IMAGEM, REJEIÇÃO, AVALIAÇÃO DE GOVERNO, CONHECIMENTO DOS
CANDIDATOS E CUMPRIMENTO DE PROMESSAS!

1 - Foram estudadas aproximadamente 290 eleições no Brasil. Isto significa que
quando hoje analisamos uma eleição em particular, é possível estimar com
bastante segurança quais as chances de o candidato ser ou não vencedor. Foram
separadas as eleições entre aquelas nas quais o governante disputa sua própria
reeleição e as demais nas quais o governante não pode disputar e indica um
candidato que ele apóia.

2 - O índice de conjuntura foi desenvolvido considerando-se inúmeras variáveis,
dentre elas a imagem dos candidatos, a rejeição, a avaliação do  governo, o
nível de conhecimento dos candidatos e o cumprimento de promessas; 

3 - Vamos à análise:

a.       Quando o índice de conjuntura fica entre 0 e 20, o governante tem
chance de 0% de ser reeleito; em tais situações é até melhor indicar um
candidato e apoiá-lo, as chances de vencer - neste caso- são de 25%; 

b.       As chances de alguém indicado pelo governante vencer as eleições se
alteram muito pouco quando o índice de conjuntura fica entre 0 e 40;

c.       Este fenômeno  não aumentar as chances de vitória acontece também
quando o governante disputa a reeleição, porém entre os níveis de 20 e 40 para o
índice de conjuntura. Quando se disputa a reeleição é bem melhor que o índice de
conjuntura do governante fique entre 20 e 30 do que entre 0 e 20. Note-se que
isto não faz diferença quando se indica um sucessor;

d.       Um índice de conjuntura até 45, tanto para a reeleição quanto para a
indicação de um sucessor, indica que a oposição tem mais chances de vitória do
que o governo;

e.       O governo só passa a ter mais chances de vitória quando o índice de
conjuntura é maior do que 45;

f.        No caso de reeleição, o governo é praticamente imbatível, com chances
de vitória de 90%, quando o índice de conjuntura é maior ou igual a 50;

g.       No caso de indicação de um sucessor, três dentre quatro ganham as
eleições com um índice de conjuntura maior ou igual a 50.
Folha Online
Posse de Mangabeira Unger causa pedido de demissão de secretário

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O coronel Oswaldo Oliva Neto, secretário-geral do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos), pediu demissão ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Oliva Neto ficou contrariado com a escolha de Roberto Mangabeira Unger para a Secretaria Especial de Planejamento Estratégico, que englobará o NAE.

Desde o tempo em que o NAE esteve sob comando de Luiz Gushiken, Oliva Neto trabalhou num projeto de longo prazo para o país, com metas para o ano de 2022, bicentenário da Independência.

Com a escolha de Unger, o coronel, que é irmão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), disse ao presidente que achava que perdia sentido sua permanência no posto.

A posse do filósofo acontece hoje, no Palácio do Planalto, após três adiamentos e uma série de complicações. Lula adiou o quanto pôde a cerimônia, na espera de uma saída para retirar a nomeação do professor de Harvard, mas não teve êxito. A indicação foi feita em abril, patrocinada pelo vice-presidente da República, José Alencar, do mesmo partido de Mangabeira, o PRB.

Folha Online
Senador sugere livrar bancos do Código de Defesa do Consumidor

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da bancada do partido no Senado, apresentou um PLS (Projeto de Lei do Senado) que exclui a aplicação do código contra bancos e instituições financeiras quanto ao custo das operações ativas e à remuneração das operações passivas na intermediação de dinheiro. A intenção do senador foi objeto da colunista da Folha e da Folha Online Maria Inês Dolci, nesta terça-feira.

Na prática o projeto impede que o código vigente regulamente cobrança de taxas, tarifas e juros contra correntistas. Para isso, diz o projeto, as instituições obedecerão a uma nova "legislação específica" (a ser criada). No entanto, o autor diz que o projeto visa, em "última análise, proteger os consumidores, diretamente e por meio de ganhos de eficiência na economia brasileira".

"Não vemos sentido em dar tratamento privilegiado aos bancos, eximindo-os do rigoroso padrão de conduta exigido de qualquer fornecedor pelo Código de Defesa do Consumidor", diz o texto do PLS do senador Raupp. Ele acrescenta, no entanto, que "não se pode permitir que interpretações judiciais excessivamente amplas invadam a esfera de competência das autoridades responsáveis pela condução da política monetária e creditícia do país", justifica-se para mudar a regulamentação atual.

Para Raupp, isso abriria espaço a interpretações divergentes na aplicação do código contra os bancos, e isso geraria "insegurança jurídica" nas operações financeiras, além de criar o risco de um "possível aumento dos juros médios praticados no mercado", devido ao aumento da instabilidade das regras aplicáveis aos contratos bancários.

O PLS, de número 143/06, foi apresentado no dia 17 de maio do ano passado e ontem foi encaminhado ao Plenário para votação. Na última quarta-feira, no entanto, o senador solicitou a retirada em caráter definitivo do projeto da pauta de votações. Até sexta-feira (15) o requerimento de retirada ainda não havia sido apreciado. O trâmite da proposta, no entanto, regimentalmente continua.

Pelo texto do PLS, a constitucionalidade do artigo do código em que se trata de reclamações de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária na Justiça vem sendo questionada desde 2001 no STF (Supremo Tribunal Federal) através de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). A ação pretende afastar a aplicação do Código do Consumidor às atividades bancárias, alegando que o sistema financeiro tem de ser regulamentado por lei complementar.

Na justificação do projeto de lei, Raupp informa que o ministro do STF Carlos Velloso, relator da matéria, defende a declaração da inconstitucionalidade do artigo, mas destaca em seu voto que "o Código se aplica plenamente a qualquer relação de consumo envolvendo instituições financeiras e seus clientes, salvo quanto aos juros bancários".

"Propomos, portanto, o acréscimo de um parágrafo ao artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor, a fim de delimitar com precisão o espectro de aplicação do diploma às operações bancárias", diz o texto. "Com isso, esperamos além de conferir o grau de estabilidade normativa que somente o texto legal é capaz de promover antecipar o ganho de segurança jurídica que resultaria de uma decisão do Supremo Tribunal Federal no mesmo sentido."

 
Advogado de Mônica diz que Renan pagava pensão 'por fora'

Na ânsia de defender senador, tropa de choque revela trechos de processo que corria em segredo de Justiça

Parlamentar chama Calmon de “Pinóquio” e sofre desgaste por se manter na presidência do Congresso

Sibá não consegue relator substituto para caso e adia para amanhã sessão que definirá futuro do senador

Apesar do apoio maciço e algumas defesas acaloradas no Conselho de Ética, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não escapou ontem de novo desgaste. Em depoimento, o advogado Pedro Calmon Filho, defensor de Mônica Veloso, peça-chave do caso, declarou que o cacique alagoano pagou “por fora” R$ 9 mil mensais à jornalista, em 2006, fruto de um acordo para completar a pensão da filha. Mas não parou aí: contou que Mônica recebeu duas sacolas de dinheiro vivo de Renan, totalizando R$ 100 mil.

A tropa de choque do presidente do Senado, na ânsia de rebater as declarações do advogado, revelou trechos do processo envolvendo Mônica e Renan, que corria em segredo de Justiça. O advogado da jornalista, irritado, usou outro trecho do processo para reforçar as suas acusações. “É mentira”, bradou o advogado de Renan, Eduardo Ferrão, do fundo do plenário. Renan também reagiu, chamando Calmon de “Pinóquio”.

Após o fogo cruzado, prestou depoimento Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior, acusado de cobrir despesas do parlamentar. Não gostou de ser chamado de lobista e defendeu o senador. Pela temperatura política, porém, a situação do peemedebista piorou.

O relator do caso no Conselho de Ética, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que na semana passada tentou arquivar o caso sem ouvir as testemunhas, se afastou. O presidente, Sibá Machado (PT-AC), não conseguiu um substituto e teve de fazer as vezes de relator. Da Câmara, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Fernando Gabeira (PV-RJ) cobraram o afastamento de Renan - não querem mais desgaste para o Congresso. Com a nova acusação, pressionado e sem um relator, Sibá adiou para amanhã a sessão que decidirá o futuro de Renan.

Escândalos de corrupção mancham imagem de Lula, diz 'LA Times'
 
A operação Cheque-Mate da Polícia Federal é a última “de uma série de escândalos com nomes teatrais que vêm dominando as manchetes no Brasil e manchando a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva´", relata em sua edição desta terça-feira o diário americano The Los Angeles Times.

Ainda assim, o jornal observa que Lula, reeleito no ano passado com uma grande votação, “é às vezes chamado de presidente-Teflon, por causa de sua capacidade de se livrar dos escândalos”.

“Lula, como a maioria dos políticos brasileiros, chegou ao poder prometendo atacar a corrupção arraigada. Esse objetivo se mostrou um trabalho de Sísifo, porém, em uma nação onde o suborno parece impregnado no sistema político, custando bilhões anualmente aos contribuintes com concorrências fraudadas e outras práticas ilícitas”, diz a reportagem.

O jornal relata que “desde que Lula tomou posse, em 2003, escândalos com nomes como Hurricane, Anaconda, Vampiro e Dossiegate derrubaram centenas de funcionários públicos – juízes, membros do Congresso, policiais e quatro membros do ministério”.

Cinema

Para o Los Angeles Times, “os escândalos vêm e vão como os últimos lançamentos no cinema”.

“Com cada escândalo, conversas telefônicas grampeadas, vídeos clandestinos, dados bancários e inventários de buscas judiciais são vazadas para a mídia”, diz o jornal, afirmando que, apesar de muitos políticos acabarem perdendo o cargo, “um sistema judicial ineficiente garante que a maioria escape da prisão”.

A reportagem comenta que “nenhum escândalo até agora atingiu Lula pessoalmente”, mas avalia que “os subornos podem prejudicar os objetivos de Lula para o segundo mandato”.

“A queda de políticos aliados ameaça debilitar a aliança governista. Fraude em obras públicas podem enfraquecer o projeto de Lula para investimentos em infra-estrutura, cujo objetivo é estimular o crescimento”, conclui a reportagem.

Clarín

Os escândalos também são tema de reportagem do jornal argentino Clarín, que cita a imprensa brasileira para afirmar que “o irmão e o compadre do presidente brasileiro serão denunciados pelo Ministério Público como integrantes de uma ‘poderosa organização criminosa’”.

“Genivaldo da Silva, conhecido como Vavá, irmão mais velho de Lula, será acusado de ‘tráfico de influências e exploração de prestígio’ em favor do dono de várias casas de bingo e de empresários interessados em obter contratos relacionados com o Estado brasileiro”, relata a reportagem.

O jornal observa que “na operação Cheque-Mate foi descoberta uma ampla rede criminosa da qual faziam parte empresários, autoridades e policiais: duas de cada três delegacias da cidade de São Paulo, a maior do Brasil, teriam recebido subornos para deixar funcionar máquinas caça-níqueis, proibidas”.

A reportagem diz ainda que nos autos apresentado pela Polícia Federal ao Ministério Público “se afirma que, apesar de o nome do presidente Lula ser citado em algumas das 617 gravações realizadas pelos investigadores, em nenhum caso ele é associado com algum delito”.

LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

Aleluia: "governo joga dinheiro na veia do PT"

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) se mostrou indignado com os R$ 277 milhões gastos com os 21.563 ocupantes de cargos comissionados no governo: "Não satisfeito em transferir recursos públicos para CUT, MST e UNE e outros braços do PT, o governo Lula agora joga direto na veia do partido do presidente da República dinheiro do contribuinte. A imensa maioria dos cargos comissionados é ocupado por petistas, que automaticamente transferem ao PT parte desses ganhos. É mais um escândalo", disse Aleluia.
LIDAS E ANOTADAS NA REDE PRÓ-BRASIL

Folha de S.Paulo
Defesa da Lei de Improbidade Administrativa
Rodrigo César Rebello Pinho


A certeza da impunidade é um dos maiores incentivos ao cometimento de ilícitos. A Lei de Improbidade contribui para mudar essa cultura

EM RECENTE julgamento do STF, na reclamação 2.138, ficou assentado que agentes políticos sujeitos a processo de impeachment (crimes de responsabilidade previstos na Constituição Federal) não podem ser processados por prática de atos de improbidade administrativa.
Embora essa decisão configure precedente desfavorável na luta em favor do respeito aos valores constitucionais da administração pública, ela não encerra uma posição definitiva. O instituto processual da reclamação serve para preservar a competência do STF e a autoridade de suas decisões. A eficácia das decisões proferidas nas reclamações restringe-se às partes na própria ação, não vinculando os demais órgãos do Poder Judiciário.
Do referido julgamento participaram ministros do STF que hoje estão aposentados. Já com a composição atual, na mesma data, a Corte julgou outro caso análogo, a petição 3.923/ SP, em que o réu, condenado em ação de improbidade administrativa, pretendia que o processo fosse remetido ao Supremo em razão de sua eleição para o cargo de deputado federal.
Nesse caso, a resposta do STF foi diametralmente oposta à proferida na reclamação 2.138: decidiu-se que não há prerrogativa de foro para a ação de improbidade. E, nesse caso, a decisão foi unânime. Além disso, os votos de vários ministros (Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Carmen Lúcia Antunes Rocha) deixaram claro que os agentes políticos estão sujeitos ao processo por ato de improbidade administrativa -e sem foro especial.
O importante aqui é frisar a relevância social da denominada Lei de Improbidade Administrativa (lei nº 8.429/92).
A Constituição de 1988 trouxe regra expressa determinando a instituição, por lei, de sistema de responsabilidade civil por atos de improbidade administrativa. São atos que violam princípios constitucionais da administração, geram prejuízo ao erário e causam enriquecimento ilícito (artigo 37, parágrafo 4º, CF).
Nossa democracia é recente. Nossa consciência quanto ao exercício de direitos fundamentais previstos na nossa Carta Constitucional, também. E nossa cultura institucional vem se modificando. Todos os cidadãos têm tomado conhecimento, nos últimos tempos, de atos de corrupção envolvendo servidores públicos de todos os níveis da administração pública.
Isso releva duas perspectivas: uma negativa, que é a constatação de que a corrupção na administração realmente existe, e outra positiva, qual seja, a certeza de que os ilícitos vêm sendo apurados.
Não se pode negar a evidência de que os atos que lesam a administração pública, em última análise, atingem o cidadão comum. Cada centavo desviado do erário significa menos escolas, menos qualidade no atendimento à saúde da população, menos estrutura social e urbana. Isso gera pobreza, violência e outros tantos déficits sociais que muito custarão às presentes e futuras gerações.
Nos últimos 15 anos, a Lei de Improbidade se tornou um importantíssimo instrumento de defesa do interesse público e combate à corrupção.
A certeza da impunidade é um dos maiores fatores de incentivo ao cometimento de ilícitos. A referida lei tem contribuído para modificar a cultura da impunidade que, entre nós, ainda hoje existe. Os administradores públicos dos mais longínquos rincões do país sabem que estão sujeitos à fiscalização e à ação do Ministério Público. Sabem que, se condenados por atos de improbidade administrativa, sofrerão as penas previstas na referida lei: ressarcimento do dano, perda da função pública, suspensão de direitos políticos, multa civil etc.
No Estado de São Paulo, temos exemplos de que os resultados da lei 8.429/92 são positivos. Entre os anos de 2002 e 2006, foram propostas 2.396 ações na área da cidadania, a maioria delas envolvendo a prática de atos de improbidade administrativa. No mesmo período, foram instauradas 7.431 investigações.
Na Promotoria da Cidadania da capital paulista, desde 1992 (ano em que a Lei de Improbidade entrou em vigor), foram propostas ações para reparação de danos ao erário cujo valor total supera a cifra de R$ 36 bilhões.
O Ministério Público de São Paulo continuará atuando, de forma firme e serena, dentro da legalidade e com respeito aos princípios constitucionais do processo e da defesa. Aplicará a Lei de Improbidade Administrativa àqueles que dilapidam o patrimônio público. Contribuirá assim para a consolidação de nossa democracia.


RODRIGO CÉSAR REBELLO PINHO , 50, é procurador-geral de Justiça de São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
debates@uol.com.br
 
Lu Aiko Otta, BRASÍLIA
 
Projeto prevê contratação de temporários contra greve
 
Proposta é dura e exige quórum de dois terços para aprovar paralisações

Determinado a disciplinar a onda de greves que atinge o serviço público, o governo concluiu um anteprojeto de projeto de lei que regulamentará as paralisações dos funcionários federais, estaduais, municipais e das empresas estatais. A minuta à qual o Estado teve acesso contém dispositivos considerados duros pelos próprios técnicos que os elaboraram, como o que exige quórum de dois terços da categoria para aprovar uma greve.

A proposta também prevê a obrigatoriedade de se manter pelo menos 40% do quadro trabalhando, nas áreas consideradas “indispensáveis” à população. Nesse grupo estão serviços como o atendimento médico, a manutenção dos serviços de água, luz e telefonia, o atendimento a aposentados e também o controle do tráfego aéreo.

Atualmente não existe regra para as greves dos funcionários públicos. Por isso, cumprir a ordem dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de cortar o ponto dos grevistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), será mais difícil do que parece. Os funcionários dos dois órgãos já ingressaram com pedido de medida cautelar na Justiça para impedir os descontos nos salários.

A experiência mostra que o Judiciário tem interpretações variadas sobre o assunto. Há juízes que não autorizam corte do ponto porque avaliam que, sem uma lei de greve, não há base jurídica para o desconto. Outros autorizam os cortes justamente porque ainda não foi aprovada lei sobre o assunto.

A minuta elaborada pelo governo ainda será negociada com as centrais sindicais antes de seguir para o Congresso Nacional, entre o fim de julho e o mês de agosto. Junto, deverá seguir também uma proposta que disciplina os acordos coletivos no serviço público.

O ponto mais polêmico é o que exige quórum de dois terços da categoria na assembléia que decidirá a greve. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, classifica a exigência como uma “loucura”. Ele lembrou que o Sindicato dos Professores do Ensino Profissional do Estado de São Paulo (Apeoesp) representa 150 mil pessoas. Dois terços seriam 100 mil pessoas. “Precisaríamos de um estádio para fazer a assembléia”, observou.

O governo é duro também na preservação dos principais serviços de atendimento à população. Pela proposta, os sindicatos precisam avisar à comunidade sobre a paralisação e, nas áreas tidas como “indispensáveis”, é preciso que pelo menos 40% das pessoas continuem trabalhando. Nessa conta, não entram os funcionários que não tenham aderido à paralisação.

O projeto também prevê desconto dos dias parados, no caso de greve abusiva. Mesmo nas paralisações realizadas de acordo com a lei, as faltas serão computadas como “ausências injustificadas”. Mas haverá a chance de o funcionário repor as horas paradas com trabalho extra.


Folha Online
Governo concede reajuste de até 140% para cargos comissionados

O governo federal concedeu um reajuste de até 139,75% para cargos comissionados. Esse percentual de aumento, que atinge 3.588 servidores, está previsto na MP (medida provisória) 375, publicada no "Diário Oficial" da União desta segunda-feira.

Esses servidores ocupam cargos de comissionamento de nível DAS-3, cujos salários passam de R$ 1.575 para R$ 3.777.

Ao todo, a MP reajusta os salários de 21.563 funcionários em cargos de comissão. O aumento salarial, retroativo a 1º de junho, varia de acordo com a faixa de comissionamento: de 30,57% a 139,75%.

Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste vale para os cargos comissionados da administração pública direta, autárquica e fundacional, que estavam sem aumento desde 25 de junho de 2002. A inflação apurada entre janeiro de 2003 e fevereiro deste ano foi de 45,56%.

O Planejamento informou que a concessão desse reajuste trará um impacto para os cofres públicos de R$ 277 milhões. Para 2008, o impacto será da ordem de R$ 475,6 milhões. O aumento, informou o ministério, estava previsto no Orçamento Geral da União de 2007.

Faixas de reajuste

Para os cargos comissionados chamados de DAS-6, o aumento será de 37,93%, elevando os ganhos mensais de R$ 7.575 para R$ 10.448. Nessa faixa há 193 servidores nessa faixa que engloba os secretários da Presidência da República.

Para os 943 servidores que ocupam os cargos comissionados cargos DAS-5, o reajuste foi de 32,01% o que eleva a remuneração mensal R$ 6.363 para R$ 8.400.

Para os cargos DAS-4, os salários vão passar de de R$ 4.898 para R$ 6.396 um aumento de 30,57% para 2.886 servidores.

A MP eleva em 79,38% os salários dos servidores comissionados de nível DAS-2, cujos salários passarão de R$ 1.403 para R$ 2.518. O aumento, nessa faixa, atinge 5.366 servidores.

No nível DAS-1 haverá um aumento de 60,47%, que eleva a remuneração mensal de R$ 1.232 para R$ 1.977 para 6.821 servidores.

Cargos comissionados

O Planejamento informa que os cargos comissionados do Poder Executivo podem ser divididos em vários grupos. No primeiro grupo estão os cargos de natureza especial como Secretários Especiais da Presidência, comandantes das Forças Armadas, secretários-gerais da Presidência, e cargos de direção das agências reguladoras.

No segundo grupo estão os cargos de chefia das áreas operacionais ou assessorias técnicas dos órgãos e entidades da administração.

Executivo e Legislativo

No começo do mês, o Senado publicou dois decretos que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares, presidente da República, vice-presidente e ministros. O reajuste é retroativo a 1º de abril deste ano.

De acordo com o primeiro decreto, o salário dos parlamentares passa a corresponder a R$ 16.512,09 contra os atuais R$ 12.847,20.

Já o salário do presidente sobe de R$ 8.885 para R$ 11.420,21. O salário do vice-presidente e dos ministros passa de R$ 8.362 para R$ 10.748,43.

Folha Online
Governo paga para retirar córneas que vão para o lixo

O governo federal gasta pelo menos R$ 6,3 milhões por ano com córneas sabidamente inviáveis, que vão parar no lixo não servirão para transplante pois já não tinham qualidade na hora da coleta ou a inviabilidade foi descoberta depois, com exames. A situação ocorre por causa de uma brecha na lei, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira na Folha.

Uma resolução nacional criou regras para o transplante de córneas proibindo o uso de tecidos de mortos por Aids, hepatite e infecção generalizada, por exemplo mas deixou de estabelecer os mesmos critérios para a retirada do olho. Com isso, toda córnea pode ser coletada.

O governo gasta R$ 1.400 pelo par delas, em média. Em alguns bancos de olhos, o índice de descarte chega a 70%.

O Ministério Público de São Paulo investiga os pagamentos a partir de uma acusação do Coren (Conselho Regional de Enfermagem).

O coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes, Roberto Schlindwein, diz que não há indícios de que haja "má-fé" na coleta de córneas pelos bancos de olhos e tampouco desperdício de dinheiro público.


Editoria de Arte/G1
GLOBOESPORTE.COM Indianápolis, EUA

Hamilton vence a segunda consecutiva

Inglês domina GP dos EUA e evita ataques de Fernando Alonso, companheiro de McLaren
Agência/Reuters

Lewis Hamilton, da McLaren, dominou e venceu o GP dos Estados Unidos, disputado neste domingo, em Indianápolis. Esta é a segunda vitória consecutiva do inglês na temporada, que também levou o troféu no Canadá. Fernando Alonso, seu companheiro de equipe, foi o segundo e Felipe Massa, da Ferrari, completou o pódio.

Foto: Agência 
Reuters
Lewis Hamilton parece consolar Fernando Alonso no pódio após o domínio do inglês no GP dos Estados Unidos

Hamilton chegou a 58 pontos com o triunfo em Indianápolis e abriu dez de vantagem sobre Alonso na temporada. Felipe Massa, com os seis conquistados neste domingo, chega a 39 e se afasta cada vez mais da liderança.

Rubens Barrichello foi envolvido em um acidente provocado por Ralf Schumacher na largada. O piloto da Honda nem sequer completou uma volta e abandonou junto com o alemão da Toyota e com David Coulthard, da RBR, outra vítima do incidente.

Clique aqui e confira todos os lances do GP dos Estados Unidos no Tempo Real!

O próximo GP será realizado na França, em Magny-Cours, no dia 1º de julho. A Rede Globo transmite o treino classificatório e a corrida. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os treinos e a corrida em tempo real.

 Alonso e Hamilton: mais uma curva dividida
Foto: Agência 
Reuters
Hamilton se mantém à frente na largada

Hamilton e Alonso duelaram desde o início da corrida. Com uma excelente tática na largada, o inglês deu o lado de fora para o bicampeão mundial, que teve de se contentar com a segunda posição. Felipe Massa manteve a terceira posição e Kimi Raikkonen caía para sexto, atrás de Nick Heidfeld, da BMW Sauber, e de Heikki Kovalainen, da Renault.

A primeira curva marcou o fim da corrida de três pilotos. Ralf Schumacher, em mais um de seus erros, não freou e atingiu os carros de Rubens Barrichello, da Honda, e de David Coulthard, da RBR. O alemão da Toyota ficou por ali mesmo, mas os outros dois ainda tentaram se arrastar para os boxes, mas foram forçados a abandonar a corrida.

Na frente, Hamilton forçava o ritmo antes do primeiro pit stop e Alonso tentava acompanhar. O inglês conseguiu uma confortável vantagem, de aproximadamente três segundos, que lhe permitiu parar e voltar à frente de seu companheiro de equipe. Mas os pneus novos do jovem não rendiam bem e permitiram a aproximação do bicampeão.

Foto: Agência 
Reuters
Lewis fecha a porta para Alonso nos EUA

Alonso chegou rapidamente e começou a ameaçar a posição de Hamilton. Mas o inglês defendia com bravura sua posição. Na tentativa mais perigosa, o espanhol pegou o vácuo na entrada da reta, colocou o carro de lado, mas o novato manteve-se na frente jogando duro contra o bicampeão mundial. Na volta seguinte, Alonso passou muito próximo à mureta dos boxes e parecia protestar contra a atitude do companheiro de equipe.

Enquanto isso, Felipe Massa permanecia na terceira posição, enquanto Kimi Raikkonen subia para a quarta posição. Com um bom pit stop, o finlandês superou Nick Heidfeld e Heikki Kovalainen, que estavam à sua frente antes da parada. Com um carro mais equilibrado, o “iceman” começou a se aproximar do companheiro de equipe.

Na frente, Alonso antecipou o momento de sua segunda parada, para tentar levar vantagem em cima de Hamilton. Mas o inglês conseguiu uma vantagem de dois segundos após o pit stop, que ele manteve com facilidade até a bandeirada final do GP dos Estados Unidos. Massa manteve a terceira posição, mesmo muito pressionado por Raikkonen.

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Folha Online
Lula sente o golpe no caso Vavá

KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu erros na última semana ao comentar o envolvimento do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, na Operação Xeque-Mate. Transmitiu a imagem de político bastante incomodado quando atingido por uma investigação da PF (Polícia Federal).

A primeira reação pública de Lula foi correta, elogiável até. Em viagem à Índia, disse na manhã de 5 de junho que tinha carinho "extraordinário" pelo irmão, que não acreditava no envolvimento dele com a máfia dos caça-níqueis, mas que, se a PF tinha indício de algum crime, "paciência". Vavá deveria ser investigado como qualquer um dos outros 190 milhões de brasileiros. Lula cumpriu bem o papel de irmão e de presidente.

Viajou para a Alemanha e se negou a tratar do assunto enquanto não voltasse ao Brasil. Nesse período, grampos que se tornaram públicos revelaram que Vavá tinha, sim, tentado traficar influência no governo do irmão. Se teve sucesso, é outra história. A simples tentativa, diz a PF, é crime. E, portanto, algo grave em se tratando de quem se tratava.

Na última segunda-feira, dia 11, Lula reuniu seus principais ministros e discutiu medidas para evitar o que se chamou no encontro de "abusos" da PF. Até aí, tudo bem. É correta a exigência de que a polícia não atropele direitos e garantias individuais em suas apurações. Se atropelar, deve responder por isso.

Lula, porém, começou a se queixar pública e reservadamente da PF e da imprensa. Na quarta, disse que não via nada "de bonito na imprensa brasileira. Na quinta, saiu-se com essa: "Quem viaja muito o mundo às vezes volta decepcionado com a imagem que se cria do Brasil lá fora. Aliás, eu acho que o Brasil é o único país em que os brasileiros viajam para fora e falam mal do Brasil. Você não vê um suíço falar mal da Suíça, você não vê um italiano falar mal da Itália, mas os brasileiros adoram falar [mal]". Bobagem pura.

Na terça-feira à noite, dia 12, voltou a comentar o envolvimento do irmão. Defendeu-o novamente, insistindo na tese de que não tinha capacidade para lobista um lambari em meio a pintados. Nessa entrevista, queixou-se dos vazamentos, atribuindo-os única e exclusivamente à PF.

O tom emocional dos últimos dias, bem diferente do adotado em Nova Déli, é evidência de que Lula sentiu o golpe. O presidente teme que Vavá possa lhe trazer ainda muita dor de cabeça. Há ainda muita coisa mal contada nessa história.  

Renan preocupa

Há discreta preocupação no Palácio do Planalto em relação à situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Interessa a Lula um Renan algo enfraquecido. Mas não interessa ao presidente a queda do peemedebista.

no mínimo volta à primeira página
Ricardo A. Setti
No poder, parente é serpente
O presidente Lula, a menos que reincida em trapalhadas típicas de quem fala demais, mal este artigo vá para o ar aqui em NoMínimo, terá tido um comportamento correto neste infeliz episódio envolvendo a hipótese de que seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá, teria ligações com a máfia dos caça-níqueis ora sendo investigada pela Polícia Federal a ponto de ser indiciado em inquérito.

Como qualquer cidadão, Vavá merece o benefício da dúvida, embora devamos ter um pé atrás diante do fato de que, há dois anos, com informações que precisariam ter sido apuradas, a revista "Veja" já publicara reportagem indicando que o irmão estaria tentando intermediar negócios entre empresários e o governo, lançando mão dos laços de sangue com o presidente.

É normal e humano que o presidente da República acredite no irmão e atribua sua citação na apuração da PF mais a ingenuidade do que a malícia de Vavá, que um político petista citado na "Veja" desta semana qualifica como "bronco". Mas, para usar um termo da moda, foi republicana a atitude de Lula ao dizer que ninguém está (ou deve estar) acima da lei, nem irmão de presidente. Se uma investigação se fez necessária, que se proceda a ela. Lula, vamos reconhecer – e esta coluna não pode ser acusada de não ter criticado o presidente e o governo ao longo dos anos – também tem razão em mencionar o excesso de vazamento de informações teoricamente sigilosas, como as obtidas em gravações telefônicas obtidas com autorização judicial, que crucificam pessoas antes de devidamente julgadas, conforme as regras de um Estado de Direito.

O presidente da República, assim, neste quinto ano de gestão, passa a viver uma experiência nada rara para quem exerce o supremo cargo de mando, no Brasil ou fora dele. Carlos Menem, que mandou na Argentina entre 1989 e 1999, que o diga. Teve problemas com cunhados, primos e outros parentes envolvidos em atividades nebulosas. (Aliás, ele próprio acabou sendo acusado de algumas.) Entre nós, a figura dominante da história republicana – Getúlio Vargas –, que governou de 1930 a 1945 e, depois, eleito diretamente, de 1951 a 1954, não escapou da sina. No caso, com o irmão caçula, Benjamin, o "Bejo", figura algo sinistra, que chefiou a segurança dos palácios presidenciais durante o período final da ditadura, entre 1943 e 1945, e cuja nomeação para a chefia de polícia do antigo Distrito Federal, em 1945, acabou precipitando a queda do ditador.

No governo constitucional do irmão, Bejo, muito ligado desde os anos 30 ao chefe da guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato, viu seu nome envolvido no frustrado atentado ao jornalista Carlos Lacerda, em 5 de agosto de 1954, em que seria morto o major-aviador Rubens Vaz. As investigações ligaram os assassinos a Gregório e Bejo, indiciado no inquérito policial, livrou-se por meio de um habeas-corpus.

O presidente José Sarney (1985-1990) não amargou dissabores dessa gravidade com a parentela, mas, além dos inúmeros atropelos de seu governo, passou a saia justa de ver um dos irmãos, um certo e obscuro Murilo, valer-se da consangüinidade para, com um bigodinho à anos 50 e quase sempre envergando smoking, se transformar em arroz-de-festa e papagaio de pirata nas grandes festas do circuito São Paulo-Rio-Brasília.

Mais recentemente, o presidente Itamar Franco (1992-1995), reconhecido homem de bem, sofreu a dor  e o constrangimento – da morte por aparente overdose de cocaína do sobrinho e secretário pessoal Ariosto Franco, durante uma viagem oficial à Colômbia, em junho de 1994.

A crônica dos presidentes americanos não é diferente. George W. Bush, não bastasse a tragédia que tem sido seu governo, ainda vem tendo que engolir trapalhadas de Neil, o terceiro de seus cinco irmãos (Bush é o mais velho e a caçula morreu criança, de leucemia). Elas incluem um divórcio rumoroso – a ex-mulher o acusou de freqüentar prostitutas e de ter um filho fora do casamento – e uma suspeita fortuna erigida numa área em que não é especialista, a informática, que inclui participação numa empresa fabricante de chips de computador na qual mantém sociedade, vejam vocês, com o filho do ex-presidente da China comunista Jiang Zemin (1993-2003).

Neil é velho de guerra em causar apertos na família. No final do governo de George Bush pai (1989-1993), estava entre os réus de um processo de indenização por suposta má gestão de um fundo de investimentos de 1 bilhão do qual era um dos diretores no Estado do Colorado, e que foi à falência. Teve que repartir uma salgada conta de 49 milhões de dólares num acordo com investidores que recorreram à Justiça. A maldição dos laços de sangue atingiu outro presidente republicano do pós-guerra, Richard Nixon (1969-1974): o irmão Donald, que vivia de expedientes, recebeu um gordo e mal explicado empréstimo do bilionário Howard Hughes que nunca pagou, e o filho dele, Donald Jr., sobrinho do presidente, era amigo do peito do financista golpista Robert Vesco – foragido da Justiça americana que se abrigou na Costa Rica e, posteriormente, em Cuba. Donald chegou a ficar um mês em cana.

Não que presidentes democratas hajam escapado dessa sina. O único irmão de Bill Clinton (1993-2001), Roger, músico de segunda, cumpriu pena de prisão por traficar cocaína. Billy Carter, caçula dos três irmãos de Jimmy Carter (1977-1981), bebia tanto que emprestou o nome a uma marca de cerveja, costumava fazer xixi sem a mínima preocupação com a privacidade, falava bobagem pelos cotovelos em público e, não bastasse tudo isso, embolsou por serviços que só Deus sabe 220 mil dólares do governo da Líbia, que os Estados Unidos consideravam um Estado terrorista. Sam Houston Johnson, único irmão de Lyndon Johnson (1963-1969), não chegou a tanto quanto Billy: só bebia como gente grande e dava entrevistas estapafúrdias.

A lista acima é apenas exemplificativa. Ela poderia estender-se a países de todos os continentes e latitudes, e incluir não somente presidentes, mas primeiros-ministros, ditadores, xeques e reis. Quando alguém da família de um governante se aproxima do poder costuma lembrar o título daquela magnífica comédia do diretor italiano Mario Monicelli, "Parente é Serpente" (1992). É o que Lula sente, agora, na carne.
LIDAS E ANOTADAS NO PEROLAS
Perolas e Frases do dia......
 
Ministério Público Federal pediu à Justiça que processe, por improbidade administrativa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) e o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), sob a acusação de que teriam desviado recursos do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para "fazer caixa para o governo".…..
Pelos mesmos motivos alegados contra o atual governo, o procurador propôs também outra ação de improbidade contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), Guilherme Gonçalves Dias (Planejamento), Paulo de Tarso Ramos Ribeiro (Justiça) e Miguel Reale Júnior (Justiça).
Folha
BARÕES E LADRÕES
O presidente da República, sua cúpula governamental, os integrantes da mais alta hierarquia de seu partido, o PT, têm sempre um álibi quando a corrupção vem à tona envolvendo compadres e companheiros mais chegados: “Isto sempre existiu no Brasil”. E, esquecidos da promessa de que viriam para acabar com a devassidão pública por serem o único partido ético, justificam seus delitos invocando os do governo anterior, sejam eles falcatruas inventadas ou reais. No poder, finalmente, o PT conclui que, se todo mundo faz não tem importância fazer também, e que a hora é de aproveitar e ir à forra. Assim, a classe dominante foi ao paraíso, inclusive, aos paraísos fiscais, como ilustrou Duda Mendonça em pleno Congresso Nacional ao depor numa daquelas CPIs, as famosas Comissões que fazem muito barulho por nada.
É verdade que a corrupção é nossa antiga companheira. Faz parte de nosso tecido social desde os primórdios coloniais. E, conforme escrevi em um dos meus livros, América Latina – Em Busca do Paraíso Perdido, referindo-me à vinda da corte para cá, “em 1808, instalaram-se de uma vez por todas nestas plagas as características do Estado português, que em terra nova não perderia sua tradicional essência patrimonialista. Segundo Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder: ‘Os reis portugueses governavam o reino como a própria casa, não distinguindo o tesouro pessoal do patrimônio público’. Era também um Estado corrupto na medida em que para tudo se dependia dele, do seu excessivo quadro de funcionários, da morosidade típica da burocracia, correndo soltas as propinas para aligeirar licenças, fornecimentos, processos, despachos, etc. Em toda parte das entranhas do desajeitado e ineficiente Leviatã conduzido por D. João VI, traficava-se influência, negociava-se a coisa pública em proveito próprio”.
Em artigo no Caderno Mais, da Folha de São Paulo, de 03/06/2007, a historiadora Isabel Lustosa mostra exemplo de grande corrupto na pessoa de Francisco Bento Maria Targini, visconde de São Lourenço, Tesoureiro-mor de D.João VI. A Targini foi dedicada a significativa quadrinha: “Quem furta pouco é ladrão/quem furta muito é barão/quem mais furta e mais esconde/passa de barão a visconde”. Isabel se refere também aos “pequenos corruptos, incultos e quase analfabetos, como o barbeiro Plácido”.
Do Império até os dias de hoje, “barões” e ladrões continuam a praticar a corrupção favorecidos pela impunidade, pelo Estado patrimonialista e excessivamente burocratizado, pela ausência de cultura cívica, pela plasticidade moral do brasileiro.
Entretanto, como gosta de dizer o presidente da República, “nunca, antes, nesse país”, se viu uma profusão tal de Targinis, de “barões”, de ladrões que se espalham por todos os Poderes Constituídos, que se esparramam pelas instituições, que usufruem da intimidade do “rei”. Quando se pensa que chegamos ao fundo, que neste governo começou a ser cavado por Waldomiro Diniz, os escândalos se multiplicam, assim como as inúteis CPIs e as espetaculares operações da Polícia Federal que expõem a podridão moral da coisa pública. Os casos escabrosos são tantos e tantos os personagens neles envolvidos, que a opinião pública vai sendo anestesiada e, numa inversão de valores, passa a conceber o que era errado como certo. Na esteira dos acontecimentos sobrepõe-se de tal modo os Targini, que vai se apagando da memória coletiva até as mais recentes personagens envolvidas na rapinagem. Diante da operação Xeque Mate, que comprometeu irmãos do presidente da República, vão caindo no esquecimento as “façanhas” de companheiros e compadres presidenciais como José Dirceu, Antonio Palocci, Luiz Gushiken, Delúbio Soares, José Genoino, Paulo Okamoto, Osvaldo Bargas. Jorge Lorenzetti, Freud Godoy e tantos outros. Até Zuleido e Renan Calheiros vão escapando pela fresta da amnésia popular. Aos brasileiros mais conscientes e atilados fica a impressão de que o governo ora em curso é uma mistura de máfia, circo e bordel.
É verdade que desde que o ex-deputado Roberto Jefferson tocou sua “trombeta de Jericó”, derrubando até o todo-poderoso José Dirceu, nunca, antes, nesse país tinham vindo à tona tantos “barões”. Mas, proporcionalmente, nunca houve tanta impunidade, pois os Targini continuam livres, leves e soltos. São muitas ações e poucas condenações. Muitas CPIs e raríssimas cassações de mandatos.
Em meio à sordidez reinante, sobrepõe-se emblematicamente, como o barbeiro redivivo do Império, o irmão dileto do presidente da República, Genival Inácio da Silva, vulgo Vavá, a quem Roberto Jefferson certamente chamaria de “petequeiro”, pois o bondoso mano oferece malandramente por pequenas quantias, até aos compadres do submundo do crime, seus serviços que não são entregues. Seria ele também ‘a cara do povo”? Pode ser. Afinal, não é o próprio povo que escolhe malandros, trambiqueiros e mafiosos para representá-lo? Portanto, não há do que se queixar. Nem mesmo do prejuízo anual de R$ 40 bi que a corrupção causa ao país.
Maria Lucia Victor Barbosa
Carlos Marchi
 
 
A exemplo de Marta, ministros de Lula colecionam gafes

Recente frase da ministra do Turismo provocou reações e a fez pedir desculpas

BRASÍLIA - As incontáveis gafes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram escola dentro do governo: seus ministros ostentam uma invejável coleção delas, a exemplo do recente ´relaxa e goza´ da ministra do Turismo, Marta Suplicy, dirigido aos passageiros que sofrem com os atrasos nos aeroportos.

Uma das mais escabrosas é de autoria do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Em agosto de 2003, num evento em São Paulo, um estudante jogou uma galinha sobre a então prefeita Marta Suplicy e ele protestou: "Jogar uma galinha é uma ofensa e seria como se algum homem estivesse falando e jogassem um veado lá dentro."

A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial foi autora de uma super polêmica declaração. Em março de 2007, em entrevista à BBC Brasil, ela considerou natural a discriminação de negros contra brancos. Literalmente, afirmou que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco". E foi mais longe para explicar: "Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou."

O então o ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano, declarou, em fevereiro de 2003, que era imperioso desenvolver o semi-árido nordestino e explicou por quê num evento patrocinado pela Fiesp para celebrar o apoio da iniciativa privada ao Fome Zero, então recém-lançado: "Se eles (os nordestinos) continuarem vindo para cá nós vamos ter que continuar andando de carro blindado". Como Marta fez agora, depois tentou explicar o inexplicável.

Em novembro de 2003 o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, ordenou o bloqueio do pagamento de benefícios aos aposentados com mais de 90 anos que não fizessem o recadastramento no INSS. A medida provocou uma hecatombe de protestos. No Bom Dia Brasil, da TV Globo, Berzoini disse que não pediria desculpas por sua medida radical. À tarde, depois de receber ordens taxativas de Lula, recuou e pediu desculpas.

Em abril deste ano, o atual ocupante da mesma pasta, Luiz Marinho, atropelou aposentados que se manifestavam contra o aumento dos benefícios do INSS em frente a seu ministério e cercaram seu carro. Alguns dos aposentados caíram e três deles se machucaram. "Viemos ordeiramente para entregar nossas propostas ao ministro, esperamos ele sair, e ele tocou o carro em cima da gente", queixou-se o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados.

Em abril de 2004 o então super-poderoso ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, fez uma ironia dispensável. À saída do Palácio Itamaraty, ao ser indagado por jornalistas sobre o novo valor que o governo fixaria para o salário mínimo, ele evitou fazer comentários sobre cifras. Como os jornalistas insistiram, o ministro soltou a frase infeliz: "Salário mínimo, só no tempo em que eu era office-boy", respondeu.

Em setembro de 2003, descobriu-se que a então ministra de Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, fora a Buenos Aires, para um encontro evangélico, com passagens e diárias pagas pelo governo. Para dissimular, marcou uma visita a sua homóloga no governo argentino. A oposição contabilizou viagens dela aos EUA, à Argentina e à África do Sul e fez piada. "A ministra é chegada a uma mordomia em nome de Deus", comentou um boletim do PSDB.

Quando já não era ministro, mas presidente do PT e coordenador da campanha de Lula à Presidência, em setembro de 2006, Berzoini caiu dos dois cargos depois de admitir que tinha conhecimento da ação de assessores que montaram um dossiê com falsas acusações aos então candidatos do tucanos José Serra e Geraldo Alckmin. Ele admitiu saber que dois assessores seus tinham oferecido material com falsas acusações aos candidatos adversários.

No começo do governo, em janeiro de 2003, o então ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, provocou um cogumelo atômico ao afirmar, numa entrevista, que o Brasil deveria dominar todo o ciclo nuclear. Nos dias posteriores o governo teve de desmentir que o Brasil pretendesse fabricar a bomba atômica.

Em maio de 2005 o ministro Thomaz Bastos foi envolvido em outra formidável polêmica. A Secretaria Nacional de Direitos Humanos teve de suspender a distribuição da cartilha intitulada Politicamente Correto & Direitos Humanos, editada em 2004, depois de ampla repercussão que ironizava a impropriedade da publicação oficial.

Entre outros verbetes, a cartilha condenava o uso de expressões como "a coisa ficou preta" (para não incorrer em racismo), ´baitola´ ou ´gilete´ (aconselhava usar ´gay´ ou ´entendido´), ´sapatão´ (sugeria ´lésbicas´) e xiita (qualificado como termo pejorativo aos muçulmanos).


Editoria de Arte/G1
GLOBOESPORTE.COM Indianapolis, EUA

Hamilton faz a pole do GP dos EUA

Fernando Alonso larga ao lado da revelação inglesa, com Felipe Massa em terceiro

Após largar na frente no Canadá, o inglês Lewis Hamilton voltou a marcar a pole position, desta vez no GP dos Estados Unidos. No treino de classificação deste sábado, o piloto da McLaren fez o tempo de 1m12s331, 0s169 à frente de seu companheiro de equipe, o bicampeão mundial Fernando Alonso, que ficou em segundo. Felipe Massa, da Ferrari, larga na terceira posição, com 1m12s703.

Foto: Agência 
EFE
Hamilton conseguiu sua segunda pole position consecutiva em apenas sete corridas na sua curta carreira na F-1

Kimi Raikkonen, companheiro do brasileiro na equipe italiana, foi o quarto, com Nick Heidfeld, da BMW Sauber, em quinto. Heikki Kovalainen, da Renault, surpreendeu e ficou com a sexta posição, à frente de Sebastian Vettel, substituto de Robert Kubica nos Estados Unidos, que foi o sétimo colocado.

Jarno Trulli, da Toyota, ficou na oitava colocação no treino classificatório deste sábado, seguido por Mark Webber, da RBR. Giancarlo Fisichella, da Renault, decepcionou e conseguiu apenas a décima posição, a 0s650 de Heikki Kovalainen, seu companheiro na equipe francesa.

 Honda não consegue avançar mais uma vez

Rubens Barrichello e Jenson Button foram eliminados mais uma vez na segunda parte do treino classificatório. Após uma leve melhora no Canadá e nos treinos de sexta-feira nos EUA, a Honda continua em má-fase. Desta vez, o inglês ficou na 13ª posição, à frente do brasileiro, que foi o 15º.

Ralf Schumacher, por sua vez, continua caminhando para sua saída da Fórmula 1. O alemão da Toyota foi eliminado na segunda parte do treino e vai largar em 12º. Enquanto isso, Jarno Trulli, seu companheiro de equipe foi para a superpole e larga em oitavo. Esta é a apenas primeira vez em quatro corridas que Ralf avança da primeira parte do treino.

Alexander Wurz, terceiro colocado no GP do Canadá, também decepcionou e ficou apenas na 17ª posição. Ele foi eliminado na primeira parte do treino, junto com Takuma Sato, sexto na última corrida, Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Adrian Sutil e Christijan Albers.

LIDAS E ANOTADAS NO ANTENA PARANÓICA
Curiosidades
a imagem secreta no holograma


E um blogueiro da Espanha observou detalhadamente um DVD original de Windows Vista Business, e esquadrinhando a milimétrica imagem (holograma) do disco encontrou uma curiosa imagem.

Bem no aro brilhante do centro do DVD. Surpreedentemente, usando o zoom de sua câmera digital e se deparou com uma imagem de tres cavalheiros sorrindo minusculamente no DVD.


UpDate
a explicação de blagdaros

Do blog dele, eu havia compilado os 11 princípios de Goebbels. Pois agora, lá da Espanha, ele próprio acessou o ANTENA PARANÓICA e nos manda uma dica superinteressante:
"Déixote eiquí unha ligazón a un artigo en castelán publicado en 86400.es sobre o caso, no que explican o porqué da foto.
[Clique]
O Mistério das caras das 3 Pessoas
Unha aperta BLAGDAROS"

Família Lula Brasil da Silva

Os parentes do presidente continuam levando a mesma vida do povo brasileiro. Dando duro, pegando ônibus lotado, economizando os centavos e torcendo para que o país melhore

ELIANE BRUM (TEXTO)
E MAURILO CLARETO (FOTOS)

Pendurado num ônibus de São Paulo sacoleja um homem com o mesmo sorriso do presidente da República. ''Até agora, esse Lula não fez nada do que prometeu'', reclama um vizinho de desconforto. O homem não diz nem que sim, nem que não. Faz de conta que nem ouviu. É fim da tarde e ele retorna de uma jornada que começou às 5h10 da madrugada, quando pegou o primeiro dos três ônibus que o levam de São Bernardo do Campo a uma metalúrgica de São Paulo. Na volta, são outras duas horas sacudindo. Tem 66 anos, é aposentado, mas o dinheiro não é suficiente para comer. É doente, às vezes cai na rua por conta de cãibras nas pernas e de um desassossego no coração. Na pausa do almoço, não tem dinheiro para comer um marmitex ou um prato feito - ''R$ 4,50 é muito pesado''. Engana o estômago com duas coxinhas de frango ou ''um bauru sem refrigerante''. Sonha em encarapitar o último tijolo na casa própria, mas em seis anos só conseguiu fazer a metade. A filha está desempregada há anos e costura para a vizinhança. O filho faz entregas numa perua. Para a vida desse homem melhorar, ele depende de Luiz Inácio Lula da Silva cumprir o que prometeu. Ele seria mais um entre milhões de brasileiros, não fosse chamar-se Jaime Inácio da Silva. O homem que sacoleja no ônibus é o irmão mais velho do presidente do Brasil.

continua...

continuação
Jaime não conta a ninguém do parentesco ilustre. Se alguém no ônibus reconhecê-lo, é até capaz de negar. ''Sempre tem alguém no ônibus xingando o Lula, dizendo que ele não tá fazendo nada do que prometeu'', conta. ''Vou dizer que sou irmão para arrumar enguiço? Opa, não conheço não, moço. A gente é irmão dele, mas anda na rua, no meio do povo, sem segurança.'' Jaime espera sinceramente que Lula mude a vida dos brasileiros. Para ele, também essa é a chance histórica. Não abandona, porém, o plano B. Três vezes por semana tira da comida para apostar no sonho. Joga R$ 1 na loteria.

Nenhum outro presidente da República teve este privilégio, o de ter o Brasil popular em miniatura na árvore genealógica. E nenhum outro momento histórico do país teve uma família presidencial como esta. Os quatro anos de Jaime julgarão o governo de Lula.

Existe um presidente Lula que prometeu encolher a distância entre Caetés, onde nasceu, e Brasília, onde está agora. É o homem de gestos largos, que enlouquece a segurança ao atirar-se literalmente nos braços do povo. Aquele que desfia parábolas e ditados populares diante de cada impasse do governo, dá status de filosofia ao senso comum. E outro que comanda um governo de economia conservadora e política pragmática, rompe com companheiros históricos e aperta a mão de aliados de ocasião. Há o presidente Lula que, ao beber uns goles de chope na abertura da Oktoberfest, em Blumenau, reclama sua condição de homem comum, ao declarar: ''Não vou poder beber todas as cervejas que eu gostaria porque a imprensa vai dizer que o presidente não pode tomar cerveja''. E há o presidente Lula que invoca para si mesmo um lugar sobre-humano, ao reivindicar a fé dos eleitores, quando repete aos que têm pressa (porque têm fome): ''Acreditem em mim''. Há um presidente Lula que, desde a campanha, repete e repete: ''Não posso errar''. E há outro que, de tanto repetir, começa a achar que não erra. Acreditar no próprio mito é um risco para qualquer um, mais ainda para um governante. É na humanidade de Lula que os eleitores depositaram esperança.

continua...

continuação
#Q:Família Lula Brasil da Silva - continuação:#
TIA MARIA
Aos 77 anos, ela é a mais velha
Maria Guilhermina da Silva é irmã do pai de Lula, Aristides. Vive em Venturosa, no Agreste pernambucano. Todo dia ela benze a foto do presidente pendurada na parede. Quando viu pela TV que Lula sofria com a bursite, tomou logo providências: ''Rezei um rosário de joelhos para Santa Quitéria''

A mais velha parente de Lula no mundo é Maria Guilhermina da Silva, de 77 anos. Tem o mesmo lenço na cabeça, a mesma convenção de santos nas paredes. Nenhum deles, porém, suplanta a foto do presidente. Ela e o marido se mudaram da roça para Venturosa, perto de Garanhuns, só para ''ficar perto da missa''. Desde então, tia Maria tem o sono desarranjado por causa do ''barulho da cidade'', seja lá o que isso signifique, já que depois de certa hora não há mais do que cabras na rua. O sol nem nasceu ainda, Lula com certeza não despertou dos braços de dona Marisa Letícia, quando tia Maria arrasta as chinelas até a fotografia do sobrinho. Todo dia a mesma cena. Se espicha toda, benze o presidente e recita: ''Pelo sinal da cruz, livre-me de nossos inimigos''.

Tia Maria tem receio de que Lula ande esquecendo de se benzer. Tomou para si essa tarefa. ''Para que ele se livre das tentações e não se esqueça de onde veio'', explica. ''O homem tem andado muito no mundo e nos ares.'' Pega um palheirinho - porque ''o outro cigarro dá dor de cabeça'' - e conta que no início vinham lhe atormentar com perguntas cuja resposta desconhece. ''Me perguntavam se ele era comunista. Mas como é que eu vou saber, se ele saiu daqui criança?'', explica. Pita mais um pouco. ''Na minha família tudo é pobre, mas não tem comunista.'' Come um naco de melancia e pensa mais um bocado. ''Também, eu nem sei o que é comunista.'' Essa é a tia Maria, que não se impressiona muito em ser tia do presidente. ''Sabe como é, velha é tia de todo mundo. Nem conheço a graça da pessoa e já me chamam de tia...''

Lula nasceu em Vargem Comprida, subdistrito de Garanhuns, há 58 anos completados nesta segunda-feira, 27. Quando Caetés foi promovida a município, Garanhuns perdeu a posse da terra do presidente. Lula tem uma espécie de dupla cidadania. Em geral a idéia que se faz do berço do presidente é de uma cidadezinha sertaneja como a dos filmes de Guel Arraes. Caetés é assim mesmo, toda caiada de branco, alegre sem motivo, salpicada de palmas, o cacto que alimenta o gado e também as gentes quando a seca aperta a vida. Tem 24 mil habitantes e, quando chove na região, as nuvens estancam antes da porteira da cidade. Garanhuns, não. É cidade taluda, 118 mil habitantes. Diz sobre si mesma que é a ''Suíça Pernambucana'', porque tem frio no inverno, os restaurantes exibem chez no nome e fondue nas mesas. Tem casas que em nada perdem para as do Jardim Europa, bairro chique no último de São Paulo. A parentada do presidente continua sem ser convidada para as festas dos graúdos.

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JAIME INÁCIO DA SILVA
Como a aposentadoria é pouca, trabalha como metalúrgico
Jaime é o irmão mais velho de Lula entre os vivos. Só estudou até a 2ª série, mas mudou com uma carta a história do Brasil. Ele vivia com o pai e sua amante em Santos. Escreveu para a mãe dizendo que Aristides queria que ela viesse com a família para São Paulo. Era mentira, mas Jaime não leu essa parte para o pai, analfabeto, que pensou estar enviando apenas saudades falsas. Quando dona Lindu chegou, depois de 13 dias de pau-de-arara, Aristides ficou furioso

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Desde a posse, o presidente não vê a maioria dos irmãos no ABC, as tias e primos esparramados por Caetés e Garanhuns, no Agreste pernambucano. ''Aquele buchudo era cheio de lombriga'', ainda se espanta Corina Guilhermina da Silva, aos 74 anos, cumprindo a função terapêutica de todas as tias, que é a de botar os pés de qualquer pessoa no chão quando ela começa a estufar de importância. Tia Corina acompanha Lula pela televisão, acha que o sobrinho tem uma ''conversa direita'', mas continua convicta de que ele fez mau negócio ao virar presidente. ''Fez besteira, tava bem de vida, vai tomar na cabeça. É tanta xingação, o povo quer tudo de uma vez'', suspira. ''Ele só no mundo, esse coitado.''

É nas raízes, na grande família Silva, a do Nordeste agrário, a do ABC industrializado de São Paulo, que Lula sempre teve plantado o cordão umbilical, como o publicitário Duda Mendonça se esfalfou para enaltecer na campanha vitoriosa. Frei Chico, José Ferreira de Melo, o irmão que empurrou Lula para o sindicato em 1968, quando ele só queria saber de novela e da coluna de esportes dos jornais, tenta convencer os assessores do presidente de que é preciso abrir um clarão na agenda para um encontro periódico de Lula com a família e com os velhos amigos. Entre um dedo de prosa, uma pinga, um jogo de truco no Alvorada, Lula reeditaria os laços com suas origens sertanejas e proletárias. ''Lula só vai ter informações concretas do país se conversar com gente de fora da máquina do governo. Senão, vai ficar lendo relatórios oficiais sobre o Brasil'', alerta Frei Chico. ''Tem coisas que muita gente não pode falar. Só um irmão pode.''

Frei Chico, assim conhecido não por um apego exagerado à religião, mas pela tonsura na cabeça, tem chegado ao Planalto com propostas debaixo do braço. Ele é o mais político entre os irmãos de Lula. Militante do PCB na ditadura militar, foi torturado no DOI-Codi de São Paulo. Foi Frei Chico quem deu o primeiro livro a Lula: O Que É a Constituição.

''O mundo de Lula agora é outro, seus amigos são diferentes da gente'', avalia Ruth, a irmã mais nova. Ela e o marido proibiram os três filhos de contar que são parentes do presidente. ''Minha filha mais velha foi demitida quando o Lula ganhou'', diz Ruth. ''Ninguém ganha nada por ser parente do Lula, ao contrário. Quando alguém descobre, vem pedir remédio na nossa porta e a gente junta o que tem para não ficar com peso na consciência.''

Ruth mora na Zona Leste de São Paulo. É agente escolar concursada da prefeitura, mas nunca conheceu Marta Suplicy, de quem o irmão foi padrinho de casamento. ''Esse nome é bonito, mas o que eu sou é faxineira'', vai logo esclarecendo. Às 6h30 ela está com o feijão no fogo para forrar o estômago de 130 crianças numa escola de periferia. Depois, lava 130 pratos. ''Se eu disser que sou irmã do Lula, você acha que alguém vai acreditar? Vão rir na minha cara porque eu sou povo'', diz. ''Todo mundo tem de ser atendido sem ser parente de ninguém. Me dói ser maltratada na fila de banco e no médico porque sou pobre. Se Lula melhorar para o povo, melhora para a família.''

Em benefício do povo, mas pensando nela mesma, tia Corina deu um só conselho a Lula. ''Eu só disse a Lula o seguinte: 'Cuida do salário, que tá curto'.'' O presidente só tem duas tias vivas, ambas irmãs do pai, Aristides. Tia Corina vive com o marido numa casinha nos cafundós de Caetés. Sempre com a cabeça embrulhada no lenço e vigiada por todos os santos do paraíso, ela tira o sustento do salário mínimo da aposentadoria. Nunca conheceu o luxo de um banheiro nem água na torneira. Como a maioria do povo da terra de Lula, a água chega pelos caminhões-pipa despachados pela prefeitura para que não morram de sede.

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Para entender o Lula das parábolas e dos ditados, que precisa falar tocando nas pessoas porque é dependente químico de intimidade, é preciso agarrar estas raízes do Brasil da Silva. É de dona Lindu, a mãe, o gosto pelos ditos populares, tão do agrado do Nordeste sertanejo que compensa a falta de tudo com sobra de rima e poesia. Dona Lindu, analfabeta das 23 letras, educava os filhos com base nessas parábolas trazidas da terra madre no pau-de-arara, herdadas de outras mães sem outros recursos antes dela. E Lula, como qualquer jogador de futebol, dedicou sua vitória, olhos afogados no palco da Avenida Paulista, a essa mãe que colocou nele suas melhores esperanças. Mesmo que, para ela, seu máximo fosse a formatura no Senai, o uniforme de metalúrgico e uma família de dois dígitos.

Havia quem apostasse que Lula não apreciaria o poder e seus filhotes de luxo. Só não o conhecendo. Como todos que foram apresentados à pobreza não pelos livros, mas pelo ronco da barriga, Lula gosta do melhor. Só sente falta de tomar um trago e espichar a prosa com os amigos nos botecos de Brasília. ''Tenho saudade da minha liberdade. Hoje sou controlado até para ir ao banheiro'', desabafou a Fernando da Silva, seu barbeiro do bairro Ipiranga, em São Paulo, pouco antes de viajar para a França de Jacques Chirac.

CORINA GUILHERMINA DA SILVA
Ela e o marido, José Caetano, vivem de salário mínimo
Tia Corina, de 74 anos, três filhos, quatro netos, nunca teve banheiro nem água na torneira. Ela tem esperança de que, com o sobrinho presidente, consiga construir uma casa melhor e ganhe um carrinho para ir ao médico. Hoje, ela paga R$ 15 pela condução que a leva até Caetés. Na última vez, pagou, sacolejou, e o doutor não apareceu. Só conseguiu marcar outra data para mais de 20 dias depois. ''Nesta terra não se prospera'', diz. ''Se Lula tivesse ficado aqui, tava até hoje comendo mandioca''

Para espantar essa solidão do coletivo tratou logo de conhecer todos os empregados do Alvorada pelo primeiro nome - e não só isso. Sabe o time de cada um e, sempre que perde, ele não deixa escapar a oportunidade de atazanar o infeliz. Semanas atrás um petista de muitos galões desceu pelo elevador com Lula sem cumprimentar o ascensorista. O presidente reagiu: ''Você está besta, não dá boa-noite?''.

Lula confidenciou a parentes que achou o Alvorada uma imensidão de dinheiro gasto à toa, mas se esforça para transformar o palácio de Oscar Niemeyer num lar. A principal mudança feita pelo presidente foi instalar antenas parabólicas para acompanhar o Campeonato Brasileiro. Para não correr o risco de perder nenhum jogo do Corinthians, fez o mesmo nas casas de José Dirceu e Antônio Palocci. Assim que chega ao Alvorada, Lula vai arrancando o terno e a gravata, trocando o sapato pelas chinelas, a camisa social por uma de time de futebol. Quando pode, cultiva o figurino caseiro também nos jantares com convidados.

Há dois meses, recebeu um grupo de deputados amigos vestindo o uniforme oficial da equipe dos Jogos Pan-Americanos. Quem mais se impressionou com a cena foi a neta do deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), companheiro dos tempos do sindicalismo. O avô tinha falado à pequena Beatriz, de 4 anos, que ela iria jantar com o presidente. Ao ver aquele senhor vestindo roupa de esportista, a garota achou que tinha sido enganada. ''Presidente usa terno e gravata'', disparou. Lula gastou muita lábia na tentativa de convencê-la de que sim, ele era o presidente. Ela, irredutível. Por fim, divertido, Lula apelou: ''Conta os dedos. Quantos são?'' A garotinha levou um susto: ''Nove! Então você é o Lula mesmo!''

É disso que Lula gosta. No período mais crítico do governo, quando até os números confirmaram a recessão, o presidente se sentiu feito bicho enjaulado. ''Não posso ir a um bar ou a um restaurante, tenho dificuldade para visitar um amigo ou ir a um casamento. É só me mexer que causo transtorno'', desabafou. Uma noite chamou um amigo petista para conversar na biblioteca do Alvorada. ''Estou cansado de tanto problema. Ninguém me traz solução. Só vêm com dificuldades para eu resolver'', reclamou. ''Tenho de me preocupar com todo mundo, mas quem se preocupa com o Lulinha?'', exclamou, batendo no peito.

Dudinha se preocupa. Não o Duda Mendonça, que soube como nenhum outro transformar a natureza de Lula em marketing, mas José Florêncio Filho, primo de Garanhuns. ''Lula tá a pulso, em Brasília. É um preso'', diz. ''Aquela gravata, aquele paletó, Lula está sofrendo. Se o soltassem, ele corria pro meio do povão.'' O caminhoneiro Dudinha assim define o que sucedeu com o Brasil quando o primo assumiu a Presidência. ''É o seguinte. Os cabras ricos botam o filho no estudo quando nasce para falar todas as línguas do mundo. Aí vem um mandioqueiro que saiu sofrendo daqui destes fundos num pau-de-arara. E ele vira presidente da República. Os cabras só vêem uma coisa dessas porque têm olho e não podem furar.''

O primo sertanejo espera há meses ''a crise passar'' para afundar num sofá do Alvorada e ''tomar uma, eu mais Lula''. Ele conviveu em São Paulo com Lula e os irmãos quando eram todos adolescentes arrastando as pernas compridas em clássicos da Jovem Guarda. Acabou voltando para Garanhuns. ''São Paulo só presta para trabalhar'', explica. ''A gente chega para visitar um parente e ele tá no serviço. Só de noite para achar o pobre. Aí o cabra tem de dormir cedo para trabalhar no dia seguinte. É lugar de escravo.''

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Q:Família Lula Brasil da Silva - continuação:#
RUTH ou TIANA
Merendeira da prefeitura
Ela é a irmã mais nova de Lula. Foi concebida numa visita do pai, Aristides, ao Agreste. Lindu, a mãe, batizou-a como Sebastiana. Quando foram registrá-la, anos depois, a dona do cartório achou o nome muito feio e colocou o seu, Ruth. Analfabeta, dona Lindu achou melhor não discutir com tal autoridade

Dudinha é o grande defensor do presidente pelas ruas da região. ''Só pode cobrar de Lula no ano que vem. Este ano foi todo programado pelo Fernando Henrique'', vai explicando a um e outro. Tem repertório próprio. ''Neste Brasil velho, se Nosso Senhor Jesus Cristo entrar para a política, no outro dia o povo tá falando mal dele.'' Dudinha ainda tem esperança de conseguir um cargo público ali por Garanhuns mesmo. ''Concurso é para quem tem estudo, para quem não tem, como eu, tem de ser um cargo de confiança.''

Quando Dudinha narra suas peripécias na posse de Lula, vira o melhor programa de Garanhuns. ''Fiquei num hotel de Primeiro Mundo, só pisava em tapete vermelho, me chamavam de doutor. Só tinha bichão graúdo, de miudinho eu e o João Florêncio, meu irmão. Não gastei uma cocada, a piscina era um quarto de terra. Entrei no apartamento e tinha uma banheirona daquelas que eu só tinha visto no cinema. Entrei e me espojei, só fiquei com o biquinho das ventas de fora. Eu, mais liso que bunda de calango.'' Para quem não acredita em tanta fartura, acha que Dudinha é um ''aparecido'', ele saca da carteira e exibe a chave digital que surrupiou do hotel: ''Blue Tree Park, 1016, José Florêncio Filho''. Para quem ainda assim duvidar, ele dá o xeque-mate: mostra o retrato com a ''moça do Itamaraty''.

Lula é dessa estirpe, não dos Silvas, mas dos primeiros nomes, dos apelidos e das alcunhas. É Lula, filho de Lindu, irmão de Vavá, primo de Dudinha, sobrinho de Corina, pai de Fábio. Apesar do estardalhaço com um Silva no poder, não é essa a grande novidade. Silva é também o vice, José Alencar, megaempresário da indústria têxtil, e Costa e Silva, presidente do regime militar. É a dinastia de primeiros nomes que dá conta das origens de Lula. É ter um presidente Lula - e não um presidente Silva - que faz a diferença desse país em que a linhagem da massa de brasileiros se dá pelo nome, e não pelo sobrenome.

O presidente Lula sabe disso como ninguém. Dono de uma intuição feroz, ele domina as simbologias. De braço dado com a esquerda da Igreja Católica desde o sindicalismo e da fundação do PT, é pós-graduado em místicas. Lula se lança como candidato à História - numa época em que as biografias são planejadas antes da vida - como o conciliador, acima do bem e do mal, além da esquerda e da direita. Na campanha, fez a dobradinha ''capital-trabalho''. No poder, aproxima Paulinho da Viola de Gilberto Gil numa sessão de cinema. Em outra, redime a atriz Marília Pêra, que na primeira eleição de Lula apoiou Fernando Collor de Mello. Lula é o pacificador que prefere fechar feridas a abrir os arquivos do Araguaia. Como ele disse e repetiu, ''não sou socialista, sou torneiro mecânico''.

As sessões do ''Cine Alvorada'' e as partidas de futebol viraram palco dessa conciliação verde-amarela, a imagem de Lula colada a símbolos brasileiros do povo e das elites. Políticos ganham prestígio numa bola dividida com o presidente, nada mais comportado que prestigiar o cinema nacional. Lula, homem sem diploma, vira um presidente ''cabeça''. Isso tudo é Lula e não é.

Esse Lula politicamente correto desconstrói a si mesmo ao brincar, como no fim de setembro, depois da sessão de Seja o Que Deus Quiser, de Murilo Salles. Virou para o ator Caio Junqueira, que interpreta um homossexual no filme, e o provocou, malicioso: ''Você interpretou muito bem…'' Ao que o ator retrucou, à vontade: ''Eu não sou nem espada. Eu sou é facão''.

Mas é com velhos amigos como Laerte e Cidinha Demarchi que Lula pode fazer uma sessão de cinema a seu estilo. O casal pertence à elite do ABC paulista. São donos do São Judas Tadeu, um dos famosos restaurantes de frango com polenta de São Bernardo do Campo, onde, em uma das mesas, quase 30 anos atrás, Lula convenceu Marisa a se casar com ele. Descendo a rampa do Planalto, na posse, Lula avistou Laertão e não se conteve: ''Laertão! Você vai me mandar frango com polenta aqui!'' E se espichou todo para tocar a mão do amigo, nem ele acreditando que finalmente havia chegado lá.

Laertão e Cidinha desembarcam no Alvorada com 4 ou 5 quilos da lingüiça-aperitivo cujas virtudes Lula não se cansa de apregoar. Criação do filho do casal Demarchi, Ronaldo, as ''lulinhas'' são feitas com pernil de porco light de exportação, tempero secreto, embutidas em tripa de carneiro da China ou da Europa, amarradas em gominhos e defumadas em serragem de eucalipto. Lula, com ou sem dieta, come uma atrás da outra, ao som de Roberto Carlos ou Zezé Di Camargo e Luciano.

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#Q:Família Lula Brasil da Silva - continuação:#
TRÊS MOSQUETEIROS
Eles são os irmãos do presidente
Vavá, Jaime e Frei Chico (da esq. para a dir.) preparam espetinhos de carne para os convidados, no Clube dos Bancários de Riacho Grande, no ABC paulista. Afesta, que dura todo o domingo, tem o futebol dos sobrinhos, música ao vivo e muita fofoca

Os Demarchis contam que as poltronas do Cine Alvorada parecem quase um sofá, tão grandes e confortáveis elas são. Na tela, sempre um policial americano, uma preferência de Lula dos tempos do sindicalismo. Quando podia confessar esse gosto sem correr o risco de ofender os amigos chiques, ele declarava seu entusiasmo pelo recém-falecido Charles Bronson em Desejo de Matar, do um ao cinco. O problema é quando a sessão acaba. Como todos dormiram - e roncaram -, não há um herói para contar o final. ''Quem matou? Quem morreu?'', pergunta Lula, acordando no susto. ''A gente nunca sabe quem foi o assassino'', lamenta Cidinha.

Laertão é o homem que inventou o Lulinha Paz e Amor, quando ambos pescavam no Pantanal, na fazenda de José Carlos Bumlai, em meados do ano passado. ''Nesta campanha você tem de ser Lula paz e amor'', aconselhou. Lula achou que sim. A amizade não sofreu abalos depois que o amigo foi eleito. Laertão e Cidinha estavam lá no dia em que Lula voltou da visita a George W. Bush, em junho. Tinham voado no avião presidencial, de carona com os primeiros-filhos. Caminhavam no Alvorada com Marisa quando viram alguém pedalando em ziguezague. ''Saiam da frente que o amigo do Bush chegou!'', gritou o ciclista. Era o presidente da República.

Lula passa o fim de semana com esse espírito. Só às vezes pára, fica quieto, muito sério, os olhos perdidos. Laertão sabe então que o amigo está pensando no cargo. ''Eu sabia que seria difícil governar, mas nunca pensei que fosse tanto'', confessou Lula na cadeira do barbeiro, enquanto Fernando escanhoava a barba, um pouco mais cheia depois da posse.

O barbeiro ficou embasbacado ao ouvir o companheiro presidente pela primeira vez. O que parecia impossível acontecera. ''Ele não fala mais palavrão'', constatou. Ouvir Lula sem palavrões é o mesmo que vê-lo sem barba. ''Desde que virou presidente, o Lula está menos povão'', analisa Fernando. ''Ele ficou mais chique. Perdeu aquele jeitão ABC que ele tinha.''

Nada mais ABC que os seis irmãos de Lula. Eram sete, mas Zé Cuia morreu na fila do transplante de coração. Para os Silvas, família é tudo. Eles se mantêm colados na doença, na morte e na festa, amalgamados pela herança secular dos que calculam a riqueza pelo número de parentes. Só fazem sentido pelos laços de parentesco e compadrio. Sangue é sangue. Herdaram essa lição de dona Lindu, sertaneja que escancarou a porta e a pobreza para todos os parentes que desembarcavam em São Paulo com nada mais que a roupa do corpo. Os Silvas não guardam mágoas, por exemplo, ao recolher um pouco do pouco de cada um para pagar o tratamento médico de um meio-irmão, filho de dona Mocinha, amante que fugiu com o pai de Garanhuns. Volta e meia resgatam um tio distante, desgarrado nas migrações da vida. Falam alto, sem meias-palavras, não se incomodam se a verdade é dita, mas não perdoam uma mentira.

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Quase todo mês fazem uma festa para comemorar aniversários e batizados. Encomendam 20 quilos de torta com nata e morango, pilhas e pilhas de espetinhos de carne, umas quantas melancias. Os sobrinhos formam um time com uniforme emprestado, sonham em jogar com os ministros de Lula no Alvorada. Chega perto de 200 o número de convidados, familiares e agregados. Dá tempo para contar algumas dezenas de causos. ''Fui lá na proa do barco, fiz aquela pose do filme, me senti o Pepino di Caprio!'', conta Frei Chico, todo animado, sobre um cruzeiro que fez em Búzios. ''Leonardo! Leonardo (DiCaprio)!'', berram os outros, rolando de rir.

Em geral, os Silvas fazem tudo juntos. De tempos em tempos alugam um ônibus e partem para o santuário de Aparecida do Norte com o objetivo de fazer promessas ou agradecer graças concedidas. Quando a primeira-dama apareceu no Fantástico, da Rede Globo, dizendo que planejava abrir o Alvorada para visitação pública, foi uma festa. ''Vamos juntar todo mundo e alugar um ônibus'', foi a reação em cada casa diante da cunhada, toda bonitona, na TV.

Só Luriam, a filha de Lula com Miriam Cordeiro, é próxima à confraria dos Silvas. Nem dona Marisa nem os quatro filhos freqüentam a família. Assaltada pela vida sem paradeiro de Lula, Marisa criou os filhos com a ajuda de Marília, mãe do primeiro marido, taxista morto num assalto, e de Joana, irmã de criação. Essas duas mulheres são os olhos de Marisa sobre a cobertura da família no ABC, onde continuam vivendo os três filhos solteiros, Sandro, Fábio e Luiz Cláudio. Quando algo ameaça escapar do controle e se tornar público, ela baixa em São Bernardo para apagar a fogueira antes que vire incêndio.

Ainda na campanha, numa conversa de Lula com o primo João Florêncio, de Garanhuns, o velho amigo introduziu o espinhoso tema dos filhos: ''Pois é, Lula, eu tenho três filhos formados dentro de casa que não conseguem emprego''. Lula não levou um segundo para retrucar: ''Pois não é, João, que eu tenho a mesma situação dentro da minha?''

Dos primeiros-filhos, Fábio é o mais articulado. É biólogo formado, mas prefere se dedicar ao que mais gosta: games. Tornou-se sócio de Kalil Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, no programa dominical da Bandeirantes G4 Brasil, sobre videogames. Ninguém sabe, mas Fábio é colaborador assíduo da coluna de videogame do Folhateen, encartado às segundas-feiras na Folha de S.Paulo.

Assina com o próprio nome, mas, como devem existir alguns milhares de Fábio Silva no Brasil, ele passa batido. Kalil e Fábio se conhecem desde a infância, quando os pais eram sindicalistas. Nem a crise que expulsou Jacó Bittar do PT foi capaz de afastar as duas famílias. Kalil não se cansa de apregoar no mercado publicitário quanto aprecia essa sociedade.

Os filhos de Lula só visitam mesmo a casa de Maria Baixinha. Essa irmã de Lula conversa com o presidente ou Marisa quase toda semana. Mas não os incomoda com más notícias. No fim de junho, o caminhão do filho Rogério foi assaltado, o motorista ficou mais de quatro horas seqüestrado enquanto os ladrões levavam a carga. Depois o soltaram numa favela de São Paulo. Quando a Polícia Civil recuperou o caminhão, não houve comemorações. Os agentes pediram R$ 1.000. Depois de muita negociação, foi liberado por R$ 200. O sobrinho do presidente da República foi achacado pela polícia de Geraldo Alckmin, mas não contou para o tio.

A pedido de Lula, o caminhoneiro Rogério entregou um relatório sobre as estradas do Brasil. Dos buracos do asfalto à sujeira dos banheiros. O próprio tio apresentou Rogério a Cláudio de Oliveira, presidente da federação de cooperativas de caminhoneiros, ainda na campanha. Claudião foi um dos grandes líderes da greve dos caminhoneiros de 1979. Mas conheceu Lula ainda na Vila Carioca, onde eram vizinhos de rua e companheiros de futebol. A partir daí, os dois se tornaram os vigilantes de Lula numa área estratégica, o transporte rodoviário do país. Já foram muitas vezes a Brasília para confabular com os ministros dos Transportes e do Desenvolvimento. ''A gente luta pela regulamentação da profissão'', diz Rogério. ''O caminhoneiro perdeu orgulho e auto-estima. Até a solidariedade das estradas acabou por causa da concorrência.''

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#Q:Família Lula Brasil da Silva - continuação:#

FOME EM FAMÍLIA
Maria é prima-irmã do presidente
Maria José de Melo Silva é até parecida com sua tia Lindu, mãe de Lula. Tem 44 anos, quatro filhos desempregados. O marido, Sebastião, planta feijão, milho e mandioca em terra emprestada no interior de Caetés. A família já vivia do programa do governo passado, agora garante a comida com os R$ 50 do Fome Zero

A agenda da dupla nos corredores do poder é organizada por Mônica Zerbinato, secretária pessoal de Lula desde os tempos do Instituto da Cidadania. Mônica, figura discreta e de uma fidelidade absoluta a Lula, é responsável pelos compromissos não-oficiais do presidente, incluindo os familiares. Alguns petistas históricos tentaram impedir que ela seguisse com essas funções depois da posse porque sabiam que essa era a chave da intimidade do presidente. Não conseguiram.

Desde julho, dona Marisa está bem perto do presidente, num latifúndio do Planalto. Com janelões e vista panorâmica, a sala é chamada de a ''Vieira Souto de Brasília''. No primeiro semestre ela tinha apenas uma salinha modesta, sem janelas. Conseguiu desalojar os assessores especiais da Presidência, Frei Betto e Oded Grajew. Quando precisam falar com Lula, eles têm agora de vencer três corredores, subir uma escada e pegar um elevador - uns dez minutos de exercício. Nunca uma primeira-dama esteve tão perto - literalmente - do poder.

Era sobre Marisa que recaíam as apostas de maior dificuldade na convivência com a corte. Bobagem. Ninguém apreciou mais a mudança que a primeira-dama. Pode parecer contraditório, mas ela nunca teve o marido tão perto. Faz parte do marketing presidencial instalar dona Marisa sempre ao lado de Lula, mesmo em eventos em que a presença dela pareça fora de propósito. Como imagem, a primeira-dama nunca foi tão onipresente, parece quase acoplada. Como voz, talvez só dona Marli, a discreta mulher de José Sarney, tenha sido tão muda. Nada mais conveniente.

Em casa, Marisa fala bastante. E manda muito. Esse sempre foi seu território e Lula, um marido do tempo em que a mulher era a rainha do lar, nunca interferiu. Ela dá ordens no Alvorada como dava na própria casa. É ela quem escolhe os convidados, faz até a escalação do time de futebol nos fins de semana. E assim distribui prestígio e exílio, conforme lhe convém. ''Lu, não tá na hora de chamar fulano?'' Nos dias de ABC, eram famosos os rompantes de Marisa. Volta e meia ela se irritava com tanta gente dentro da casa dela, abria a porta e mandava todo mundo embora. Não mudou. Quando os convidados do Alvorada ameaçam espichar as questões de governo, ela interrompe: ''Vocês estão com um papo muito chato''. É a senha para anunciar que o jantar acabou. É melhor se retirar a cair em desgraça com a primeira-dama.

Se ela sempre teve ascendência sobre Lula, hoje essa influência é ainda maior. Lula está mais isolado, não pode escapar para desabafar com os amigos. A solidão, esse carrapato do poder, sempre o espicaçou. Marisa tornou-se uma das poucas confidentes. Na imensidão do palácio ela é mais dona do marido do que no apartamento do ABC. Aos que reclamaram da ausência de Lula em encontros sociais, ela logo fez a sugestão, alta e inequívoca: ''Experimentem me convidar...''

Lula, em sua complexidade, será sempre irmão, companheiro. Ele é produto de um matriarcado, como tantos brasileiros, filho de uma viúva de marido vivo, como tantas chefes de família cujo número cresce a cada censo do IBGE. E é nesse lugar simbólico que se lança à missão de resgatar o país.

''Sou presidente não para ajudar a família, mas para ajudar o Brasil'', disse Lula aos seus ao ser eleito. Desde que tomou posse, há uma peregrinação de parentes em busca de reconhecimento. Quando descansa no apartamento do ABC, Lula pede ajuda quando o porteiro anuncia que há alguém na porta afirmando que é primo do presidente. ''Quando vou investigar'', conta o irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, ''o parentesco daquele Silva vem de Adão e Eva.''

Nem todo Silva que bate à porta de Lula é seu parente. Mas sua família reflete, como poucas, as necessidades e carências do país. Como Maria José de Melo Silva. Na fila do Fome Zero, em Caetés, ela e o marido, Sebastião, foram discriminados pelos outros desvalidos. ''Parente do presidente não tem direito ao cartão'', reclamaram. Maria José e Sebastião não arredaram pé dali. Prima de Lula, ela depende do principal programa social do governo para alimentar a família. São cenas como essas que fazem de Luiz Inácio Lula da Silva um presidente singular, seja qual for a herança de seu governo. De qualquer ângulo que se observe, a família do presidente e o povo brasileiro são a mesma pessoa.
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COM GERSON CAMAROTTI, DAVID FRIEDLANDER E GUSTAVO KRIEGER

#Q:Notícias do Agreste:#

Na região de Garanhuns, quem responde pelo governo são os parentes. São cobrados até na feira

Dudinha, o relações-públicas
Ele posa diante do que foi a bodega do Tozinho, de onde a família partiu no pau-de-arara. Explica ao povo que neste ano o que Lula não fez foi por culpa de FHC
Severino, o caminhoneiro
Ele e a esposa, Madinalva de Melo, são primos de Lula. Rodando pelas estradas, Severino recebe envelopes com pedidos ao presidente
João Florêncio, o comerciante
Dono de uma loja de ferragens, o primo cuida do projeto de um museu com a réplica da casa em que Lula nasceu. O lote já foi comprado para o futuro Museu Dona Lindu
Antonio, o pagador de promessas
Antonio Florêncio Ferreira de Melo é primo de Lula. Tem sempre alguém batendo na casa dele em busca de água. Quando a cisterna está vazia, mandam que ache um telefone e ligue para Brasília
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#Q:Domingão no ABC:#

A família Silva comemorou quatro aniversários e um batizado com bolo e churrasquinho. Na festa, só faltou Lula

PÃO E MELANCIA
Genival Inácio da Silva (à esq.), o Vavá, é funcionário aposentado da prefeitura de São Bernardo. Quando aparece alguém dizendo que é parente, é Vavá quem Lula chama para assuntar a linhagem
IRMÃOS
Frei Chico e Vavá são os que mais viajam para Brasília. São eles também que cuidam dos interesses da família. Tiveram uma vida mais sofrida que a de Lula, trabalharam mais e mais cedo
CANTORIA
A cabeleireira Erivalda Bezerra e o encarregado de frota Antonio Alexandre (de óculos) são voz e violão
APAGANDO AS VELINHAS
A torta de nata com morango tinha 20 quilos para adoçar a boca de 200 parentes e agregados. Maria Baixinha, a irmã preferida de Lula, comemora os 60 anos

#Q:O povo na Alvorada:#

Baralho, filme policial e lingüiça. O casal Laerte e Cidinha Demarchi realiza o sonho de Oscar Niemeyer

Piscinão do Lula
Com a primeira-dama, Marisa, Laertão e Cidinha curtindo a piscina de que FHC tanto tem saudade
Descontração
Aquele que está sentado no sofá, a bordo de chinelos, é o segurança Aurélio Pimentel
Play it again, Sam!
Laertão Demarchi, o homem que inventou o Lulinha Paz e Amor, finge que toca o piano de cauda do Alvorada. You must remember this...
À sombra do poder
Laertão é aquele amigo que não pede nada. Sabe ouvir, sabe calar. E ainda traz a lingüiça que Lula adora
Mexe-mexe
O baralho está no gosto da família. É assim que transcorrem as noites do Alvorada nos fins de semana

#Q:Árvore genealógica da família:#

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LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
 
 
Folha Online

De suspeito, Renan vira condutor da investigação

  Lula Marques/Folha
A manobra de proteção ao senador Renan Calheiros tornou-se uma pantomima levada longe demais. Tão longe que o próprio presidente do Congresso se convenceu de que o arquivamento sumário do processo o condenaria a uma absolvição recoberta pelo manto diáfano da culpa. Num último esforço para evitar o impensável, o Conselho de Ética do Senado agarrou-se ao inaceitável: fará uma investigação de fancaria.

 

Decidiu-se que, num único e escasso dia –a próxima segunda-feira (18)— serão ouvidas as testemunhas e submetido a perícia um monturo de papéis que inclui uma infinidade de extratos bancários, declarações de IR, notas fiscais, recibos e cópias de cheques. Quem fará a perícia? Por ora, ninguém sabe.

 

As decisões foram tomadas numa sessão presidida, à sombra, pelo próprio acusado. Pelo telefone, Renan Calheiros guiou cada passo de um Conselho de Ética que se pretendia autônomo. Com os olhos grudados na TV Senado, Renan valeu-se do telefone para mudar a direção dos ventos sempre que eles estiveram prestes a se converter em redemoinho.

 

Surpreendido na noite da véspera por uma reportagem que pôs em xeque sua condição de rei do gado, Renan saltou da cama agarrado a um maço de notas fiscais, atestados de vacinação de rebanho e cópias de cheques. Esgrimiu-os em reunião com alguns conselheiros e líderes partidários. E destacou o assecla Romero Jucá para brandir o papelório diante das câmeras, no Conselho de Ética.

continua...

continuação 

O jogo de cena não teve os efeitos desejados. Parte do conselho manteve-se aferrada à decisão de reivindicar o aprofundamento das apurações. Quando sentiu que a tese, antes minoritária, perigava arrebanhar adeptos inesperados, Renan teclou os números do celular de Jucá. Pediu-lhe que informasse ao conselho que fazia questão de que os novos documentos fossem submetidos a perícia.

 

Estipulou um prazo conveniente: até segunda-feira. Sugeriu que, já na terça, o conselho voltasse a se reunir. A coisa caminhava bem. Os insurretos PSDB, DEM e PDT puseram-se de acordo. Alguns de modo entusiástico. Outros algo contrafeitos. Súbito, Epitácio Cafeteira, que fora escalado como coveiro do processo, rebelou-se. Ameaçou renunciar ao posto de relator. Um sopro de tensão varreu a atmosfera. Jucá perambulava de orelha em orelha. Arthur Virgílio mastigava as unhas (veja foto).

 

Seguiram-se apelos para que Cafeteira reconsiderasse sua decisão. Negou uma, duas, três vezes. Demóstenes Torres (DEM-GO) insinuou uma hipótese plausível: As digitais de Renan, o presidente-sombra da sessão, poderiam estar impressas nos dois movimentos encenados no conselho –o pedido de perícia e a ameaça renúncia. Depois, diria: Eu pedi para ser investigado, mas o Conselho de Ética não quis.

 

De repente, a turra de Cafeteira amoleceu. O relator, antes irredutível, concordou com a protelação. A causa? Ouvira, pelo celular, um pedido de sua mulher, que, por sua vez, acabara de receber um telefonema de Renan, sempre ele. A pedido do investigado, a companheira do coveiro Cafeteira apelou para que ele se mantivesse na relatoria. Foi atendida.

 

Depois da meia-volta providencial de Cafeteira, Renan, em novo telefonema a Jucá, “sugeriu” que, além da “perícia” de um dia, o Conselho convocasse para segunda-feira duas testemunhas: o amigo Cláudio Gontijo e Pedro Calmon Filho, o advogado da ex-amante. Nada de Mônica Veloso. Assim, sob a presidência invisível de Renan Calheiros, o Conselho de Ética “deliberou” que fará, como sugerido, oitivas e perícias na segunda. Na terça, volta a reunir-se para “julgar” o caso. Jefferson Peres (PDT-AM) disse, ao ler um “voto em separado”, que uma investigação séria deveria durar “o tempo necessário”. Foi solenemente ignorado.

 

José Nery (PSOL-PA) sugeriu que a perícia documental fosse feita pela Receita e pela Polícia Federal. Sibá Machado, que supostamente presidia a sessão, disse que planejava recorrer a técnicos do TCU. Romero Jucá apressou-se em esclarecer que a perícia não seria “contábil”. O que se deseja é única e tão somente atestar a autenticidade dos papéis. Encerrada a sessão, sabe-se apenas que a “investigação” vai durar um dia.

 
LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
 
 
Folha Online

Grupo de Renan prevê absolvição apertada na terça

  • Contrariedade será manifestada por meio da abstenção
  • Não há senador disposto a votar a favor da condenação

  Lula Marques/Folha
A despeito da fragilidade da defesa de Renan Calheiros (PMDB-AL), ele deve ser absolvido da acusação de quebra do decoro parlamentar. Na noite desta sexta-feira (15), o grupo do senador elaborou uma planilha de votos. Concluiu que Renan dispõe do apoio de 60% dos membros do Conselho de Ética. O processo contra ele está virtualmente arquivado.

Mas concluiu-se que o placar vai impor ao presidente do Senado um constrangimento, arranhando-lhe o prestígio. Não há, por ora, nenhum senador disposto a votar pela condenação de Renan. Mas 40% dos integrantes do conselho cogitam expressar sua contrariedade por meio da abstenção. Significa dizer que têm dúvidas em relação à defesa de Renan e não se julgam em condições de absolvê-lo.

Há 15 senadores no Conselho de Ética. Epitácio Cafeteira (PTB-MA), o relator do processo, informa, de antemão, que nada o fará mudar o parecer em que advoga o sepultamento da representação do PSOL. Os aliados de Renan acham que o processo vai à gaveta com os votos dos seguintes senadores:

1) Epitácio Cafeteira; 2) Augusto Botelho (PT-RR); 3) Renato Casagrande (PSB-ES); 4) Eduardo Suplicy (PT-SP); 5) Wellington Salgado (PMDB-MG); 6) Valter Pereira  (PMDB-MS); 7) Gilvam Borges (PMDB-AP); 8) Leomar Quintanilha (PMDB-TO); e, por último, o presidente do conselho, 9) Sibá Machado (PT-AC), cujo voto só é obrigatório em caso de empate.

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Pendem para a abstenção: 1) Demóstenes Torres (DEM-GO); 2) Heráclito Fortes (DEM-PI); 3) Adelmir Santana (DEM-DF); 4) Marconi Perillo (PSDB-GO); 5) Marisa Serrano (PSDB-MS); e 6) Jefferson Peres (PDT-AM). Ou seja, na prática, Renan será absolvido, no limite, por nove votos, computando-se o do presidente Sibá, que pode fazer questão de se manifestar. É pouco, para alguém que, do alto da presidência do Senado, almejava a unanimidade.

Para complicar, os partidários de Renan receiam que possam ocorrer duas deserções de última hora: Renato Casagrande e Eduardo Suplicy. Numa tentativa de atenuar o vexame, Renan e seu grupo tricotam para seduzir pelo menos dois votos do DEM: Adelmir Santana e Heráclito Fortes. Algo que o líder do partido, Agripino Maia (RN), tentará evitar em contatos que pretende fazer neste final de semana.

A despeito dos esforços de Renan, Agripino e o colega Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, avaliam, em privado, que a abstenção é o caminho menos constrangedor. Formou-se entre os líderes da oposição um sólido consenso. Acham que, até terça-feira (19), será impossível realizar na papelada que Renan entregou ao Conselho de Ética uma perícia que ultrapasse a verificação formal da autenticidade dos documentos.

Com a experiência de promotor público licenciado, Demóstenes Torres disse aos oposicionistas com os quais conversou que uma perícia pode conduzir a dois tipos de falsidade: a material e a ideológica. Acha, que do modo como está sendo feita a averiguação, a toque de caixa, pode-se até atestar a autenticidade material dos papéis de Renan. Mas seria preciso mais tempo para detectar eventuais fraudes ideológicas escondidas atrás dos documentos –falsidades contábeis e compradores de gado inexistentes, por exemplo.

É o receio de que possa estar lidando com dois Renan, o dos papéis de boa aparência e o dos negócios obscuros, que empurra a oposição para a comodidade da abstenção. Embora continue sustentando a versão de que, nos últimos quatro anos, ganhou R$ 1,9 milhão vendendo gado, o próprio Renan admite que as transações podem embutir impropriedades cometidas supostamente sem o conhecimento dele. Foi o que disse nos encontros privados que manteve nesta sexta. Na prática, antecipou-se a uma segunda reportagem constrangedora que, sabia de antemão, seria exibida no Jornal Nacional, à noite. Assista aqui.

 
 
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LIDAS E ANOTADAS NO PEROLAS
Perolas e Frases do dia......
 
Determinados a absolver Renan Calheiros (PMDB-AL) a qualquer custo, senadores reagiram com constrangimento à reportagem do "Jornal Nacional" que desconstruiu os papéis apresentados pelo presidente da Casa na tentativa de comprovar rendimentos com venda de gado que teriam servido para pagar pensão e outras despesas da ex-namorada, mãe de sua filha.
Alguns se recusaram a comentar o assunto, temerosos de contrariar Renan. Outros repetiam a explicação do peemedebista, segundo quem a TV teria mostrado denúncias já veiculadas, sem sucesso, na campanha eleitoral. Quase todos, porém, concordam em um ponto: depois do que foi exibido, o desgaste de enterrar hoje de maneira vapt-vupt o processo contra Renan no Conselho de Ética, como deseja a maioria de seus membros, será muito, muito maior. Determinados a absolver Renan Calheiros (PMDB-AL) a qualquer custo, senadores reagiram com constrangimento à reportagem do "Jornal Nacional" que desconstruiu os papéis apresentados pelo presidente da Casa na tentativa de comprovar rendimentos com venda de gado que teriam servido para pagar pensão e outras despesas da ex-namorada, mãe de sua filha.
Alguns se recusaram a comentar o assunto, temerosos de contrariar Renan. Outros repetiam a explicação do peemedebista, segundo quem a TV teria mostrado denúncias já veiculadas, sem sucesso, na campanha eleitoral. Quase todos, porém, concordam em um ponto: depois do que foi exibido, o desgaste de enterrar hoje de maneira vapt-vupt o processo contra Renan no Conselho de Ética, como deseja a maioria de seus membros, será muito, muito maior.
Folha
Teoricamente, o lançamento do Plano Nacional de Turismo, ocorrido quarta-feira no Palácio do Planalto, deveria prestar-se à divulgação de medidas de estímulo a viagens financiadas pelo crédito consignado. Atormentados pelo colapso da aviação civil, pela erosão da malha rodoviária, pelo sumiço das ferrovias, pela inexistência de rumos para o desenvolvimento do turismo, os brasileiros mereciam ser consolados por duas ou três boas notícias.
Em vez disso, foram surpreendidos por mais bofetadas retóricas, que reafirmaram o crescente desrespeito do governo pela gente da terra. A seqüência de agressões à inteligência e ao bom senso foi desencadeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em outro improviso desconexo, decidiu que brasileiro só não viaja com mais freqüência por pura preguiça. "Sair de casa é um estado de espírito", ensinou o presidente.

Nenhuma palavra sobre o apagão que já dura oito meses. Nenhuma vírgula sobre o cenário apavorante forjado pelas multidões nas salas de embarque. Qualquer homem se animaria a enfrentar os piores flagelos se casado com alguém que conheça, como Lula, o ponto G dos viajantes traumatizados pela rotina de horrores. "A mulher tem de acordar e dizer: ‘Amorzinho, vamos’. Se começar o dia xingando, o marido bota o cuecão, fica deitado e não sai", explicou o chefe de governo.

A ligeireza da aula camufla revelações interessantes. O Brasil agora sabe qual é a primeira frase que Lula ouve de Marisa Letícia em dias de decolagem. Sabe, sobretudo, que o Primeiro-Piloto não consegue enxergar o Brasil real.
À discurseira debochada do presidente seguiu-se um show de cinismo protagonizado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Instada por jornalistas a formular alguma recomendação às vítimas do apagão, Marta mandou um recado aos passageiros retidos horas a fio nos saguões congestionados.

"Relaxar e gozar", sugeriu a sexóloga semi-aposentada. "Eu também tenho sido vítima desses problemas, e sei que depois a gente esquece." Mentiu. Como todos os ministros, Marta desfruta do privilégio de requisitar algum jatinho da Força Aérea Brasileira quando se movimenta pelo País. É cliente da "Fabtur", única empresa áerea do País cujas aeronaves continuam a decolar e pousar na hora combinada. Ainda na quarta-feira, Marta divulgou uma nota oficial em que qualificou de "infeliz" o conselho grosseiro, pediu desculpas e mentiu de novo: garantiu que o governo tem tratado o colapso dos aeroportos com a merecida atenção. As soluções não tardarão, fantasiou. Foi prontamente endossada pelo ministro da Defesa, Waldir Pires. Não há apagão capaz de convencer Lula a afastar ineptos de estimação.

Nem a encarar o País sem a camuflagem dos arcos dos palácios do Planalto e do Alvorada. O apagão aéreo não perturba o presidente e seus ministros simplesmente porque os brasileiros ultrajados em salas de embarque são invenção da mídia, justifica-se o Primeiro Comandante. "O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira?", perguntou. "Só morte, bala perdida", respondeu, para culpar os meios de comunicação pelo fato de os moradores do País preferirem ficar dentro de casa a viajar. O comandante de honra da Aeronáutica não acredita em sons e imagens. Não houve choros e gritos que dominam saguões congestionados de desesperados nos aeroportos. Vôos cancelados, atrasos, controladores de vôo em greve, agentes federais em operação- padrão, nevoeiros? Invencionices. O Grande Homem vive de alucinações. E exime-se de responsabilidade. Até quando?
Apagão aéreo, greve de policiais federais, sanguessugas, mensaleiros. E Lula culpa a imprensa

Editorial do JB (e da Gazeta Mercantil como postado no blog do prof. Romano)
LIDAS E ANOTADAS NO LARGADO


UM HOMEM DE AZAR

Lula é um azarado. Tudo o que ele toca suja suas mãos. Seus amigos têm uma vocação irresistível para a fraude, para a trapaça. Lula está cercado de mau olhado. Só os piores tipos dele se acercam abusando de sua extrema generosidade, de sua grande alma (mahatma), de sua bondade de coraçãode sua maneira manteiga-derretida!

Lula por onde anda está cercado de gente que não presta; seus auxiliares o traem a toda hora; seus colaboradores tramam contra ele. Até o presidente Hugo Chàvez, que ele pensava que era seu amigo, disse coisas horríveis do Congresso brasileiro que ele comprou com tanto carinho! A traição oespreita. Uma vez, em Paris – lembram? – ele se queixou dela.

Essa Operação Navalha só pode ser coisa de invejosos do seu sucesso, dos seus discursos apurados de intelectual, de suas tiradas metafísicas-futebolí sticas, embora ditas com amor, com compaixão pelos pobres, pelos irmãos, pelos gentios.Lula é um injustiçado. Agora querem acusá-lo de ter um irmão vigarista!

Até a Polícia Federal o traiu.

Tarso Genro, quem diria, seu Ministro da Justiça, trama contra ele.

Renan Calheiros é injustamente envolvido em uma falcatrua com empresários e tem a sua vida privada aberta à execração popular. Sarney faz de tudo para protegê-lo … mas até quando? Um compadre seu, pasmem, teria relações promíscuas com dinheiro público em Diadema. Querem prejudicá-lo prendendo e denunciando seus amigos próximos e seus parentes mais queridos, querendo insinuar que ele, de novo, sabia de tudo.

Lula é um azarado. O presidente do seu Partido é um “aloprado”. O ex-presidente do PT, Genoíno, tinha um irmão quer forrava as cuecas com dólares só para prejudicar Lula. O “nosso” Delúbio fazia maracutaias com o Marcos Valério (onde andará?) deixando o PT com a injusta fama de partidodesonesto e corrupto. Sabem para quê tudo isso? Para atingir Lula; para ferir de morte a sua honestidade e a sua caridade!

Essa gente que acompanha Lula há 30 anos não presta! Chegaram a acusá-lo agora de ter vendido a Petrobrás da Bolívia ao Hugo Chàvez! Vejam aonde chega a maledicência desses invejosos! Imaginem se um presidente eleito pelo Foro de São Paulo faria tal coisa contra o patrimônio nacional!

Lula está cercado. Tem gente embaixo de sua cama o roubando; tem ascensorista suspeito, motoristas inconfiáveis, que à primeira oportunidade o trairão e o deixarão mal junto à opinião pública.

Seu amigo Bruno Maranhão o traiu ao depredar o Congresso nacional.

Pois foi deixado impune para que essa maldição antidemocrática fosse assacada contra ele, Lula. Os seus amigos mais próximos são suspeitos de assassinarem dois prefeitos e de ameaçar familiares sobreviventes. Jornalistas agora são perseguidos. Tudo apenas para sujar o seu nome. É muito azar!

Em vista de tudo isso, em vista da enorme injustiça que se comete à miúde contra esse santo homem, alguém deve dele se aproximar e dizer claramente : Presidente, cuidado, eles querem lhe pegar! Mas talvez isso não seja necessário. Soube hoje, com alívio, que os especialistas da mídia, essa sim muito fiel e solidária, já garantem que Lula sairá sobranceiro de mais essa crise – a crise de número 145! – que ele dará a volta por cima como sempre deu com a ajuda do seu povo faminto, dos seus parlamentares fiéis no Congresso. Afinal, se há alguma coisa que é sincera e fiel aliada do Lula é esse tal de Congresso e essa tal de mídia. Custa caro para o Lula, a gente sabe, mas como assegurar tanta fidelidade em apenas um ou dois mandatos?

Da imprensa ele só tem alegrias. Coitado, ultimamente estava tão alegre que resolveu fazer uma televisão só para ele e com gente confiável. Mas já tem gente falando mal dele, que ele está imitando o Chàvez, e outras inverdades.

Então, seus secadores, tirem o cavalinho da chuva: o *affair* Vavá não vai dar em nada, de novo. O homem é azarado, mas tem um santo forte, blindado, comprado a peso de ouro, incorruptível, um santo impoluto como só ele sabe ser. Só falta agora a Justiça, que ele criou à sua feição, virar-se contra ele e de forma erótica e libidinosa condená-lo a uma multa de R$100,00!

A maldade humana não tem limites!

BUEMBA BUEMBA,ZÉ SIMÃO NA FOLHA

NOTÍCIA PARA ALEGRAR SEU DIA!!!

 
Apertem os cintos! Eu quero gozar!

Conselho da sinistra do Turismo Marta Suplício para os que enfrentam filas: "Relaxa e goza!"

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
Apertem os cintos que eu quero gozar! Conselho bombástico da sinistra do Turismo Marta Suplício para os que enfrentam filas e atrasos nos aeroportos: "Relaxa e goza!".
Uau! Zona aérea. Aeroporto vira motel. E Congonhas vira Gozonhas. Aeroporto de Gozonhas. E a Martícia Addams vai virar ministra do Prazer Aéreo!
E a única companhia aérea que segue os conselhos da ministra ao pé da letra é a Varig: Viação Aérea Relaxa I Goza! Rarará!
E tá lançado o kit marta. Na compra de uma passagem você ganha o kit marta: Lexotan e camisinha.
Lexotan pra relaxar e camisinha pra gozar. Relaxa no aeroporto e goza no avião. Só não vá gozar no tapete vermelho da TAM. Rarará! E uma amiga minha quer gozar com o comissário de bordo. "Por favor, um boquete quente, sem açúcar."
E na fila do check-in, em vez de ter um chilique, você tem um orgasmo!
E um leitor me disse que estava no aeroporto com a mulher dele, o vôo atrasado, quando ouviu na televisão o conselho da Marta: "Relaxa e goza". Aí eles seguiram o conselho e foram pro banheiro. O problema é se o avião atrasa nove horas. Aí apela pro Viagrão. Aliás, a Gol, em vez de barra de cereal, podia dar barra de Viagra! Rarará!
E a Marta tá certa: pra tirar o atraso, nada melhor que gozar. E adorei a charge do Lute: "Atenção, torre! Atenção, torre! Estamos com problemas de comunicação. Aguardo instruções!". "RELAXA E GOZA!" Rarará!
É mole? É mole, mas sobe!
Ou, como diz o outro: é mole, mas sobe mais rápido que avião!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês".
Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Guarulhos, local do aeroporto de Cumbica, tem uma rua chamada Gozolândia. É verdade!
Relaxa e Gozolândia! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês.
Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula.
Mais um verbete pro óbvio lulante. "Martírio": agüentar a companheira Marta relaxando e gozando. Rarará!
O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza.
Hoje, só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
E Vavá indo, que eu não vou!

Nóis capota mais num breca!!!

Folha Online
Informática
 
Mulheres já são maioria entre internautas de até 24 anos no Brasil

O percentual de mulheres entre o total de internautas de 2 a 24 anos superou o de homens pelo quarto mês seguido e marcou 51% em abril de 2007, equivalente a 3,6 milhões de pessoas. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pelo Ibope/NetRatings, que mede o mercado brasileiro de internet.

São considerados nesta pesquisa apenas os usuários ativos domiciliares, ou seja, pessoas que acessam a rede ao menos uma vez por mês de casa.

Em abril de 2006, o público internauta feminino até 24 anos representava 47% de todos os usuários. O grupo que mais contribuiu com esse aumento foi o de mulheres de 18 a 24 anos, que cresceu 35% no período de um ano e agora soma 1,5 milhão de usuárias.

"Tem crescido o interesse das jovens por páginas até então consumidas predominantemente pelos homens, como os sites de vídeo, os de downloads e os de compartilhamento de arquivos", afirma José Calazans, analista de internet do Ibope.

Segundo o analista, o crescimento do uso da internet por banda larga pelas internautas jovens explica essa mudança de comportamento. Considerando todos os usuários residenciais ativos, o percentual de internautas do sexo feminino foi de 48% em abril, o que corresponde a 7,6 milhões de mulheres e 8,3 milhões de homens.

LIDAS E ANOTADAS NA REDE PRÓ-BRASIL


Governo vai economizar 25%
Lígia Formenti

O Ministério da Saúde anunciou a lista de 146 medicamentos que terão de ter seus preços reduzidos em 24,69% nas compras feitas pelo sistema público de saúde. A cesta de remédios beneficiada pela medida é composta por remédios de alto custo, drogas para doenças crônicas, derivados de sangue e indicados para tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, aids e câncer.

A publicação da lista provocou protestos da indústria farmacêutica. Desde a edição da resolução criando o Coeficiente de Adequação de Preços (CAP), a indústria trabalhou por retomar negociações de preços. Fabricantes que descumprirem o preço CAP estão sujeitos a multas que podem chegar a R$ 3 milhões.

O CAP foi criado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) com o objetivo de padronizar o preço para algumas drogas adquiridas por Estados, municípios e União. Antes da resolução, um mesmo remédio podia ser comprado por preços diferentes. Estados com maior poder de barganha, mais ricos e com maior potencial de compra geralmente conseguiam preços mais baixos.

O CAP foi definido considerando os índices médios de descontos oferecidos ao setor privado. Na lista, estão especialmente produtos protegidos por patentes, fabricados em regime de monopólio ou duopólio, que os laboratórios já oferecem ao setor privado com desconto.

O Orçamento do ministério prevê gastos de R$ 4,6 bilhões neste ano com a compra de medicamentos. Do montante, R$ 1,6 bilhão investidos na aquisição de remédios excepcionais.

Em nota, a Federação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas questiona a legalidade da resolução da CMED. A Febrafarma observa que tal desconto poderia ter sido obtido por meio de negociação.

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) entrou com mandado de segurança contra a resolução. “Foi uma decisão unilateral que nos pegou de surpresa e trará enormes prejuízos”, disse o presidente Gabriel Tannus. Ele observou, ainda, que o desconto é aplicado em preços que já foram definidos pela Câmara de Medicamentos. “Estão legislando com padrões do passado.” O desconto começou a valer ontem.


Editoria de Arte/G1
Do G1, em São Paulo Jones Rossi

'Chiclete com banana', de Angeli, retorna em antologia

Revista foi publicada entre 1985 e 1995.
Apesar de alternativa, chegou a vender mais de 100 mil exemplares
Foto: Reprodução

Como houve "O Pasquim" nos anos 70, houve "Chiclete com banana" na década seguinte. Underground que chegou a vender 130 mil exemplares de uma só edição, a revista criada por Angeli e publicada por Toninho Mendes, seu amigo de infância, reuniu uma geração inteira de cartunistas e até hoje influencia os novos talentos.

Objeto de culto em fóruns da internet, onde exemplares que custavam cruzeiros (em época de inflação descontrolada) atingem facilmente valores entre R$ 30 e R$ 50, "Chiclete com banana" está nas bancas novamente, 12 anos depois de seu fim, em uma antologia publicada pela Devir.

Serão 16 fascículos – o primeiro custa R$ 5,90 – com quadrinhos, textos e fotonovelas selecionados por Angeli e Toninho Mendes, com 800 das 2.300 páginas publicadas nos dez anos de duração da revista. "Achávamos que reeditar todas as 24 edições seria meio over, por isso resolvemos escolher o melhor", disse Toninho Mendes, em entrevista por telefone, direto da estrada que leva ao litoral paulista, ao G1.

"Chiclete com banana" teve sua primeira edição foi publicada em outubro de 1985. Angeli vinha conseguindo boas vendas de suas tiras em edições encadernadas, daí veio a idéia de criar a revista. O primeiro número vendeu 28 mil exemplares e a partir de então só aumentou.

Em pouco tempo a revista atrairia outros cartunistas que depois teriam seus nomes gravados entre os maiores de todos os tempos, como Laerte e Paulo Caruso, além de Guto Lacaz e das fotonovelas com Cacá Rosset.

"A revista foi uma aglutinadora de pessoas que pensavam aquele momento de forma cínica e com humor. Essa era a marca registrada da 'Chiclete com banana". Mesmo quando a gente vendia muito a gente não se achava nada demais", conta Toninho.

E como vendia. Todas as revistas tiveram pelo menos duas edições. O número que trazia a morte da Rê Bordosa, personagem clássica de Angeli, teve uma tiragem de 100 mil exemplares e, caso raro no mercado editorial, teve encalhe zero. Não sobrou nada nas bancas.

Mesmo assim ninguém ficou rico com a revista, garante Toninho. "Por causa da inflação, mesmo depois de vender todos os exemplares da número 7 ficamos sem dinheiro para comprar o papel para a número 8. A gente recebia o dinheiro um mês depois. Então colocava o preço de capa pensando que ia desvalorizar 27% e vinha uma inflação de 80% no mês."

Somente entre 1985 e 1990, o país teve quatro moedas diferentes e passou por seis planos econômicos.

Apesar de ter enfrentado problemas típicos dos anos 80 e refletir o pensamento da época, "Chiclete com banana" e seus principais personagens continuam bastante atuais. No editorial do primeiro número, Angeli deixava claro que um dos objetivos da revista era fazer galhofa de "um país onde ultimamente todo mundo se leva muito a sério."

Personagens como Rê Bordosa e Bob Cuspe – presentes nesta antologia - se tornaram imortais mostrando o mal-estar e a solidão da vida moderna. Além disso, Angeli já fazia uma crítica da esquerda em um momento em que isto era quase impensável. "O José Dirceu é o Meiaoito, o Delúbio é o Meiaoito", teoriza Toninho.

A volta de "Chiclete com banana" – pouco depois de "O Pasquim" também ter suas primeiras edições republicadas  é uma evidência de que, depois deles, não surgiu nenhuma revista de humor à altura. Talvez todo mundo esteja se levando a sério demais.

Ex-Blog do Cesar Maia -Por e-mail
 
VOTO EM LISTA!
           
1] A racionalização do voto em lista -contra e a favor- apenas oculta as
questões de fundo para o caso brasileiro. Com um voto proporcional aberto, a
lógica eleitoral é a do cada candidato é um partido. Isso produz uma multidão de
casos específicos e de caminhos para o voto. Por isso mesmo a mudança não é
simples.
           
2] Mas há também uma questão pragmática, que gerou insegurança nos partidos que
regionalmente não tem marca, pois a presença de suas lideranças nacionais nos
programas regionais em nada afetaria. Isso agravado quando não há lideranças
regionais. Raros são os partidos com marca temática. O PV poderia ser um deles.
           
3] Além disso, os políticos com voto tipicamente distrital perdem a força que
tem hoje. E a dança dos parlamentares pelos partidos estaria inviabilizada,
reforçando a perda de força dos donos de voto distrital.
           
4] Os raciocínios e exemplos discutidos na noite de anteontem seguiram este
caminho. - Mas só o Lula vai poder aparecer nas listas do PT no Brasil todo e
dar força ao PT onde ele não existe. -Só o PV, dos micro-partidos, poderá fazer
campanha para a lista. -No Estado X não há problema, pois a liderança regional
impulsiona a lista. Mas nos que não tem nem marca nem estas lideranças?
           
5] E o exercício de formar listas, criou mais insegurança: será pela votação?
Será pela fidelidade parlamentar? Partido que inexiste em um município está
louco atrás da lista, especialmente se tiver liderança regional para puxar. E o
partido que na eleição anterior elegeu uma chapa grande? Como fazer a lista?
           
6] Para os suplentes -diziam alguns- defendendo a lista, a solução seria
reservar 20% dos gabinetes dos eleitos para abrigá-lo e darem continuidade a seu
trabalho político.
           
7] A racionalidade da lista e o exemplo de vários paises, foi sendo desmontada
pela diversidade de situações num país continental, federado e de partidos que
se unem numa legenda nacional que lhes dá tempo de TV, mas que em cada Estado, é
um Partido distinto.
           
8] Remontar as peças, e estabelecer uma maioria em plenário será tarefa
extremamente complexa. Certamente voltará ao debate o voto em lista e distrito
dividido pelo meio: o distrital-misto.
LIDAS E ANOTADAS NO PEROLAS
Perolas e Frases do dia......
 
O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, [o turista] fala: 'Espera aí, eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa'. Ele ainda olha para ver se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do país, mas há outra parte que nos motiva a viajar. A mulher tem que acordar: ‘Amorzinho, vamos, amorzinho’, porque se ela começar xingando, o marido já não vai, já bota o cuecão e já fica deitado ali mesmo e não sai,disse.
Em outra descrição do cotidiano,disse que "o cidadão fica em casa vendo televisão,brigando com a mulher"."Ai a mulher val fazer a limpeza no pé dele e ele já dá um coice.Aí chega o genro,já toma a cerveja gelada dele(...) 
Lula no Bom Dia Brasil
 
As declarações da ministra do Turismo, Marta Suplicy, irritaram os passageiros. Além da perda de tempo, que prejudica trabalho e estraga férias, o passageiro tem que ouvir essa.
No domingo, um passageiro que enfrentou a fila como todo mundo – o ministro da Defesa, Waldir Pires – descobriu que a companhia aérea não é informada sobre quando poderá decolar. Por isso, fez o embarque e todos ficaram confinados no avião por quase uma hora, inclusive o ministro, a esperar a permissão da torre.
Quanto à ministra do Turismo, a sexóloga Marta Suplicy, ela deve ter confundido seu cargo com sua profissão.
Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil
 
Ou seja, gente: quem é culpado pelo Vavá, pelos mensaleiros, pelos aloprados do dossiê, pelo crescimento econômico haitiano, pelo fracasso do Fome Zero e do Primeiro Emprego, pelo caos aéreo, pela queda do Boeing, pela violência em Pernambuco, pelos atentados em São Paulo, pelas balas perdidas no Rio? A imprensa! A imprensa brasileira!
Enquanto isso, Lula continua sem ter culpa em nada, nunca.
Aconteça o que acontecer, doa a quem doer, investigue-se quem se investigar, Lula estava, está e estará acima de qualquer coisa. A imprensa é culpada sempre. Lula é inocente sempre. Sem discussão.
E ele também pode falar o que bem entender, na hora em que bem entender, do jeito que bem entender. O que soaria absurdo na boca de alguém, na dele é "capacidade de comunicação". O que seria pura e simplesmente errado na boca de alguém, ainda mais de um presidente da República, na dele é apenas engraçadinho, talvez esperteza. O resto, o Bolsa Família apaga.
Foi extemporâneo, portanto, criticar a ministra Marta Suplicy ontem por ter recomendado a todos que viajem à vontade, "relaxem e gozem". Se o chefe fala sem cerimônia sobre o "ponto G" num encontro público com Bush, por que Marta não pode falar o que quiser num evento no próprio ministério? Cada governo tem o palavreado e o linguajar que merece.
 
Eliane Cantanhede na Folha sobre o discurso do Lula 
 
LIDAS E ANOTADAS NO CLAUDIO HUMBERTO

Pesquisa choca a oposição

Apesar dos escândalos, inclusive aquele que envolveu seu irmão Vavá, o presidente Lula permanece sem adversários eleitorais, segundo pesquisa do cientista político Antônio Lavareda, o favorito do PSDB e do Democratas. Pela pesquisa, Lula até seria reeleito no primeiro turno para um terceiro mandato. Mais: o PT retoma uma imagem positiva junto ao eleitorado, no Nordeste. A notícia deixou tucanos e ex-pefelistas em estado de choque.

Em casa

O compadre de Lula, Dario Morelli Filho, foi comemorar sua liberdade no restaurante Parque Burger, do tesoureiro do PT-MS, Carlos Nucci.

Pressão petista

Lula sofre pressão para empregar os ex-deputados Professor Luizinho (SP), Neide Aparecida (GO) e Telma de Souza (SP), punidos pelos eleitores.

Buraco negro

A Fundação Getúlio Vargas calculou em R$ 3,5 bi o prejuízo anual do Brasil com a corrupção. Seria muito mais, mas roubaram no resultado.  

Artes e ofícios

Descoberta a atividade comercial de Vavá, que para seu irmão Lula "é mais ingênuo que lobista": ele é "bobista".
 
LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA

Folha Online

Decolou da cama com o pé esquerdo? Ora relaxa e...

 

A gozação da ministra Marta Suplicy (Turismo) continuou ecoando nesta quinta-feira (14). Do alto da tribuna do Senado, Jefferson Peres (PDT-AM), pediu a demissão da ministra. O senador não se deu por satisfeito com o pedido de desculpas da ministra.

 

Para Peres, o comentário de Marta "foi desprezo de quem sobe e desce na base [aérea], em avião da FAB e não enfrenta fila." O senador acrescentou: "Eu perguntaria à dona Marta se junto com a nota [com pedido de desculpas] ela assinou a carta de demissão."

 

Na CPI do aerocaos da Câmara, o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA) protocolou um requerimento de convocação da ministra. O pedido será votado na semana que vem. Nesse ritmo, logo, logo a oposição irá propor a CPI do gozo.

LIDAS E ANOTADAS NO JOSIAS DE SOUZA
Folha Online

Risco de desmoralização reduz favoritismo de Renan

  • Maioria pró-arquivamento cai depois de notícia da TV
  •  Oposição vai propor perícia e tomada de depoimentos
  •  Derrotados, PSDB e DEM ameaçam se abster de votar

  Sérgio Lima/Folha
Deteriorou-se na noite desta quinta-feira (14) a situação política de Renan Calheiros (PMDB-AL). Notícia veiculada pelo
Jornal Nacional fez ruir um dos pilares da defesa do presidente do Congresso: demonstrou-se que os negócios rurais do senador, origem do dinheiro que ele diz ter usado para bancar a pensão que pagou à jornalista Mônica Veloso, estão envoltos numa aura de suspeições.

Há notas de idoneidade duvidosa. Há compradores que negam ter transacionado com Renan, que se encontram em situação fiscal irregular ou que simplesmente negam ter transacionado com Renan. Até mesmo o gerente das fazendas de Renan –três próprias e três arrendadas—diz que o senador não possui 1.700 cabeças de gado, como alega, mas 1.100.

Na manhã desta sexta-feira (15), o Conselho de Ética do Senado reúne-se para votar o relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Ele declarou que não vai mudar o seu parecer. Pede o arquivamento do processo contra o presidente do Congresso por “absoluta falta de provas”. Renan dispunha de maioria acachapante, próxima da unanimidade. Mantém-se a tendência favorável ao engavetamento. Mas o favoritismo não é mais gritante. Dos 15 integrantes do conselho, sete já se mostram sensíveis à tese de que é preciso aprofundar as investigações.

Três senadores apresentarão ao conselho votos alternativos ao de Cafeteira. São eles: Demóstenes Torres (DEM-GO), Marconi Perilo (PSDB-GO) e Jefferson Peres (PDT-AM). Em essência, a trinca propõe a mesma coisa: o sobrestamento da votação do texto de Cafeteira, a realização de perícias técnicas nos documentos exibidos por Renan e a audição de testemunhas.

Em condições normais, o relatório de Cafeteira seria votado em primeiro lugar. Porém, a oposição vai requerer que seja votada antes a tese pró-investigação. Para que ocorra a inversão, o conselho precisa aprovar. Até a noite passada, sondagens feitas pelos próprios senadores indicavam que o requerimento seria rejeitado por oito votos contra sete. Se comprovado, esse primeiro placar já indicará a perspectiva de aprovação do texto de Cafeteira.

Numa frenética troca de telefonemas, líderes de diferentes partidos puseram-se de acordo em relação a um ponto: o arquivamento da representação do PSOL contra Renan, feita assim, a toque de caixa, submeterá o Conselho de Ética e o próprio Senado a um risco de desmoralização. Para tentar se dissociar do desgaste, a oposição cogita abster-se de votar caso os pareceres de Demóstenes, Perilo e Peres sejam ignorados.

Sentindo o cheiro de queimado, aliados de Renan discaram para membros do conselho para pedir-lhes que não retrocedam no apoio ao senador. O próprio presidente do Congresso, em telefonema a alguns de seus colegas, prometeu divulgar, na manhã desta sexta, documentos adicionais. Atestariam, segundo disse, a regularidade das operações de venda de gado que diz ter realizado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), aconselhou Renan a comparecer à reunião do conselho, para prestar, de corpo presente, novos esclarecimentos.